Por uma daquelas razões que me levam a fazer coisas estranhas na vida, dei por mim a arranjar maneira de acrescentar Depeche Mode à lista de intérpretes presentes no meu ipod.
E foi à conta desta tomada de posição, muito inteligente, diga-se, que tive oportunidade de recordar esta música, que eu em tempos ADOREI.
Os próximos convidados do meu ipod serão os Duran Duran. Porque me apetece, OK?...
«Strangelove
Strange highs and strange lows
Strangelove
That's how my love goes
Strangelove
Will you give it to me
Will you take the pain
I will give to you
Again and again
And will you return it
There'll be days
When I stray
I may appear to be
Constantly out of reach
I give in to sin
Because I like to practice what I preach
I'm not trying to say
I'll have it all my way
I'm always willing to learn
When you've got something to teach
And I'll make it all worthwhile
I'll make your heart smile
Pain will you return it
I'll say it again - pain
Pain will you return it
I won't say it again
I give in
Again and again
I give in
Will you give it to be
I give in
I'll say it again
I give in»
Strangelove, DM
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Morno, eu?...
Face ao excelente funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, hoje consultei-me com um endocrinologista numa clínica privada.
Convém dizer, para começo de conversa, que o médico em questão consegue ser quase tão alucinado quanto eu.
Inspirou-me, todavia, confiança (isto também não se estranha).
Vai-se a ver e afinal o meu nódulo é 'morno' (ó, caraças!).
Gostei mais de saber que era 'quente'. Fiquei desiludida, confesso. 'Morno' é, tal como disse o médico, um bocado 'gay'. (o médico usou a palavra 'gay', juro).
Porque não é carne nem é peixe. Ou seja, é quente, mas não suficientemente quente. Porque não se manifesta em toda a plenitude de sintomas clínicos. E que sintomas seriam esses? Irritabilidade, excitação, palpitações, perda de peso... Pois, de facto não. O meu hipertiroidismo não se manifesta assim de forma 'TCHANAN!'. Por isso é morno. Gostava de ser quente, mas não consegue. Porque não está suficientemente excitado. (tudo isto que eu acabei de dizer está fundamentado, do ponto de vista clínico. Ou então não...).
Posto isto, o médico acha que não se justifica que me comece a drogar assim como se não houvesse amanhã.
O conselho dele, 'para acabar de ver com o problema', é 'ir à naifa'. Estou a citar.
Dois ou três dias de internamento, uma semana sem ir trabalhar. Mas sem pressas. Deixemos passar a época natalícia, e depois se vê.
Afinal, 'passar o Natal com um penso no pescoço é uma seca'. Sem dúvida, doutor.
Convém dizer, para começo de conversa, que o médico em questão consegue ser quase tão alucinado quanto eu.
Inspirou-me, todavia, confiança (isto também não se estranha).
Vai-se a ver e afinal o meu nódulo é 'morno' (ó, caraças!).
Gostei mais de saber que era 'quente'. Fiquei desiludida, confesso. 'Morno' é, tal como disse o médico, um bocado 'gay'. (o médico usou a palavra 'gay', juro).
Porque não é carne nem é peixe. Ou seja, é quente, mas não suficientemente quente. Porque não se manifesta em toda a plenitude de sintomas clínicos. E que sintomas seriam esses? Irritabilidade, excitação, palpitações, perda de peso... Pois, de facto não. O meu hipertiroidismo não se manifesta assim de forma 'TCHANAN!'. Por isso é morno. Gostava de ser quente, mas não consegue. Porque não está suficientemente excitado. (tudo isto que eu acabei de dizer está fundamentado, do ponto de vista clínico. Ou então não...).
Posto isto, o médico acha que não se justifica que me comece a drogar assim como se não houvesse amanhã.
O conselho dele, 'para acabar de ver com o problema', é 'ir à naifa'. Estou a citar.
Dois ou três dias de internamento, uma semana sem ir trabalhar. Mas sem pressas. Deixemos passar a época natalícia, e depois se vê.
Afinal, 'passar o Natal com um penso no pescoço é uma seca'. Sem dúvida, doutor.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
what else?
Fiquei à espera que a dra. Ferreira Leite me fizesse chegar, de alguma forma, indicações sobre o assunto a abordar no meu próximo post.
