quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Bonito...

E o cartaz é bonito...

No escurinho...

Em tempo de "Oscares", há dois filmes que têm prendido a minha atenção. Sendo que ainda não vi nenhum deles.
O primeiro, "Little Miss Sunshine" (Família à Beira de um Ataque de Nervos), deve estar para ser editado em DVD, e estou à espera que isso aconteça para poder vê-lo. Tudo o que ouvi e li sobre o filme faz com que aumente a minha expectativa. Estou mesmo muito curiosa porque dizem ser excelente.
O segundo, "Little Children" (Pecados Íntimos) estreia amanhã nos cinemas e espero conseguir ir vê-lo já na sexta-feira. Se for tão bom como espero, sou bem capaz de comprar depois o livro que o inspirou.
Por causa disto, lembrei-me do "City of Angels", um filme bonito do qual gostei muito, e desta música dos Goo Goo Dolls, que me traz muito boas recordações e que continua a saber bem ouvir, depois de tantos anos...
Goo Goo Dolls-Iris

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Lição de anatomia


Acho que estou a ficar viciada nesta série. O final da tarde de domingo, sem particular encanto devido à proximidade de mais uma manhã de segunda-feira, mudou de figurino.
No último domingo estive literalmente colada à televisão durante uma hora e meia.
Lição de Grey: a queda livre tem o seu interesse, por sabermos que podemos contar com os amigos para nos amparar, no final da descida. Ou qualquer coisa deste género.
E depois, há isto... Perdoem-me, mas que belo naco... :)

sábado, 27 de janeiro de 2007

Smack...

Esta é uma das minha favoritas do momento. Uma daquelas que me põem mesmo bem disposta. É mais para dançar do que para cantar, mas eu [ai, meu Deus...] não resisto... nunca em público, claro... :) Akon ft. Eminem...

"Smack That"
(feat. Eminem)

[Akon:]
Shady
Convict
Upfront
Akon
Slim Shady

I see the one, because she be that lady! Hey!
I feel you creeping, I can see it from my shadow
Wanna jump up in my Lamborghini Gallardo
Maybe go to my place and just kick it like TaeBo
And possibly bend you over look back and watch me

[Chorus (2X):]
Smack that all on the floor
Smack that give me some more
Smack that 'till you get sore
Smack that oh-oooh!

Upfront style ready to attack now
Pull in the parking lot slow with the lac down
Convicts got the whole thing packed now
Step in the club now and wardrobe intact now!
I feel it down and cracked now (ooh)
I see it dull and backed now
I'm gonna call her, than I pull the mack down
Money no problem, pocket full of that now!

I feel you creeping, I can see it from my shadow
Wanna jump up in my Lamborghini Gallardo
Maybe go to my place and just kick it like TaeBo
And possibly bend you over look back and watch me

[Chorus (2x)]

[Eminem:]

Ooh...Looks like another club banger
They better hang on when they throw this thing on
Get a lil drink on
They gonna flip for this Akon shit
You can bank on it!
Pedicure, manicure kitty-cat claws
The way she climbs up and down them poles
Looking like one of them putty-cat dolls
Trying to hold my woodie back through my draws
Steps upstage didn't think I saw
Creeps up behind me, she's like "You're!"
I'm like ya I know lets cut to the chase
No time to waste back to my place
Plus from the club to the crib it's like a mile away
Or more like a palace, shall I say
Plus I got pal if your gal is game
In fact he is the one singing the song that's playing
"Akon!"

[Akon:]
I feel you creeping, I can see it from my shadow
Wanna jump up in my Lamborghini Gallardo
Maybe go to my place and just kick it like TaeBo
And possibly bend you over look back and watch me

[Chorus]

Eminem is rollin', d and em rollin' bo
And all marvelous them rolling
Women just holding big booty rolling'
Soon I'll be on Eminem throwing "D!"
Hitting no less than "Three!"
Block wheel style like "Whee!"
Girl I can tell you want me because lately

I feel you creeping, I can see it from my shadow
Wanna jump up in my Lamborghini Gallardo
Maybe go to my place and just kick it like TaeBo
And possibly bend you over look back and watch me

[Chorus]
Smack That

Ideal para dar ao pézinho durante o fim-de-semana...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Diz que...

... sou uma árvore de maçã (não seria mais fácil dizer macieira?...), porque nasci entre os dias 23 de Dezembro e 1 de Janeiro.
Posto isto, e de acordo com a astrologia celta, eu sou uma espécie de isto:
ÁRVORE DE MAÇÃ (O Amor)
De contexto leviana
[sorry?!?], muito carismática [ah, ah!], é uma pessoa chamativa [que chama, portanto] e atractiva [ah, pois é...], de uma aura agradável [isto como frase de engate é capaz de resultar bem..."a menina tem uma aura muito agradável..."], aventureira [sim, sim...], sensível [lá isso, não desfazendo....], sempre apaixonada ["paixão" é o meu nome do meio...], quer amar e ser amada [de preferência, né?], companheira fiel [tipo cão] e terna ["terna" é lindo]. Muito generosa [mas não nas gorjetas em restaurantes, tá bem?], de talentos específicos [say it again?], vive o dia-a-dia [alguém consegue viver a semana-a-semana?...], filosofa despreocupada com imaginação [em Águas-Furtadas].

