sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Porquê?

Porque é que há pessoas que nos desvendam quase imediatamente? Sabem do que eu estou a falar, alguém que conhecemos ainda agora e já nos sabe de cor. Nos reconhece os gestos e os olhares, as hesitações e os silêncios. Alguém que provoca em nós aquela sensação estranha de nos conhecer melhor do que nos conhecemos a nós mesmos. E que, por causa disso, nos faz acordar com um nó na garganta e os órgãos todos trocados, todos fora do lugar. O coração esmagado na traqueia, os pulmões abaixo do estômago, o cérebro nos pés.
Porque é que há pessoas que nos fazem sentir que precisamos de psicanálise? Que temos o mundo todo ao contrário. Que estamos a caminhar em contra-ciclo com o resto do planeta. Que ninguém nos entende, sobretudo, porque não queremos parar para pensar no que realmente queremos, e porquê.
Porque é que hoje me sinto como se me tivesse passado um camião por cima? Porque é que me apetece enfiar-me dentro do carro, embasbacar no infinito e ficar horas sem falar e sem fazer nada?
Porque é que as melhores pessoas do universo insistem em atravessar-se no meu caminho? Será porque mereço mesmo? Ou isto é castigo, assim de um modo muito retorcido?
A sério, se alguém fizesse um ranking das 20 melhores pessoas do universo inteiro, podem ter a certeza, eu conheço-as a todas. E gostam de mim, o que é mais fantástico. Sim, isso é que é, de facto, fantástico. Mesmo que algumas delas me virem do avesso, uma vez por outra...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Não é bom. É a seguir.

Uma vez escrevi aqui que, se fosse possível, gostava de ter, um dia, assim, vá lá, metade do sex appeal da Fergie.
A juntar a isso, e se não for pedir de mais, pode ser também metade do talento do António Lobo Antunes... Pronto, um terço, para não parecer demasiado ambiciosa.
É que a crónica de hoje na Visão inclui isto que se segue. Leiam e chorem, por favor.
«Claro que tens defeitos: alguns divertem-me, outros enternecem-me, nenhum me incomoda, talvez por serem os defeitos das tuas qualidades da mesma maneira que um automóvel possui os travões adequados à potência do motor. Se fosse Deus não mudava grande coisa em ti: talvez trocasse um móvel de posição, alterasse uma jarra, substituísse um quadro. Na casa não mexia: agrada-me que seja como é.»
E posto isto, vou ali desmaiar e já venho.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Não podem mesmo


Razão pela qual também é bom ler o Diário Económico.
Porque podemos sempre dar de caras com um anúncio de página inteira da Louis Vuitton onde a estrela é Keith Richards, fotografado de forma magistral, no que aparenta ser um quarto de hotel, com a sua guitarra e, ao lado, uma malinha LV.
E a legenda: "Algumas viagens não podem ser contadas em palavras".
É que não podem mesmo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

As coisas já não são como eram

A minha amiga c. fez-me companhia até à farmácia, hoje pela manhã. Enquanto esperávamos que me atendessem, detivemo-nos perante o expositor da Durex. Pois que há muita novidade, dizem os senhores da marca, "para uma vida sexual mais saudável e prazerosa". 'Prazerosa', sim.
Achei que a coisa tinha potencial, e vai daí enfiei um folheto explicativo dentro da mala.
À hora de almoço decidimos olhar para aquilo com olhos de ver.
Os senhores explicam, logo à partida, que "as coisas já não são como eram". Ah pois não... e este folheto é uma boa prova disso.
A Durex explica que "a utilização dos brinquedos sexuais na prática sexual é cada vez mais comum e, ao contrário de outros tempos, para além de serem utilizados de forma individual, são desfrutados principalmente a dois". Mas... fizeram algum inquérito que tenha permitido chegar a esta conclusão?
Quantos aos produtos.
A gama de lubrificantes inclui três produtos. Um deles provoca "efeito calor". A descrição explica "com doce sabor e uma agradável sensação de calor ao assoprar". Ao assoprar?!? Mas soprar como em "blow"?... Não explicam...
Um outro tem "efeito refrescante" . Provoca "sensação de cócegas" mas a marca não o recomenda para "penetração anal". Porque será?... Há sensação mais "prazerosa" do que cócegas, enfim, vocês sabem onde...
Temos ainda toalhetes refrescantes ("despreocupação antes e depois") e o anel vibrador que, dizem os senhores "inspira divertimento e riso". Ai, que graça...
A Durex também tem uma gama de estimuladores, bem catitas, em prateado e roxo (a cor da moda, atenção).
Mas a minha parte preferida foi, sem dúvida, descobrir, na gama de preservativos (sim, também têm o clássico, o mais tradicional), o "prazer mais natural", os que garantem "maior sensibilidade", os que proporcionam "máximo prazer", os aconselhados aos "alérgicos ao látex" e, TCHANAN, os especiais "PARA OS INDECISOS".
Uma salva de palmas para os senhores da Durex. Clap, clap, clap.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Amazing