Suponho que, se não pode ser a comunicação social a decidir o que publica/emite, também não podem ser os autores dos blogs a decidir sobre o que escrevem.
Visto que até ao momento, por nenhuma via, chegaram ao meu conhecimento as orientações da dra., avanço, por minha conta e risco.
Há já uns dias que as televisões passam o novo anúncio da Nespresso. E pronto. É tudo o que eu tenho a dizer. Vou ali suspirar e já venho.
Suponho que, se não pode ser a comunicação social a decidir o que publica/emite, também não podem ser os autores dos blogs a decidir sobre o que escrevem.
Visto que até ao momento, por nenhuma via, chegaram ao meu conhecimento as orientações da dra., avanço, por minha conta e risco.
Há já uns dias que as televisões passam o novo anúncio da Nespresso. E pronto. É tudo o que eu tenho a dizer. Vou ali suspirar e já venho.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Há qualquer coisa em mim que está fora do sítio
A sério, há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
Não sei ao certo o que é, mas houve, de certeza, algum fio que se soltou, algum parafuso que se desapertou, alguma coisa está a fazer mau contacto ou entrou em curto-circuito.
Alguma coisa está, definitivamente, fora do sítio.
Na sexta-feira achei que tinha pedalada suficiente para fazer duas aulas de ginásio seguidas. E tive.
Primeiro uma de ragga, depois uma de hip-hop. Acontece que a coreografia da primeira aula contemplava diversos agachamentos. E piruetas. E braços no ar. O que é muito bom e muito bonito. Na altura.
Fiz a segunda aula encharcada até aos ossos. Acho que nunca tinha transpirado tanto numa aula. A meio da aula de hip-hop comecei a ouvir o meu corpo a pedir "senta-te, por favor, senta-te". Aguentei estoicamente até ao fim, fiz a coreografia todinha, com todo o empenho. Esmerei-me mesmo, apesar do cansaço. Alguma coisa em mim está fora do sítio.
Escusado será dizer que cheguei a casa morta. Mas quente. O pior foi no sábado, quando os músculos arrefeceram. Passei o dia todo a andar como um pinguim. O que não me impediu de passar a tarde toda no centro comercial com a minha Mummy. (e o vestido que comprei? ai. que lindo).
A situação piorou no domingo. Passei de pinguim a pinguim com reumático. Os músculos da parte superior/frontal das pernas fizeram questão de me fazer saber que existem.
Felizmente, eu sou uma gaja muito inteligente. Achei que nada melhor para aliviar a dor que ir fazer a minha caminhada pelo Guincho. Há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
O que é certo é que melhorei bastante. Não deixou de me doer, mas aliviou.
Percebi, entretanto, que estou viciada naquilo. Como estava assim meio que morta, defini que só caminharia uma hora, no máximo.
Acontece que ao fim de uma hora não me apetecia parar. i just can't get enough. Só mais dez minutos. Só mais um quarto de hora. A sério. Há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
Entretanto, aluguei o "Sexo e a Cidade", que não tinha ido ver ao cinema.
Não sei se o problema é meu, mas eu garanto que passei o filme TODO, do início ao fim, a chorar como uma Madalena. A sério. Eu sou de lágrima fácil, é verdade, mas não me lembro de alguma vez ter chorado tanto com um filme.
Chorei porque é triste. Porque é bonito. Porque é verdadeiro. Porque é mesmo comovente. Ou então, o que é mais provável, porque há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
Não sei ao certo o que é, mas houve, de certeza, algum fio que se soltou, algum parafuso que se desapertou, alguma coisa está a fazer mau contacto ou entrou em curto-circuito.
Alguma coisa está, definitivamente, fora do sítio.
Na sexta-feira achei que tinha pedalada suficiente para fazer duas aulas de ginásio seguidas. E tive.
Primeiro uma de ragga, depois uma de hip-hop. Acontece que a coreografia da primeira aula contemplava diversos agachamentos. E piruetas. E braços no ar. O que é muito bom e muito bonito. Na altura.
Fiz a segunda aula encharcada até aos ossos. Acho que nunca tinha transpirado tanto numa aula. A meio da aula de hip-hop comecei a ouvir o meu corpo a pedir "senta-te, por favor, senta-te". Aguentei estoicamente até ao fim, fiz a coreografia todinha, com todo o empenho. Esmerei-me mesmo, apesar do cansaço. Alguma coisa em mim está fora do sítio.