Let's dance

Acho que todas as conversas que tive hoje, desde manhãzinha, começaram com a frase "está um frio que não se aguenta". O estado do tempo é sempre um bom desbloqueador de conversa. Pode servir para quebrar o gelo. Ou não. No caso de dias como o de hoje, é mesmo ou não. Porque está um gelo que não quebra. Cristo! Mas está um dia lindo e em dias assim, como sou uma tontinha com a mania da felicidade, só me apetece dançar!!! :)

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Porque sim

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Baby boom

Estou de volta ao trabalho. Ui, que alegria! [na realidade é uma alegria, estou só a fazer-me de difícil...].
Terminei as férias em grande estilo, com um almoço just for girls, confeccionado pela própria, com todo o amor e carinho. Estiveram lá em casa a i., a r. e a pepi, que nunca lá tinha ido... agora que penso nisso, acho que não me chegou a dizer se tinha gostado da minha casa... temos de ter um tête-a-tête...
As amigas gostaram do almoço e eu também.
Passei essa mesma tarde no laréu com a r. e acabámos por ir visitar a j. e a a., que estavam a trabalhar.
A propósito, já sabemos que o bebé da a. é um rapaz, que há-de chamar-se Guilherme, para meu grande contentamento, que desde o início andava a torcer para que fosse um menino!
Quem também está "grávido", soube-o no dia dos meus anos, é o meu queridíssimo amigo v.h. A gravidez da b. é mais recente, ainda não sabem o sexo da criança, mas estão felizes da vida e eu por eles.
Vai ser, estou certa disso, um pai e pêras, este que sempre foi, para mim, um amigo e pêras. Tenho milhares de boas recordações do tempo do liceu e o v. está presente na esmagadora maioria dessas memórias. A turma que nos juntou, e também à r. e a i., era uma turma fora-de-série.
Não havia grupos, naquela turma. Havia um grupo, que era a turma, e meia dúzia de out-siders que acabavam, muitas vezes, por juntar-se a nós, numa de "if you can't beat them, join them"...
Num dos finais de ano, já não estou bem certa, mas julgo que foi no final do 11.º, decidimos fazer o jantar de turma (esse clássico dos tempos de escola...) na praia. Lembro-me perfeitamente de nos termos ido abastecer de pizzas e de bebidas, entre elas vinho em pacotes de papel, e de termos jantado sentados na areia. Lindo!
A bebedeira foi tão grande ou tão pequena que a maioria acabou a noite a tomar banho... no mar do Tamariz! Que saudades, desse tempo! E que felicidade, Deus ter permitido que muitas dessas amizades resistam, intocáveis, ao passar de tantos e tantos anos, e que possamos agora compartilhar alegrias como a do nascimento dos filhos... segunda geração de MALUCOS!!!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Deixa-me rir...

Esta é dedicada a alguém que de vez em quando me dá esta resposta. Para me arrumar. Para me provocar. Para me deixar vazia de argumentos. Para me espicaçar.
É uma das mais conhecidas de Jorge Palma, mas também, e não exactamente por essa razão, uma das minhas preferidas. A letra é, na minha opinião, sublime, e continua a ser das que mais gosto de ouvir, a par de outras, como a "Estrela do Mar" ou "Essa Miúda", esta última acho que é mesmo a minha favorita.
Mas falemos de "Deixa-me rir". Ou não. Vamos só mergulhar nas palavras.

Deixa-me Rir
Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

[esta é a minha parte preferida...]
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir, Jorge Palma
every breath you take - police (sting)

Este homem é um SENHOR!

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Nostalgiando...