O pensamento do dia (na realidade, devia ter sido o pensamento de sexta-feira passada, mas whatever), vai direitinho para as pessoas que nos surpreendem.
Pessoas que nos fazem sentir que os preconceitos e todas as ideias pré-concebidas são de facto muito ridículas e que nos fazem jurar que nunca, nunca mais, vamos julgar uma pessoas antes de a conhecermos o suficiente. O mínimo. Claro que voltaremos a fazê-lo, mas enfim, fica a intenção.
Este pensamento aplica-se tanto a alguém que ainda estamos a descobrir como a alguém que conhecemos há muitos anos.
A alguém que, por um ou outro motivo, julgávamos impenetrável e que [afinal] não é.
Ou a uma amiga que, de repente nos surpreende ao garantir que sim, que nos vamos inscrever no ginásio e que sim, que vamos mesmo fazer as aulas de ragga.
Ain't life amazing?...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Como ter a certeza que o nosso marido bebeu de mais...

... num jantar de acesso exclusivo a homens: quando acordamos, a meio da noite, com o som do seu profundo ronco.
Por hoje, era isto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Fêmea

E pronto. Voltámos a render-nos ontem ao talento e ao génio. Jorge Palma ao vivo é sempre um momento. Mesmo que, como tenha dito a i., tenham faltado algumas que consideramos obrigatórias (quem nos manda gostar de todas?...), foi bonito.
Porque é sempre, sempre, lindo, ouvi-lo cantar. E vê-lo, feliz, em cima de um palco.
As letras, meu Deus, as letras.
Não fosse eu casada e juro que o homem que se referisse ao meu 'passo inseguro' e ao 'paraíso no meu olhar' me levava à certa em dois tempos.
Ou que me dissesse 'deixa-me rir... ou então deixa-me entrar em ti... ser o teu mestre, só por instante, iluminar o teu refúgio'.
[o potencial das letras de Jorge Palma enquanto deixas de engate ainda não foi suficientemente explorado, meus amigos]
Obrigada, amiga, pela companhia! :-)
Ficámos à espera da 'Cara de Anjo Mau'. Não houve. Mas houve esta, que também é linda, linda, linda...

"Disse fêmea
Mulher feita
Faz-te fêmea
Ama-te a ti mesma
O mundo espera
Cheio de tudo
Come-o, feliz, sã, gloriosa, cheia
Diz-te fêmea
Mulher feita"

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Maminhas ao jantar

O Jornal da Noite de ontem foi muito mal amanhadinho. Eu sei que estamos em Agosto e a coisa não é fácil. Mas quando nos habituam a bom jornalismo, custa ver reportagens cozinhadas à pressa, sensaboronas, pouco apuradas. Daquelas que vemos e quando acabam ficamos a pensar 'o que é que foi isto?'.
Logo a seguir, assim de rompante, o primeiro episódio de uma novela para teenagers, assim ao género dos Morangos com Açúcar.
Numa das primeiras cenas, dois dos protagonistas surgem na praia, acompanhados por duas amigas. Duas amigas em topless. Eu e o meu marido estávamos à mesa, a jantar, e olhámos um para o outro, aquele olhar de quem pergunta 'estás a ver o mesmo que eu?'.
Maminhas ao léu numa série juvenil em horário nobre?... Muito à frente...
O diálogo que se seguiu:
Eu: "Estás a ver isto?"
Ele: "Estou... Há ali uma que tem umas mamas boas...".
Escusado será dizer que todos os elogios à minha pessoa que se seguiram a este breve diálogo não foram suficientes para evitar os meus comentários irónicos. Homens e mamas. Um tema sobre o qual havia muito para dizer.