Escusado será dizer que cheguei a casa morta. Mas quente. O pior foi no sábado, quando os músculos arrefeceram. Passei o dia todo a andar como um pinguim. O que não me impediu de passar a tarde toda no centro comercial com a minha Mummy. (e o vestido que comprei? ai. que lindo).
A situação piorou no domingo. Passei de pinguim a pinguim com reumático. Os músculos da parte superior/frontal das pernas fizeram questão de me fazer saber que existem.
Felizmente, eu sou uma gaja muito inteligente. Achei que nada melhor para aliviar a dor que ir fazer a minha caminhada pelo Guincho. Há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
O que é certo é que melhorei bastante. Não deixou de me doer, mas aliviou.
Percebi, entretanto, que estou viciada naquilo. Como estava assim meio que morta, defini que só caminharia uma hora, no máximo.
Acontece que ao fim de uma hora não me apetecia parar. i just can't get enough. Só mais dez minutos. Só mais um quarto de hora. A sério. Há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
Entretanto, aluguei o "Sexo e a Cidade", que não tinha ido ver ao cinema.
Não sei se o problema é meu, mas eu garanto que passei o filme TODO, do início ao fim, a chorar como uma Madalena. A sério. Eu sou de lágrima fácil, é verdade, mas não me lembro de alguma vez ter chorado tanto com um filme.
Chorei porque é triste. Porque é bonito. Porque é verdadeiro. Porque é mesmo comovente. Ou então, o que é mais provável, porque há qualquer coisa em mim que está fora do sítio.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
my favourite man
Não é de política que eu quero falar, nem da minha mais que óbvia e natural satisfação pelo facto de o Obama ter ganho as eleições na América.
Mesmo eu que sou muito básica consigo perceber que o discurso de vitória de um homem que acabou de ser eleito presidente da nação mais poderosa do Mundo é estudadíssimo, não há um pormenor que escape, nada é dito ao acaso, não existe uma palavrinha fora do sítio. Eu consigo perceber isso. Mas enquanto ouvia o discurso, de fio a pavio, esqueci-me, por momentos. Fui só eu que achei genial? Simultaneamente inteligente, incisivo, bem estruturado, emotivo? Fui só eu?...
Fez-me ficar com pele de galinha. E não é qualquer homem que consegue isso, atenção. O Barack Obama tornou-se, por isso, a partir daquele momento, oficialmente, um dos meus homens preferidos. No dia em que ganhou as eleições fez feliz uma mulher que vive aqui, em Portugal, across the atlantic. E com o discurso da vitória fez com que a mesma mulher se comovesse até às lágrimas. (podia a seguir dissertar sobre o facto de me desgraçar assim, por gostar de homens que me fazem rir e me fazem chorar, mas vamos deixar isso para outra altura...).
Mesmo eu que sou muito básica consigo perceber que o discurso de vitória de um homem que acabou de ser eleito presidente da nação mais poderosa do Mundo é estudadíssimo, não há um pormenor que escape, nada é dito ao acaso, não existe uma palavrinha fora do sítio. Eu consigo perceber isso. Mas enquanto ouvia o discurso, de fio a pavio, esqueci-me, por momentos. Fui só eu que achei genial? Simultaneamente inteligente, incisivo, bem estruturado, emotivo? Fui só eu?...
Fez-me ficar com pele de galinha. E não é qualquer homem que consegue isso, atenção. O Barack Obama tornou-se, por isso, a partir daquele momento, oficialmente, um dos meus homens preferidos. No dia em que ganhou as eleições fez feliz uma mulher que vive aqui, em Portugal, across the atlantic. E com o discurso da vitória fez com que a mesma mulher se comovesse até às lágrimas. (podia a seguir dissertar sobre o facto de me desgraçar assim, por gostar de homens que me fazem rir e me fazem chorar, mas vamos deixar isso para outra altura...).
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Internem-me
Quando, às oito e meia da manhã, estou em casa a tomar o pequeno-almoço e a verter lágrimas, enquanto vejo um episódio da série 'Will & Grace', só posso concluir uma de duas coisas: ou estou louca, ou estou mesmo louca.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Girls night out
Estava prometido e cumpriu-se. Sábado à noite houve saída de meninas, com direito a jantar, bar de karaoke (e uma interpretação memorável do hit dos Abba 'Dancing Queen', registada em vídeo - brevemente no youtube) e uma noite inteira a dançar.