Hoje foi um dia de reencontros. Logo de manhã, o homem da casa regressou a casa. Assim sendo, parece que tudo voltou ao seu lugar, incluindo a roupa espalhada... :) Estas quatro paredes regozijam de alegria porque se é verdade como dizem que as paredes têm ouvidos, coitadas, já deviam estar fartinhas de me ouvir só a mim, a falar... com elas... foi um hábito que me ficou de miúda. Filha única. Amigos imaginários. Quem nunca o fez que atire a primeira pedra.
Ao almoço, o reencontro com o meu amigo b.s. [curioso... dei-me agora conta que nunca me refiro a ele simplesmente como "b.s.", mas antes como "o meu amigo b.s."]. Foi a concretização de um encontro que adiamos consecutivamente, facto que tem dado origem a que só nos vejamos de ano a ano, na melhor das hipóteses. Culpa dele, que nunca tem tempo para mim, claro (eh, eh, eh).
Felizmente, a nossa amizade não subsiste à custa de encontros cara-a-cara, porque se assim fosse há muito que tinha esmorecido. Conseguimos alimentá-la, não obstante a distância e os arrufos que temos às vezes, na origem dos quais está, em 99% dos casos, o seu feitiozinho de escorpião (o blog é meu, logo, eu tenho de ficar bem vista, certo?). :)
Brincadeiras à parte, tinha saudades dele e tenho pena de não o ter mais tempo, mais perto. Tenho a certeza que se assim fosse seríamos ainda mais amigos.
Estivémos à conversa sobre mil e uma coisas e fez-me bem. Saí de lá animada.
Animada segui para a FCSH. Fui buscar o meu diploma (ou Carta de Curso, como lá vem escrito), algo que devia ter feito há uns anos mas andei a adiar, até hoje.
Foi aí que se apoderou de mim uma nostalgia tão grande, mas tão grande, mas tão grande, que só por ter ainda um pingo de bom senso não me desfiz em lágrimas à porta do elevador, ao chegar ao 5.º piso.
Bem, que sensação estranha, que saudade imensa, que vontade de voltar atrás no tempo. Bolas, foi intenso. Mesmo!
À boleia deste reencontro com o passado, falei com o meu amigo e colega de curso a.p.n. Outro reencontro, ainda que via telefone.
O a. quis saber como estavam as coisas, no 5.º piso. Tudo na mesma. O edifício apresenta sinais de desgaste, o que é natural. Nós estreámo-lo, estava novinho, naquele tempo. Lembrou-se das inúmeras tardes que passámos juntos (os quatro), sentados em círculo, num cantinho do departamento (passámos quatro anos num cantinho...), enquanto os outros estavam nas aulas.
Foi quando ele disse isso que fez mais sentido para mim a nota de média de curso imortalizada no meu diploma. Não se pode ter tudo, certo? :)
Se fossemos avaliados pela qualidade das amizades feitas ao longo do curso, teríamos tido um 20, garantidamente...
De nostalgia em nostalgia, soube bem ouvir esta música, no regresso a casa...

Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take
I'll be watching you

Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I'll be watching you

Oh can't you see
You belong to me
How my poor heart aches
with every step you take

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I'll be watching you

Since you've gone I been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it's you I can't replace
I feel so cold and i long for your embrace
I keep crying baby, baby please

Oh can't you see
you belong to me
How my poor heart aches
with every step you take

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I'll be watching you

Every move you make
Every step you take
I'll be watching you

I'll be watching you
(Every breath you take)
(Every move you make)
(Every vow you break)
(Every step you take)

I'll be watching you
(Every single day)
(Every word you say)
(Every claim you stake)

I'll be watching you
(Every breath you take)
(Every move you make)
(Every vow you break)
(Every step you take)

I'll be watching you
(Every single day)
(Every word you say)
(Every claim you stake)

Sting - Every Breath You Take
Pussycat Dolls - Don't Cha

Para dar ao pézinho...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Querias...