Aviso à navegação: A morena tresloucada que percorreu a Marginal hoje, no sentido Cascais-Lisboa, ao volante de um Audi A3 [ah pois é, bebé...] azul, cantando o 'Like a virgin' a plenos pulmões, era eu. Freud explicaria. Ou não.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ai Faive

Sabe Deus como fujo a sete pés das modernices da web. Chamem-me louca, mas tenho a sensação que às pessoas que têm demasiada existência virtual lhes falta qualquer coisa de vida real. É uma teoria minha.
Demorei séculos a aderir ao msn (sim, agora reconheço que tem piada, como me disse um amigo já convertido, quando estamos a trabalhar funciona como uma janelinha para fora do local de trabalho), criei uma página no myspace na sequência de forte insistência de uma amiga (quem, curiosamente, passado pouco tempo desactivou a dela...) e o hi5 era, até há algumas horas, um completo mistério para a minha pessoa.
Entreguei-me facilmente ao universo dos blogs mas isso, convenhamos, é outra coisa.
Quanto ao hi5. Foi quando percebi que pessoas que conheço não hesitaram em chapar com fotografias onde apareço nas suas páginas de hi5 que pensei: "olha, que merda, já que aqui estou, mais vale ESTAR".
E foi assim que criei um 'perfil' (é assim que se diz, suponho...).
Desconfio, como aliás me disse uma amiga à hora de almoço, que aquilo não serve, basicamente, para nada. Visto que a minha amiga tem hi5, ela lá saberá do que fala.
Mas, enfim, se não podes vencê-los, junta-te a eles.
É por isso que agora, quando me perguntarem, posso orgulhasamente afirmar que sim, que tenho página no hi5.

PS - Confesso que o ponto alto da experiência foi mesmo escolher um visual para a minha página. Está toda chique! Agora só falta mesmo pachorra para fazer o upload de fotografias... É o que dá ser Agosto numa instituição pública...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Vai um bocadinho de tédio?...

Notas soltas acerca dos dias que correm.
Estive de férias num sítio onde adormecia com a certeza de que estaria sol e calor no dia seguinte e, logo, que me poderia estatelar ao sol durante HORAS. Esse sítio maravilhoso, onde todas as noites saí completamente descapotável, chama-se Algarve.
Tão perto, e ao mesmo tempo tão longe.
A apenas 300 quilómetros existe um local remoto onde o vento sopra a 200, onde o sol se esconde por trás das nuvens a cada dez minutos, onde chove dia sim-dia não. Esse local chama-se Cascais.
Trabalhar em Agosto é bom. Consigo percorrer os 15 quilómetros que separam a minha casa do local de trabalho em menos de meia hora e só demoro mais no regresso porque há quem vá à praia, apesar do vento e da chuva, entupindo as estradas.
O telefone pouco toca, tenho o T0 onde habitualmente moram três só para mim (chamo-lhe carinhosamente ‘a minha casa’), de tal maneira que os poucos que me visitam batem à porta (!), talvez por acharem que, por estar sozinha, posso estar a dormir… ou despida… ou acompanhada, sei lá…
Também posso fumar aqui, apesar de ser completamente ilegal. Sou uma doida.
Ontem à hora de almoço fui aos saldos com uma amiga. Comprei umas sandálias tão catitas, tão catitas, por 5,99€. E lenços, lenços assim écharpe, por 0,99€.
Hoje voltei aos saldos, com outras amiga.
E como ontem já me tinha alambazado de pechinchas, comprei o meu primeiro ANEL PARA O POLEGAR.
Estou em êxtase.
Não é a tatuagem sobre a qual ainda outro dia falei com um amigo, aquela tatuagem que gostávamos de fazer mas que vamos adiando, mas enfim, é uma coisa em que andava a pensar há já algum tempo. E é LINDO. Mesmo.
Vou ter de o tirar, um destes dias, para me lançar de cabeça nas tarefas domésticas com as quais habitualmente me preocupo muito pouco (ou nada, vá). Chamem-me os nomes que quiserem, mas a verdade é que pago a alguém que se encarrega de passar a ferro, de aspirar, de limpar o pó, de mudar os lençóis da cama.
Esse alguém está de férias. Eu não. Estou a trabalhar e tenho de pensar em reservar algumas horas do fim-de-semana para… ai, meu Deus, ajudai-me… engomar.
A casa está arrumadinha, que eu sou uma gaja orientada. Mas vou ter muitas roupa para passar a ferro, logo que ganhe coragem para pôr a máquina a lavar. [sim, prefiro tê-la dentro do cesto da roupa suja do que no cesto da roupa lavada, a olhar para mim, todos os dias, como que a dizer “não vês que estamos para aqui todas amarrotadas? Estás à espera de quê para pegar no ferro, sua vaca preguiçosa?].
Sim, eu tenho um problema. Ou vários. ;-)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Anjo Gabriel

Quando duas amigas fazem, no espaço de 24 horas, comentários altamente elogiosos a respeito de um homem, está na hora de ir investigar.
Confesso, eu andava alheada desta realidade.
Gabriel Aubry, o namorado (e pai da criança) da Hale Berry.
Pronto. Vou ali ligar o ar condicionado e já venho.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

E por falar em pessoas exóticas...