O nível de intimidade entre cinco mulheres atingiu ali níveis dificilmente alcancáveis. Conseguir que cinco mulheres com histórias de vida completamente diferentes, com personalidades distintas, onde há solteiras, casadas, separadas e divorciadas, se dispam totalmente de preconceitos e aceitem partilhar, em redor de uma mesa, o que têm de mais íntimo, é uma coisa maravilhosa. Assim se cimenta uma amizade. Confessando o que à partida parecia inconfessável.
Falou-se sobretudo de sexo, é verdade. Sem pudor e sem vergonha. Mas também de sentimentos, de homens e de outras mulheres. Muito bonito.
Igualmente bom só mesmo descobrir que há um sítio em Lisboa que passa música ao nível das melhores noites da minha (ai) juventude. Estão a ver o 'News'? Se não estão, azar o vosso, por não terem conhecido uma discoteca ÚNICA. O sítio onde estivemos fez-me lembrar o 'News'. E tudo o que lá passei. O 'Bauhaus', também, quando abriu, no tempo em que era bom. Cada música, uma recordação. De pessoas que conheci, amigos que ficaram, outros que deixaram de ser. Noitadas, bebedeiras, engates. Dançar até cair para o lado. Mil e uma histórias. Deu-me para a nostalgia, era inevitável. Músicas que adorava e já não ouvia há anos, quanto mais dançá-las. Foi muito bom. Dançar assim faz-nos sentir vivos.
Dormi pouco nessa noite. Acordei esquisita. Coisas. Mas isso não me impediu de fazer a minha caminhada. Duas horas, para trás e para a frente, entre a Marina e o Guincho. O vento frio a bater na cara só melhora a coisa. Onde é que eu andava com a cabeça para não ter começado a fazer isto antes?...
O nível de intimidade entre cinco mulheres atingiu ali níveis dificilmente alcancáveis. Conseguir que cinco mulheres com histórias de vida completamente diferentes, com personalidades distintas, onde há solteiras, casadas, separadas e divorciadas, se dispam totalmente de preconceitos e aceitem partilhar, em redor de uma mesa, o que têm de mais íntimo, é uma coisa maravilhosa. Assim se cimenta uma amizade. Confessando o que à partida parecia inconfessável.
Falou-se sobretudo de sexo, é verdade. Sem pudor e sem vergonha. Mas também de sentimentos, de homens e de outras mulheres. Muito bonito.
Igualmente bom só mesmo descobrir que há um sítio em Lisboa que passa música ao nível das melhores noites da minha (ai) juventude. Estão a ver o 'News'? Se não estão, azar o vosso, por não terem conhecido uma discoteca ÚNICA. O sítio onde estivemos fez-me lembrar o 'News'. E tudo o que lá passei. O 'Bauhaus', também, quando abriu, no tempo em que era bom. Cada música, uma recordação. De pessoas que conheci, amigos que ficaram, outros que deixaram de ser. Noitadas, bebedeiras, engates. Dançar até cair para o lado. Mil e uma histórias. Deu-me para a nostalgia, era inevitável. Músicas que adorava e já não ouvia há anos, quanto mais dançá-las. Foi muito bom. Dançar assim faz-nos sentir vivos.
Dormi pouco nessa noite. Acordei esquisita. Coisas. Mas isso não me impediu de fazer a minha caminhada. Duas horas, para trás e para a frente, entre a Marina e o Guincho. O vento frio a bater na cara só melhora a coisa. Onde é que eu andava com a cabeça para não ter começado a fazer isto antes?...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Pelo ar e com estilo
Ontem fiz o meu baptismo de vôo de helicóptero. E que bem. Coisas do trabalho que isto, parecendo que não, até tem as suas vantagens. :)
E o que é que eu posso dizer acerca da experiência?... Pois que correu muito bem. Sentei-me no lugar da frente, ao lado do piloto, que é uma coisa que dá todo um outro élan.