Estou de férias.Bem, é só uma semana. Um daqueles períodos de férias que costumo tirar sem motivo nenhum em particular. São férias do ano passado, tinha de gozá-las de qualquer forma. E gosto de passar assim uns dias em casa, em alturas improváveis, porque apesar de estar toda a gente a trabalhar, permite-me fazer coisas que me dão gozo.
Tipo perceber a que nível de imbecilidade já chegaram os programas da manhã da nossa televisão. Saltei da cama tarde (iupi!) mas ainda a tempo de constatar que o do Canal 1 continua a ser, de longe, o melhor, quando comparado com os da SIC e da TVI.
Se bem que, tenho de reconhecer isto, detive-me na SIC enquanto a apresentadora falava com o João Ferreira e com aquele amigo ex-toxicodependente, aquele da reportagem "Agonia", que escreveu um livro onde relata a sua experiência com as drogas e o processo de desintoxicação.
Lembro-me de ter visto a reportagem, vi depois o "Perdidos e Achados", que recuperou o caso, e comovi-me até às lágrimas. Pronto, chorei compulsivamente é a expressão certa.
É certo que tenho muita dificuldade em controlar as lágrimas, mas isso não significa que chore por tudo e por nada...
É certo que chorei no final do episódio de ontem da "Anatomia de Grey", mas, bolas, isso é perfeitamente compreensível... A Meredith tinha descoberto que o Dr. McDreamy (ou McBrasa, na tradução portuguesa...) era casado. Sentiu-se péssima, ainda mais depois de conhecer a mulher dele, também médica. No final do episódio descobre-se que, afinal, a adúltera era ela, que o tinha enganado, imagine-se, com o melhor amigo. Só depois disso é que ele se envolveu com a Meredith.
Pior: a Dra. Grey confrontou o McDreamy, perguntando-lhe "afinal, para que é que eu servi?", ao que ele responde, cretinamente, "só te posso dizer que foste uma lufada de ar fresco". Dito isto, ela diz-lhe que isso não chega, vira costas e vai-se embora. BUUUÁÁÁÁÁÁÁ!!!
O pensamento final do episódio gira em torno dos procedimentos cirúrgicos, com a Dra. Grey a reflectir sobre coisas como pensar cada vez mais como um cirurgião fará de nós melhores cirurgiões (ou qualquer coisa do género), sobre a frieza do corta e sotura aplicado à cirurgia... tudo com duplos sentidos, já se vê...
Por isso é que eu nunca poderia ser médica. A minha racionalidade exacerbada mascara um excessivo sentimentalismo e uma vez vencidas as defesas revela-se uma carne fraquinha, fraquinha, que um pequeno golpe pode fazer sangrar durante... séculos...
A semana passada foi turbulenta. Ando por aqui a recolher os destroços. Das fragilidades expostas.
Já devia saber que a garganta é o meu calcanhar de Aquiles. Um bocadinho mais fragilizada e PIMBA! toma lá com uma valente dor de garganta e uma constipação para ver se percebes de que terra és!
Ao meu estado de demência provocado pelas dores e pelas drogas juntou-se a ausência do meu marido que desde segunda-feira está fora. Regressa amanhã, se Deus quiser, a tempo de me apanhar quase saudável, mas ainda na ressaca.
Dormi mal quase todos os dias da semana passada. Já sabia que isto aconteceria porque é normal ter noites mais atribuladas sempre que ele dorme fora.
Reflecti com uma amiga sobre a importância da experiência de viver sozinho, depois de sair da casa dos pais e antes de nos casarmos.
Concluímos que ideal seria que todos tivéssemos essa oportunidade, que certamente faria de nós pessoas diferentes.
O meu marido viveu sozinho (e acompanhado também, mas isso não vem ao caso...) antes de casarmos. Fartou-se. É natural. Entre viver sozinho e viver comigo... qual é a dúvida?!?!
Eu não. Não vivi sozinha. E depois de uma semana sozinha em casa, chego à conclusão que isto tem vagamente piada porque sabemos que não dura para sempre. Mais ou menos como quando os pais iam de férias. Grande festa e tal, mas porquê? Porque era por pouco tempo e, no máximo, duas ou três vezes por ano. Permitia-nos fazer coisas que não faríamos na sua presença mas deixava de ter graça ao fim de duas semanas.
De regresso à minha constipação. Abatida, cansada (com péssima cara, na opinião da minha Mãe), comecei a tentar recompor-me ontem, porque feridas abertas não são nada a minha cara. Pelo menos não agora. A pessoa que sou hoje (a pessoa que quero ser com 30 anos) não alimenta o negativismo. NÃO!
Se baixo as minha "defesas emocionais", tenho de estar preparada para levar pancada. Pensavas o quê? Que te ias safar sem uma ou duas "nódoas negras sentimentais"? (ah, grande Palma, sempre uma palavra...).
O que não nos mata torna-nos mais fortes. Todas as experiências nos ensinam alguma coisa. E fazem de nós, certamente, melhores pessoas. Por isso, sacudo o pó da roupa e agarro na arma que melhor me defende de tudo. O sorriso. Esse já cá mora. :)
Quando, em cima de tudo isto, ligo o rádio do carro e saem de lá de dentro as Pussycat Dolls, maravilha, 'bora lá dar ao pézinho!!!

Ok
Yeahh
Oh, we about to get it just a lil hot and sweaty in this mu' (Baby)
Ladies let's go
Soldiers let's go (Dolls)
Let me talk to y'all and just you know
Give you a little situation... listen (Follows)

Pussycat Dolls
Ya see this shit get hot
Everytime I come through when I step up in the spot (I'm Waiting)
Make the place sizzle like a summertime cookout
Prowl for the best chick
Yes I'm on the lookout (Last dance)
Slow bangin shorty like a belly dancer with it
Smell good, pretty skin (Uh baby) so gangsta with it
No tricks only diamonds under my sleeve
Gimme tha number
But make sure you call before you leave

I know you like me (I know you like me)
I know you do (I know you do)
That's why whenever I come around
She's all over you
I know you want it (I know you want it)
It's easy to see(It's easy to see)
And in the back of your mind
I know you should be on with me

Don't cha wish your girlfriend was hot like me?
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me?
Don't cha
Don't cha
Don't cha wish your girlfriend was wrong like me?
Don't cha wish your girlfriend was fun like me?
Don't cha
Don't cha

Fight the feeling (Fight the feeling)
Leave it alone(Leave it alone)
Cause if it ain't love
It just aint enough to leave my happy home
Let's keep it friendly (Let's keep it friendly)
You have to play fair (You have to play fair)
See I don't care
But I know She ain't gonna wanna share

Don't cha wish your girlfriend was hot like me? (Oh)
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me? (Like me)
Don't cha (Don't cha baby)
Don't cha (Alright say)
Don't cha wish your girlfriend was wrong like me? (wrong)
Don't cha wish your girlfriend was fun like me? (play fair)
Don't cha
Don't cha