Gostava que alguém me explicasse isto.
O Alberto João Jardim e o Guilherme Silva (deputado, PSD), a serem entrevistados pelos jornalistas (incluindo televisão), à beira-mar, em calções de banho, tronco nú.
E não, não estavam a falar sobre o protector solar que usam ou sobre a temperatura da água. Era mesmo sobre temas supostamente sérios, tipo os números do desemprego em Portugal e o casamento entre homossexuais (com este último a suscitar ao presidente do Governo Regional da Madeira o comentário "estes socialistas são pessoas exóticas". Eh... olha quem fala...).
Que espectáculo deprimente.
Estou com o Dias Ferreira. Isto não é um país. É uma tentativa.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Speachless

A sensação de regressar ao trabalho após as férias.
Sem palavras.
Já para as férias há palavras. Dormir. Praia. Casa. Família. Tavira. Peixe. Cabanas. Caminhar. Shandy. Cacela Velha. Ostras. Casa Azul. Vestidos. Saias. Calções. Bikini. Manta Beach Club. Caipiroska. Ayamonte. Tapas. Tinto de Verano. Amigos. Havaianas. Dançar. Compras. Sol. Areia. Água salgada. Rap das Armas. Ra pa pa pa pa pa pa pa... :-)

sábado, 16 de agosto de 2008

Dar ao pezinho?

Eleita a melhor do dia de hoje para dar ao pezinho. Já repararam que é Verão? E que se está muito bem na rua? E porque não cantar uma música que conta que se beijou alguém e se gostou? :-)

This was never the way i planned,
not my intention.
i got so brave, drink in hand,
lost my discretion.
It's not what i'm used to,
just want to try you on.
i'm curious, for you,
caught my attention.

I kissed a girl,
and I liked it.
The taste of her cherry chapstick.
I kissed a girl,
Just to try it.
I hope my boyfriend don't mind it.

It felt so wrong,
It felt so right.
Don't mean i'm in love tonight.

I kissed a girl,
And I liked it.
(I liked it)

No, I don't even know your name,
It doesn't matter.
Your my experimental game,
Just human nature.
It's not what good girls do,
Not how they should behave.
My head gets so confused,
Hard to obey.

I kissed a girl,
and I liked it.
The taste of her cherry chapstick.
I kissed a squirrel,
Just to try it.
I hope my boyfriend don't mind it.

It felt so wrong,
It felt so right.
Don't mean i'm in love tonight.

I kissed a girl,
And I liked it.
(I liked it)

Us girl we are so magical,
Soft skin, red lips, so kissable,
Hard to resist, so touchable.
To good to deny it.
Ain't no big deal,
Its innocent.

I kissed a girl,
and I liked it.
The taste of her cherry chapstick.
I kissed a girl,
Just to try it.
I hope my boyfriend don't mind it.

It felt so wrong,
It felt so right.
Don't mean i'm in love tonight.

I kissed a girl,
And I liked it.
(I liked it)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Quem é aquela mulher?



Estava aqui a faltar a referência à passagem pelo Oeiras Alive deste ano, sim, que também a houve.
Depois da imagem do ano passado, comigo em primeiro plano e o Eddie Veder em segundo (!), as deste ano dão conta de duas situações distintas:
- a primeira é que, certamente, serei convidada para fazer as próximas campanhas publicitárias das 'Farturas Gonçalves';
- a segunda... bem a segunda diz respeito a grande maluquice festivaleira ao som de Buraka Som Sistema.
'Quem é aquela mulher?...'
A fotografia não diz, mas posso garantir que gritei "Pacman, faz-me um filho", quando ele entrou em palco. Faz, faz... me um bebé...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Feita para ti

Esta menina chama-se Brandi Carlile, tem uma voz que não acaba e esta música torna ainda mais mágico um anúncio da super bock que passa na televisão.
Ouvi-la, hoje, muito mais alto do que aconselhado pelos médicos, enquanto fazia a Marginal até Oeiras, foi, até agora, o momento do dia. Arrepiante. No bom sentido.