Acontece que o rapaz era uma simpatia mas tivemos um pequeno problema de comunicação. Os meus auscultadores não funcionavam. Parece que ele passou a viagem toda a dar explicações, acerca do que víamos e do que estava a fazer e eu nada, em branco. As meninas sentadas lá atrás ouviam e era suposto que eu ouvisse também. Aliás, era suposto que todos conseguíssemos ouvir-nos e falar uns com os outros. Face às tentativas, frustradas, das minhas amigas em conversar comigo durante o vôo, parece que ela acabou por dizer "a s. não nos está a ouvir. os auscultadores dela não funcionam". Isto é o que me contam. Porque eu ouvir, só mesmo o barulho do motor e das hélices, ou que raio é aquilo, ainda que abafado pelas almofadas nos ouvidos. Cristo. Só comigo.
Comunicação com o piloto, só mesmo através de gestos, sorrisos e duas ou três palavras gritadas. Ai mãe.
A verdade é que também não estava ali para fazer amizade com o piloto, certo?...
Sobrevoámos Oeiras e é tão catita.
Mas bom, bom mesmo, é voar em cima do mar. LINDO. A sensação, ao pairar, é a de estar suspensa em cima da água. O céu estava muito azul, sem nuvens, o mar lindo, lindo. Uma maravilha. Sensação de liberdade. Muito bonito.
Dias que valem verdadeiramente a pena, aqueles em que fazemos algo que nunca tínhamos feito. :)
E o que é que eu posso dizer acerca da experiência?... Pois que correu muito bem. Sentei-me no lugar da frente, ao lado do piloto, que é uma coisa que dá todo um outro élan.
Acontece que o rapaz era uma simpatia mas tivemos um pequeno problema de comunicação. Os meus auscultadores não funcionavam. Parece que ele passou a viagem toda a dar explicações, acerca do que víamos e do que estava a fazer e eu nada, em branco. As meninas sentadas lá atrás ouviam e era suposto que eu ouvisse também. Aliás, era suposto que todos conseguíssemos ouvir-nos e falar uns com os outros. Face às tentativas, frustradas, das minhas amigas em conversar comigo durante o vôo, parece que ela acabou por dizer "a s. não nos está a ouvir. os auscultadores dela não funcionam". Isto é o que me contam. Porque eu ouvir, só mesmo o barulho do motor e das hélices, ou que raio é aquilo, ainda que abafado pelas almofadas nos ouvidos. Cristo. Só comigo.
Comunicação com o piloto, só mesmo através de gestos, sorrisos e duas ou três palavras gritadas. Ai mãe.
A verdade é que também não estava ali para fazer amizade com o piloto, certo?...
Sobrevoámos Oeiras e é tão catita.
Mas bom, bom mesmo, é voar em cima do mar. LINDO. A sensação, ao pairar, é a de estar suspensa em cima da água. O céu estava muito azul, sem nuvens, o mar lindo, lindo. Uma maravilha. Sensação de liberdade. Muito bonito.
Dias que valem verdadeiramente a pena, aqueles em que fazemos algo que nunca tínhamos feito. :)
terça-feira, 28 de outubro de 2008
I know I can do it better
Andar a pé é libertador.
Caminhar sozinha, com o vento e o sol do Guincho colados ao corpo, com a música que é só minha nos ouvidos. Caminhar em direcção a lado nenhum, em passo apressado mas sem pressas, sentir o coração a bater no peito e a latejar na cabeça. Sentir-me sozinha mas livre. Acompanhada mas livre. Sozinha outra vez e ainda livre. Feliz porque faz sentido, apesar de tudo, independentemente de tudo. Porque é o que tem de ser, porque é como tem de ser. MESMO.
E depois esta música. 'She's not me'. A Madonna sabe do que fala.
«I just want to be there when you discover
When you wake up next to your new lover
She might cook you breakfast and love you in the shower
The flavor of the moment, cause she don't have what's ours
She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
It won't be the same
She is licking her lips
And she's batting her eyes
She's not me
She's got legs up to there
And such beautiful hair
She's not me
Oh, devoted for life
Make a beautiful wife
She's not me
If you spend some more time
I guarantee you will find
She's not me
I know I can do it better
If someone wants to pimp your style
And hang with you a little while
And make off with all the things you like
You're gonna have to watch it
She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
It won't be the same
She's not me and never will be
Never will be...»