Ok, I see how it's goin' down
Seems like shorty wanna little menage pop off or somethin, let's go
Well let me get straight to it
Every broad wan watch a nigga when I come through it
It's the god almighty, lookin all brand new
If shorty wanna jump in my ass then vanjewish
Lookin at me all like she really wanna do it
Tryna put it on me till my balls black an blueish
Ya wanna play wit ah play a girl then play on
Strip out the channel
And leave the lingerie on
Watch me and I'mma watch you at the same time
Lookin at ya wan break my back
You the very reason why I keep a pack ah the Magnum
An wit the wagon hit chu in the back of tha magnum
For the record, don't think it was somethin you did
Shorty all on me cuz it's hard to resist the kid
I got a idea that's dope for y'all
As y'all could get so I could hit the both of y'all

I know she loves you (I know she loves you)
So I understand(I understand)
I'd probably be just as crazy about you
If you were my own man
Maybe next lifetime (Maybe next lifetime)
Possibly (Possibly)
Until then old friend
Your secret is safe with me

Don't cha wish your girlfriend was hot like me? (Oh)
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me? (Like me)
Don't cha (Don't cha baby)
Don't cha (Alright say)
Don't cha wish your girlfriend was wrong like me? (wrong)
Don't cha wish your girlfriend was fun like me? (play fair)
Don't cha
Don't cha

Don't cha, Pussycat Dools

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Sweet sixteen

Tenho-me lembrado dele esta semana e voltei a lembrar-me hoje quando datava um recorte de jornal. A vida anda às voltas. Tem lógica de círculo. Lembrar-me dele traz-me um sorriso à cara do tamanho sei lá de quê. Provavelmente, do tamanho da paixão que senti por ele. Coisa de miúda, claro, mas que hoje também me parece coisa de gente grande.
É uma história que não recordo muitas vezes. Tenho de fazer um esforço para que me venham à memória mais do que imagens difusas. Imagens de uma festa de final de período que organizámos, enquanto associação de estudantes, no liceu. Último mês do ano de 1992. Eu e a r. ficámos encarregues do bengaleiro. Não estávamos à espera de ter tanta gente na festa, que foi um sucesso, e gerou-se uma confusão imensa no final, eu a e r. loucas, no meio de centenas de casacos, camisolas, cachecóis e chapéus de chuva que, só por sorte, terão ido parar às mãos dos seus legítimos proprietários...
Fomos apresentados durante a festa e a nossa primeira conversa aconteceu precisamente no final desta festa. Acho que foi nesse momento que caí de quatro por ele.
Não nos largámos, nos dias seguintes, inventávamos pretextos para estar juntos. Durante algumas semanas, alguns meses talvez, deixei de ponderar sequer participar em alguma saída sem me assegurar primeiro de que ele estaria presente. Passei a frequentar os mesmos bares, as mesmas discotecas, graças a amizades comuns passámos a estar juntos em festas de aniversário e outros jantares, sem que ele nunca assumisse totalmente um relacionamento que para mim era seríssimo mas para ele, já se vê, nem por isso.
Acredito que tenha gostado de mim, que gostava da minha companhia, mas nem de longe nem de perto levava aquilo tão a sério como eu.
Apercebi-me, depois, que talvez nunca me tenha conhecido bem. Porque a partir de um dado momento passei a ficar catatónica na sua presença. Idolatrava-o de tal forma que ficava sem reacção quando ele estava por perto.
Fazia tudo para estar com ele e imaginava o que lhe diria, mas depois não conseguia fazê-lo. Um nó na garganta impedia-me, pura e simplesmente, de falar. Tão tontinha. Talvez se tenha fartado. Não sei, nunca chegou a ser um namoro, acabou sem ter começado, também sobre isso nunca tive uma conversa com ele.
Foi o primeiro. O primeiro grande amor da minha vida. Meses depois daquela fabulosa festa de liceu, precisamente na altura em que nos estávamos a preparar para as férias de Verão, um amigo veio explicar-me, provavelmente a seu pedido, que os planos dele para o Verão não me incluíam.
Foi como se o Mundo desabasse sobre a minha cabeça. Eu tinha 16 anos, é preciso ver isso. Passei uma noite inteirinha em claro e acho que chorei todas as lágrimas dos meus 16 anos. No dia seguinte procurei o ombro da r. e lembro-me parfeitamente de estar sentada na cama dela a chorar e das palavras da t., sábia, do alto dos seus 19, 20 anos (!), dizendo-me que ia voltar a apaixonar-me, vezes e vezes sem conta, e que ia acabar por me esquecer.
Também me lembro de, lavada em lágrimas, lhe ter dito que não, que não queria, ninguém, nunca mais. Ai, meu Deus, isto é possível?...
Felizmente, tal como ela vaticinava, voltei a apaixonar-me, vezes e vezes sem conta.
Mas nunca, isso nunca, me esqueci dele.
Às vezes penso se o nó na garganta já se desfez. Se voltasse a ter oportunidade, será que conseguiria dizer-lhe tudo o que não lhe disse na altura? Tinha vontade, de lhe despejar tudo em cima, só para me sentir mais leve. Assim como fiz agora.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Nicalicious...