The Story
«All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you
You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what
I've been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you»

terça-feira, 15 de julho de 2008

Friends

Temos amigos que foram pais muito jovens. Dois, em particular, mesmo muito jovens. A s. tem 40 e o j. 45. A m., que é a filha mais velha, tem 19 e o b., o mais novo, 15.
Isto dá origem a situações muito engraçadas, até porque tanto a s. como o j. são pais super-descontraídos.
Apesar disso, não deixam de ser pais e, naturalmente, de se preocuparem com os gaiatos.
A última a que assistimos aconteceu no fim-de-semana passado, em casa deles, precisamente, com o j. a dar-se conta de que a m. bebe. Álcool. Cervejas. Várias. Estávamos na festa de anos dele, patuscada no jardim, calor e tal, e a miúda não se inibiu, pimba, bebeu como os outros. O j. ficou um bocado atarantado. "Mas ela bebe cerveja?", interrogava-se, às tantas. Prato cheio, para nós, que nos fartámos de gozar e de lhe chamar velho, já se vê.
Acontece, com frequência, neste grupo de amigos, pais e filhos sairem à noite e frequentarem os mesmos sítios. O que deixa de ter muita graça, para os filhos, quando os pais, e os amigos dos pais, fazem figuras tristes, graças à bebida. Há histórias hilariantes.
Mas ainda relativamente à m., que está uma mulheraça, e gira como tudo. Comentava precisamente isso com o meu marido que me confessou que tanto ele como os amigos, homens, se sentem super-constrangidos na presença da miúda. É que andaram com ela ao colo. E agora o 'bebé' tem 1,70m, pernas até sei lá onde, maminhas que faz questão de não tapar demasiado, um cabelo lindo e uma cara giríssima.
Um dos amigos do meu marido teve a pouca sorte de ficar sentado em frente a ela, há pouco tempo, num jantar. Contou, depois, aos outros, que a miúda deve ter ficado a pensar que ele era parvo... porque passou o jantar a falar com ela, quando se proporcionava, mas a olhar-lhe... para a testa! :-)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Super Rock

É certo que tive posters dos Duran Duran colados nas paredes do meu quarto. Mas não me passaria pela cabeça, há 24 horas atrás, que seria a vê-los e ouvi-los ao vivo [e a beber super bock] que festejaria o facto de ter (e cito a médica) umas "trompas lindas". Boas notícias, portanto. :-)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Rebajas

Verão. Entre a possibilidade de me bronzear, chapinhar na água salgada, comer sundaes de chocolate com cobertura de noz, usar vestidinhos, alcinhas, chinelinhos e outros que tais, e a fantástica e maravilhosa época de promoções e saldos... o meu coração não balança, o meu coração palpita!
Sandálias lindas, o meu número, massimo dutti, 40% de desconto. Peçam-me desculpa. Mas isto é lindo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Persistência determinação esperança

A partir do momento em que comecei a ser acompanhada por uma médica em consultas de infertilidade, decidi que não ia fazer da questão, sensível, é certo, um tabu.
Tenho partilhado as alegrias e decepções com as amigas e amigos mais próximos e, ainda que não ande a gritar aos sete ventos, até porque se trata de um problema de saúde, não me esforço demasiado por esconder o que se passa, de quem quer que seja.
Participo em fóruns onde outras mulheres inférteis despejam felicidade e frustrações e é algo que me faz muito bem, em parte porque nenhum dos meus amigos ou amigas passou por uma experiência semelhante.
Curiosamente, durante a semana passada, em conversas distintas, que até foram com homens, descobri que, mais perto do que julgava, há histórias de infertilidade.
Uma delas, felizmente, com um desfecho feliz. Dois anos de tratamentos e uma inseminação artifical sem resultados foram precedidos de uma gravidez by the old fashion way. Foi um percurso difícil, mas compensador. À segunda, a gravidez aconteceu logo ao segundo mês sem pílula. Inexplicável, portanto. É assim.
No segundo caso, a gravidez acontece mas não vai além dos três/quatro meses. Isto já aconteceu por três vezes. O casal está a ser acompanhado em consultas de infertilidade, na tentativa de conseguir, também, uma história com desfecho feliz.
Escusado será dizer que o primeiro caso me deu muito ânimo e o segundo me fez voltar a assentar os pés na terra.
Foi muito curioso ouvir relatar as histórias pela boca dos maridos. Muito curioso mesmo.
Uma coisa é certinha, no meio de tudo isto: o percurso de cada casal infértil é uma lição de persistência, de determinação e de esperança.
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