Caminhar sozinha, com o vento e o sol do Guincho colados ao corpo, com a música que é só minha nos ouvidos. Caminhar em direcção a lado nenhum, em passo apressado mas sem pressas, sentir o coração a bater no peito e a latejar na cabeça. Sentir-me sozinha mas livre. Acompanhada mas livre. Sozinha outra vez e ainda livre. Feliz porque faz sentido, apesar de tudo, independentemente de tudo. Porque é o que tem de ser, porque é como tem de ser. MESMO.
E depois esta música. 'She's not me'. A Madonna sabe do que fala.
«I just want to be there when you discover
When you wake up next to your new lover
She might cook you breakfast and love you in the shower
The flavor of the moment, cause she don't have what's ours
She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
It won't be the same
She is licking her lips
And she's batting her eyes
She's not me
She's got legs up to there
And such beautiful hair
She's not me
Oh, devoted for life
Make a beautiful wife
She's not me
If you spend some more time
I guarantee you will find
She's not me
I know I can do it better
If someone wants to pimp your style
And hang with you a little while
And make off with all the things you like
You're gonna have to watch it
She's not me
She doesn't have my name
She'll never have what I have
It won't be the same
It won't be the same
She's not me and never will be
Never will be...»
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Só comigo (parte II)
Vinha a menina a caminho do trabalho, um trânsito infernal. Pára-arranca-pára-arranca, à procura de uma música boa na rádio. Jason Mraz, pode ser. 'I'm Yours' na telefonia e a menina canta a plenos pulmões, o volume muito, muito alto.
E eis que na faixa ao lado um carro, cinco yuppies lá dentro. O do lugar do pendura diz qualquer coisa que a menina não consegue ouvir. Baixa o volume e ele pergunta: "Desculpe lá, qual é a rádio que está a ouvir?".
"A Comercial...", responde a menina, atónita.
Os yuppies riem. Riem todos muito.
Os carros avançam. Dois metros à frente, a menina acha que tem de dizer: "Tenho ouvido muitas abordagens mas essa foi, sem dúvida, muito original".
Rimos todos e seguimos com a nossa vida.
Just another perfect day.
E eis que na faixa ao lado um carro, cinco yuppies lá dentro. O do lugar do pendura diz qualquer coisa que a menina não consegue ouvir. Baixa o volume e ele pergunta: "Desculpe lá, qual é a rádio que está a ouvir?".
"A Comercial...", responde a menina, atónita.
Os yuppies riem. Riem todos muito.
Os carros avançam. Dois metros à frente, a menina acha que tem de dizer: "Tenho ouvido muitas abordagens mas essa foi, sem dúvida, muito original".
Rimos todos e seguimos com a nossa vida.
Just another perfect day.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Very hot
E o meu nódulo é quente. Nada que me surpreenda. Acho mesmo que era desnecessário terem-me posto líquido radioactivo a correr nas veias para chegar a esta conclusão. Se está em mim, havia de ser frio?... ;-)
Pretérito perfeito
Se há coisas que é bom que aconteçam, uma delas é, de certeza, não nos arrependermos nem de um segundo do tempo que investimos numa relação. Particularmente se tiver sido uma relação longa.
Olhar para trás e pensar que tudo fez sentido, que foi exactamente como tinha que ser, que, envolvidas as duas pessoas em questão, não poderia mesmo ter sido de outra forma.
Se há pessoa em relação à qual sinto isto, essa pessoa é o g. Namorámos durante quatro anos e foi uma relação muito intensa. Em parte porque foi um namoro sério que resultou de uma paixão assolapada. Consumíamo-nos em quantidades absurdas. Em parte porque era extraordinariamente ciumento e tínhamos discussões horríveis, durante as quais nos agredíamos estupidamente. Para nos voltarmos a amar outra vez incondicionalmente. Uma relação que fez sentido naquela fase das nossas vidas - tínhamos 17, 18 anos quando a coisa se tornou séria.
A ruptura foi dolorosa e o caminho até voltarmos a ser amigos não foi fácil de percorrer. Mas chegámos lá. Aproximámo-nos ainda mais de há uns meses para cá - o msn tem esta coisa maravilhosa de aproximar as pessoas - e agora conversamos com frequência.