Que eu sou absolutamente fã dos Black Eyed Peas e sou capaz de ouvir o "Monkey Business" quinze vezes seguidas sem me cansar, já se sabe.
Agora, temos a Fergie, a solo. Quando for grande, quero ter (God help me...) metade do sex-appeal desta senhora, pode ser?... :)
Alguém consegue ficar macambúzio ao som desta música? Alguém normal, digo eu, consegue resistir? Eu não.
Esta vai inteiramente dedicada aos bichinhos que se infiltraram no meu corpo, provocando-me dores, espirros e tosse, e que pensam que me vão derrotar mas [AH,AH,AH] (i've got news for you, virus...)... NÃO VÃO CONSEGUIR! Porque eu sou nicalicious... mas não para o vosso bico, estupores!!!

«Listen up ya'll, cuz this is it
The beat that I'm bangin' is de-li-cious

Fergalicious definition make them boys go loco
They want my treasure so they get their pleasures from my photo
You could see you, you can't squeeze me
I ain't easy, I ain't sleazy
I got reasons why I tease 'em
Boys just come and go like seasons

Fergalicious (so delicious)
But I ain't promiscuous
And if you was suspicious
All that shit is fictitious
I blow kisses (mmmwwahhh)
That puts them boys on rock, rock
And they be lining down the block just to watch what I got (four, tres, two, uno)

So delicious (It's hot, hot)
So delicious (I put them boys on rock, rock)
So delicious (they wanna slice of what I got)
Fergalicious (t-t-t-t-t-tasty, tasty)

Fergalicious def-, Fergalicious def-, Fergalicious def- [def fading echo]
Fergalicious definition make them boys go crazy
They always claim they know me
Comin' to me call me Stacy (Hey Stacy)
I'm the F to the E, R, G the I the E
And can't no other lady put it down like me

I'm Fergalicious (so delicious)
My body stay vicious
I be up in the gym just working on my fitness
He's my witness (oooh wee)
I put yo' boy on rock rock
And he be lining down the block just to watch what I got (four, tres, two, uno)

So delicious (It's hot, hot)
So delicious (I put them boys on rock, rock)
So delicious (they wanna slice of what I got)
Fergalicious (hold hold hold hold hold up, check it out)

Baby, baby, baby
If you really want me
Honey get some patience
Maybe then you'll get a taste
I'll be tasty, tasty, I'll be laced with lacey
It's so tasty, tasty, It'll make you crazy

T to the A to the S T E Y girl you tasty, T to the A to the S T E Y girl you tasty
D to the E to the L I C I O U S, to the D to the E to the, to the, to the, hit it Fergie

All the time I turn around always brotha's gather round
Always looking at me up and down looking at my (uuhh)
I just wanna say
It now I ain't tryin to round up drama little mama
I don't wanna take your man
And I know I'm comin off just a little bit conceited
And I keep on repeating how the boys wanna eat it
But I'm tryin' to tell, that I can't be treated like clientele
Cuz' they say she

Delicious (So delicious)
But I ain't promiscuous
And if you was suspicious
All that shit is fictitious
I blow kisses (mmmwwahhh)
That puts them boys on rock, rock
And they be lining down the block just to watch what I got (got, got, got)
Four, tres, two, uno
My body stay vicious
I be up in the gym just working on my fitness
He's my witness (oooh wee)
I put yo' boy on rock rock
And he be lining down the block just to watch what I got (four, tres, two, uno)

So delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
I'm Fergalicious, t-t-t-t-t tasty, tasty

It's so delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
I'm Fergalicious, t-t-t-t-t-t-t-t-t-t (aye, aye, aye, aye)

T to the A to the S T E Y girl you tasty [x4]
T to the A to the S T E Y girl you tasty, T to the A, to the, to the (four, tres, two, uno)
D to the E to the L I C I O U S, to the D to the E to the L I C I O U S to the
D to the E to the L I C I O U S, to the D to the E to the, to the, to the
(four, tres, two, uno)

T to the A to the S T E Y girl you tasty [x2]
T to the A to the S T E Y girl you tasty, T to the A, to the, four, tres, two, uno
D to the E to the L I C I O U S, to the D to the E to the L I C I O U S to the
D to the E to the L I C I O U S, to the D to the E to the, to the, to the, to the, to the.....»

Fergie, "Fergalicious"

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Under the effect...