É comum, durante as nossas conversas, ter a sensação de que, apesar dos anos decorridos, somos, na essência, as mesmas pessoas. Que ainda me conhece bem. Tal como eu a ele. Que podemos prever a reacção do outro ao que dizemos. Que há carinho. Que há passado e que, visto a esta distância, tudo foi perfeito. E é esta sensação que é apaziguadora. Entender ainda o que me fez apaixonar e sentir que tudo fez sentido. Que podemos ser genuinamente amigos, porque as feridas estão curadas.
Fez anos há uns dias. Combinámos um almoço para a semana. Falámos ao telefone durante imenso tempo e não fizemos outra coisa que não fosse dizer idiotices. Estupidez. Parvoíces. Porque podemos. Rir um do outro. Rir em conjunto. Falar. Do passado, do nosso presente, do futuro. Das voltas que as vidas de ambos entretanto deram. De como é ser um homem casado. De como é ser uma mulher casada. De como teve coragem de ter com outra o filho que até planeámos ter juntos. De como eu tive coragem de o deixar antes de termos avançado com esse plano. De como funcionávamos incrivelmente bem. De como funcionávamos incrivelmente mal.
Sensação boa. A de ver boas pessoas passarem a fazer parte das nossas vidas. E a de sentir que outras ainda cá estão.
Olhar para trás e pensar que tudo fez sentido, que foi exactamente como tinha que ser, que, envolvidas as duas pessoas em questão, não poderia mesmo ter sido de outra forma.
Se há pessoa em relação à qual sinto isto, essa pessoa é o g. Namorámos durante quatro anos e foi uma relação muito intensa. Em parte porque foi um namoro sério que resultou de uma paixão assolapada. Consumíamo-nos em quantidades absurdas. Em parte porque era extraordinariamente ciumento e tínhamos discussões horríveis, durante as quais nos agredíamos estupidamente. Para nos voltarmos a amar outra vez incondicionalmente. Uma relação que fez sentido naquela fase das nossas vidas - tínhamos 17, 18 anos quando a coisa se tornou séria.
A ruptura foi dolorosa e o caminho até voltarmos a ser amigos não foi fácil de percorrer. Mas chegámos lá. Aproximámo-nos ainda mais de há uns meses para cá - o msn tem esta coisa maravilhosa de aproximar as pessoas - e agora conversamos com frequência.
É comum, durante as nossas conversas, ter a sensação de que, apesar dos anos decorridos, somos, na essência, as mesmas pessoas. Que ainda me conhece bem. Tal como eu a ele. Que podemos prever a reacção do outro ao que dizemos. Que há carinho. Que há passado e que, visto a esta distância, tudo foi perfeito. E é esta sensação que é apaziguadora. Entender ainda o que me fez apaixonar e sentir que tudo fez sentido. Que podemos ser genuinamente amigos, porque as feridas estão curadas.
Fez anos há uns dias. Combinámos um almoço para a semana. Falámos ao telefone durante imenso tempo e não fizemos outra coisa que não fosse dizer idiotices. Estupidez. Parvoíces. Porque podemos. Rir um do outro. Rir em conjunto. Falar. Do passado, do nosso presente, do futuro. Das voltas que as vidas de ambos entretanto deram. De como é ser um homem casado. De como é ser uma mulher casada. De como teve coragem de ter com outra o filho que até planeámos ter juntos. De como eu tive coragem de o deixar antes de termos avançado com esse plano. De como funcionávamos incrivelmente bem. De como funcionávamos incrivelmente mal.
Sensação boa. A de ver boas pessoas passarem a fazer parte das nossas vidas. E a de sentir que outras ainda cá estão.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Um mês de ginásio...
... e eis que tivémos a nossa primeira aula de kizomba. Lição número 1: 'soltar a anca'.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Feeling radioactive
Tenho para mim que não voltamos a ser os mesmos depois de nos injectarem líquido radioactivo na veia. Just a wild guess. [e tudo isto para descobrir se o meu nódulo é, afinal, quente ou frio].
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Só comigo
A menina sai de casa e vai à bomba de gasolina. Compra um pãozinho com queijo para ir a comer pelo caminho, que o tempo não dá para tudo. Pára num semáforo encarnado. Vidro aberto. E um senhor que se aproxima e diz 'Bom apetite...'. E a menina agradece. E assim começa mais um dia.
domingo, 5 de outubro de 2008
Porque hoje é domingo

Passeavam-se as amigas pelo centro comercial à hora de almoço quando uma menina daquelas que oferecem, a quem por ali passa, cartõezinhos perfumados à porta das perfumarias, nos estende um papelinho borrifado com Dior Homme Sport. O perfume é ÓPTIMO (ou não fosse Dior), mas a pergunta que se impunha era precisamente a que eu fiz:
«E o Jude Law, não tem, para oferecer?»