É provável que, num ou noutro dia das nossas vidas, todos nos tenhamos já (ou venhamos ainda) a sentir assim. A sentir que às vezes as melhores coisas nos acontecem nos momentos mais inapropriados, as melhores pessoas passaram por nós quando estávamos de costas, as melhores garrafas de vinho foram abertas no dia em que decidimos beber água, as melhores emoções quiseram entrar quando tínhamos o coração fechado.
Timing. Tudo uma questão de timing.
Para que não possamos dizer que nos arrependemos do que não fizémos, corremos atrás, queremos agarrar nas mãos toda a areia do Universo que teima em escapar-se por entre os dedos.
Mas não é possível viver mais do que uma vida na nossa. Tudo acontece num determinado momento por uma razão qualquer. Tem sido sempre assim, vendo bem as coisas.
Como se dezenas, ou centenas, de enormes tubos de plástico, daqueles escorregas dos parques de diversão aquáticos, desembocassem na minha vida.
De vez em quando, de tempos a tempos, vindo sabe-se lá de onde, escorrega alguém de lá de cima para aterrar em cima da minha cabeça, ou de mim toda, às vezes esborrachando-me, tirando-me o ar.
É um clássico da minha vida. Pessoas importantes passam a fazer parte dela em resultado de um acaso, uma coincidência, uma partida do destino (?).
Isto resume, muito provavelmente, a vida de toda a gente. E eu a armar-me em presunçosa, a pensar que só a mim.
Mas comigo acontece muito. Basta lembrar-me da forma como conheci as minhas melhores amigas, ou os meus namorados, ou o meu marido. Tudo histórias feitas de improbabilidades. E na qual aquele momento em que, desprovida de todas as defesas, baixei a guarda e pensei para mim própria "deixa-te de merdas!", foi determinante.
Também é verdade que isto da defesa, da armadura de ferro, foi uma coisa que se foi colando à minha pele com os anos. Nem sempre foi assim e por me ter valido alguns dissabores fui começando a desconfiar cada vez mais das boas intenções das pessoas que se aproximavam.
Mas elas continuaram a escorregar por ali abaixo. Só que antes de as deixar instalar-se na minha vida passei a exigir um certificado de bom carácter.
Analisando, ao detalhe, as palavras, os gestos, os olhares, sentindo-me intelegentíssima ao achar que conseguiria, agora sim, distinguir o trigo do joio, como se tivesse pendurado na testa uma placa a dizer "seja bem vindo quem vier por bem".
Só depois, então plenamente convicta de que ali estava alguém que merecia escorregar pela minha vida adentro, me entregava sem reservas e sem voltar a olhar para trás ou a vestir a armadura.
Talvez não tenha sido uma atitude assim tão inteligente.
Talvez tivesse sido melhor deixar escorregar pessoas que à partida não traziam o "Q" (de qualidade) tatuado no braço. Quem sabe essas não teriam feito toda a diferença?
Talvez tivesse sofrido. Ou talvez não.
Felizmente ainda só tenho 30 anos (disse isto ontem), talvez não seja tarde para permitir que me escorreguem pela vida dentro pessoas diferentes daquelas às quais tenho permitido a entrada. Pelo sim, pelo não, vou exigir consumo mínimo. Para que isto não se transforme num avacalhanço, é só por isso.
Vou-me pôr de plantão à saída do escorrega mas com um sorriso tão grande, mas tão grande, que tenho quase a certeza que nenhum mal intencionado se vai atrever a, sequer, aproximar-se.
É que os sorrisos sinceros afastam as pessoas mal intencionadas, é bom que me vá convencendo disto. E a felicidade atrai a felicidade, ou não?
É perfeitamente natural que este chorrilho de disparates que me saiu directamente do coração para os dedos resulte da consciencialização dos meus 30 anos. Isto aos poucos vai-se entranhando em mim.
Ou então resulta da substancial quantidade de drogas que circula nas minhas veias. Tipo Antigripine e tal...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Bela música, esta...

Anda por aí a tocar uma música que me tem feito dar ao pézinho e, até, (ai quem me acode...) cantar, a plenos pulmões. Mas só dentro da minha Polo, porque ela não se queixa...
O rapazito chama-se Rob Thomas e a bela da canção dá pelo título de "Lonely No More", o que, já de si, é um belo princípio.
Let's look at the trailer, then...

«Now it seems to me
That you know just what to say
Words are only words
Can you show me something else
Can you swear to me that you'll always be this way
Show me how you feel
More than ever baby

[Chorus:] [é aqui que eu entro, em grande estilo...]
I don't wanna be lonely no more
I don't wanna have to pay for this
I don't want to know the lover at my door
Is just another heartache on my list

I don't wanna be angry no more
You know I could never stand for this
So when you tell me that you love me know for sure
I don't want to be lonely anymore

Now its hard for me with my heart still on the mend
Open up to me, like you do your girlfriends
And you sing to me and it's harmony
Girl, what you do to me is everything
Make me say anything; just to get you back again
Why can we just try

[Chorus:] [e aqui, outra vez...]
I don't wanna be lonely no more
I don't wanna have to pay for this
I don't want to know the lover at my door
Is just another heartache on my list

I don't wanna be angry no more
You know I could never stand for this
So when you tell me that you love me know for sure
I don't want to be lonely anymore

[esta parte agora é muito gira...]
What if I was good to you, what if you were good to me
What if I could hold you till I feel you move inside of me
What if it was paradise, what if we were symphonies
What if I gave all my life to find some way to stand beside you

[Chorus:]
I don't wanna be lonely no more
I don't wanna have to pay for this
I don't want to know the lover at my door
Is just another heartache on my list

I don't wanna be angry no more
You know I could never stand for this
So when you tell me that you love me know for sure
I don't want to be lonely anymore

I don't wanna be lonely anymore [x3]»

(Lonely No More, Rob Thomas)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Hoje é dia de festa...