Não tinha. Uma pena.
Breathtaking. In a good way.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Implorando
Esta excitação toda em torno do casamento entre homossexuais é uma coisa que me dá nos nervos.
Num momento em que a instituição casamento, como a concebemos, se apresenta falida e condenada aos olhos da sociedade - a recentemente aprovada lei do divórcio confirma-o sem margem para dúvidas - (não confundir casamento com o 'amorrrrreeeee'), p'ra que raio é esta excitação toda? Ai, por favorrreeeee...
E a música do Madcon, o Beggin, bem catita, hã?
Beggin, beggin you
Put your loving hand out baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin
Num momento em que a instituição casamento, como a concebemos, se apresenta falida e condenada aos olhos da sociedade - a recentemente aprovada lei do divórcio confirma-o sem margem para dúvidas - (não confundir casamento com o 'amorrrrreeeee'), p'ra que raio é esta excitação toda? Ai, por favorrreeeee...
E a música do Madcon, o Beggin, bem catita, hã?
Beggin, beggin you
Put your loving hand out baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin
Pinoquar
É provável que já toda a gente tenha dito isto. Ainda assim, para que fique registada a minha opinião, o programa que a Teresa Guilherme apresenta na SIC é mau de mais para ser verdade.
Ontem vi um bocado, naquela lógica de precisar de ver com os meus próprios olhos algo que todas as pessoas que viram dizem ser horrível.
Pelo que me foi dado compreender, até agora todos os programas giraram em torno de um mesmo assunto: sexo. Ora são as pessoas com quem se fez e não era suposto que se soubesse, ora são as pessoas com quem não se fez mas se queria e também não era suposto que se soubesse.
Talvez o problema seja meu, mas entre um programa onde é suposto os concorrentes dizerem a verdade, sempre a verdade e nada mais que a verdade, e um outro, como o que é apresentado pelo Malato, no Canal 1 ('Jogo Duplo'), onde a lógica é precisamente a inversa, prefiro este último. Mas é que sem sombra de dúvidas.
Ontem vi um bocado, naquela lógica de precisar de ver com os meus próprios olhos algo que todas as pessoas que viram dizem ser horrível.
Pelo que me foi dado compreender, até agora todos os programas giraram em torno de um mesmo assunto: sexo. Ora são as pessoas com quem se fez e não era suposto que se soubesse, ora são as pessoas com quem não se fez mas se queria e também não era suposto que se soubesse.
Talvez o problema seja meu, mas entre um programa onde é suposto os concorrentes dizerem a verdade, sempre a verdade e nada mais que a verdade, e um outro, como o que é apresentado pelo Malato, no Canal 1 ('Jogo Duplo'), onde a lógica é precisamente a inversa, prefiro este último. Mas é que sem sombra de dúvidas.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
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Uma médica disse-me hoje que tudo aponta para que tenha um nódulo quente na tiróide.
As coisas banais não são para mim. A ter uma merda, havia de ser uma assim, com um nome destes: nódulo quente.
O bom do nódulo quente (além de ser quente) é que não implica, forçosamente, a cirurgia. Pode ser facilmente tratado com drogas. Que é uma coisa que também me dá jeito nesta fase da minha vida.
Contudo, é preciso confirmar que o meu nódulo é mesmo quente. E para tal, amiga, vais fazer mais um exame, que até te lixas.
Quem me quer ver feliz é deitada numa marquesa.
As coisas banais não são para mim. A ter uma merda, havia de ser uma assim, com um nome destes: nódulo quente.
O bom do nódulo quente (além de ser quente) é que não implica, forçosamente, a cirurgia. Pode ser facilmente tratado com drogas. Que é uma coisa que também me dá jeito nesta fase da minha vida.
Contudo, é preciso confirmar que o meu nódulo é mesmo quente. E para tal, amiga, vais fazer mais um exame, que até te lixas.
Quem me quer ver feliz é deitada numa marquesa.
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