Ontem à noite fomos ao shopping. Fizémos uma compras numa loja e pedi ao rapazito que nos atendeu que me fizésse um embrulho. Disse-me que em altura de promoções não faziam embrulhos. E acrescentou "é uma má altura para fazer anos. Esta e o Natal, porque as pessoas que fazem anos no Natal recebem sempre os presentes embrulhados em papel de Natal!".
O rapazito, coitado, disse isto com grande convicção mas calou-se logo a seguir porque ficaram dois paspalhos a olhar para ele, com aquele olhar que diz "sim, nós fazemos anos na altura no Natal e na altura das promoções!".
Resumindo, o meu marido faz anos hoje. Pois é, fazemos anos com pouquíssimo tempo de intervalo... uma semana e meia... e somos do mesmo signo...
Claro que com uma diferença que faz toda a diferença. É que ele leva-me cinco anos de avanço. Eu a virar a esquina dos 30 e ele a iniciar, como ele costuma dizer, a vertiginosa descida até aos 40...
Gosto de o picar com isto de que sou muito mais nova e tal, de que AINDA só tenho 30 anos, enquanto que ele já vai a caminho dos 'entas. Sou terrível. Ele, para me chatear, diz que também se achava muito novo aos 30 e ameaça "dou-te mais uns meses para começares a acusar o peso dos anos!".
Para acabar com a conversa remato sempre com a sacramental pergunta "já me viste melhor do que estou hoje?", à qual ele é incapaz de responder que sim...
Por coincidência, só hoje vou oferecer aos colegas aqui do estaminé o tradicional lanche de aniversário e, se tudo correr bem, vou chegar a casa com um presente! E aposto que o meu marido vai dizer "porra, nem no dia dos meus anos me deixas ter o protagonismo!".
Parabéns, z., tens sido o melhor marido de todos (é certo que é a primeira vez que sou casada e que estou a ser extraordinariamente querida porque fazes anos hoje... LOLOLOLOL), continua a abrir caminho para mim, que eu sigo logo atrás... :)

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Travessuras da Menina Má

E pronto, já cá estamos, em 2007. Vai ser um ano fantástico. Esta foi a minha resolução de ano novo. Fazer deste ano um ano fantástico.
Começou bem, lá em casa. Para não destoar em relação ao Natal, permiti-me comer e beber tudo o que me apetecia, o que, certamente, vai resultar num ou dois quilinhos a mais... Nada que me tire o sono. Já comecei a beber água em quantidades industriais e, se vir o caso mal parado, até chá verde marcha!
Passadas as festas, é tempo de regressar em força ao trabalho (não que eu tenha estado de férias...) e ao corre-corre do quotidiano, mas tudo bem, como ouvi dizer ontem na televisão a um jovem brasileiro, o que é preciso é "saúde e paz, o resto a gente corre atrás!".
Nestes dias entre o Natal e o ano novo é costume agarrar-me cheia de vontade aos livros que me oferecem. O primeiro a sair do saco foi "Travessuras da Menina Má", do Mario Vargas Llosa.
Foi o primeiro que li dele. Li, não, devorei é o verbo certo, porque o livro derreteu-se nas minhas mãos entre a noite de Natal e a noite de ano novo.
Não sei se é do meu coração mole, mas foi um dos livros mais bonitos e intensos que já li. Uma história de amor maravilhosa, mas não feliz. Passei metade do livro a acreditar que podia ter um final feliz, mas a dada altura convenci-me de que isso não ia acontecer. O que me fez saborear ainda mais os momentos felizes daquela relação estranhíssima entre o "Ricardito" e a "menina má", precisamente por estar certa de que aquilo não ia acabar bem.
E daí, talvez tenha acabado bem. Talvez não pudesse, ou não devesse, acabar de outra forma. Fartei-me de chorar e de rir com o livro. Não me canso de dizer, que história lindíssima. Cada encontro e cada desencontro fazem perfeito sentido no todo da história, que se resume a um amor avassalador de um homem a uma mulher de mil caras que lhe diz, a dada altura, que nunca lhe vai dizer que o ama, mesmo que venha a amá-lo um dia. Ela trata-o tão mal, tão mal, mas nunca, em nenhum momento, deixei de torcer para que ficassem juntos, porque os momentos de felicidade que partilham são tão intensos que só é possível torcer para que ele continue a aceitá-la de volta, mesmo depois de ela o fazer sofrer imenso...
Adorei. Era mesmo o livro que eu precisava de ler. Acho que foi mesmo a melhor escolha, para primeiro livro dos meus 30 anos.
Obrigada ao meu amorosíssimo marido, que foi quem mo ofereceu, e que às vezes também tem de aturar as neuras de uma menina má...
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