quarta-feira, 26 de setembro de 2007

De cada vez que respiras...

25 de Setembro de 2007, Estádio do Jamor, Police ao vivo.
E eu lá.
Muito bonito.
Gostei de tudo, de todas. Mas acho que a que mais me tocou foi esta. Linda, na voz do Sting.

Every Breath You Take

Every breath you take
Every move you make
Every band you break
Every step you take

I'll be watching you

Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay

I'll be watching you

Oh, can't you see
You belong to me
How my heart aches with every step you take

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every smile you fake

I'll be watching you

Since you've gone I been lost without a trace
I dream at night, I can only see your face
I look around but it's you I can't replace
I keep crying, baby, please

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake

I'll be watching you

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mudanças...

Fui destituída do meu posto de trabalho. No sentido físico da coisa, mesmo. A sala onde costumo trabalhar vai ser pintada e mais não sei o quê, de maneiras que tanto eu como as minhas colegas fomos deslocadas para outros gabinetes.
Isto é mau por uma série de razões, sendo que a mais importante das quais é o facto de ter sido feito contra a nossa vontade.
E quando uma gaja faz uma coisa a contra gosto, já se sabe, há problemas…
No meu caso pessoal, fui ‘transferida’ para uma das salas do mesmo edifício onde trabalham colegas de outro departamento, aos quais digo ‘bom dia’ e boa tarde’ todos os dias e pouco mais.
Estou a utilizar um computador de outra pessoa, não tenho acesso a nenhum dos meus documentos ou pastas pessoais, consigo aceder ao meu e-mail e pouco mais.
Toda a minha papelada descansa aqui ao meu lado, dentro de duas caixas, giríssimas, diga-se, que providencialmente comprei ontem no Ikea.
Em cima da secretária tenho: uma pen, os meus óculos de sol, o telemóvel e pastilhas elásticas. Tudo o resto não me pertence.
A minha planta [a que me acompanha desde que vim para cá trabalhar] também está aqui ao lado, muito bem posicionada, por sinal, junto à janela, com vista para a frente do edifício.
O gabinete é agradável, os colegas [que não estão na mesma sala, mas numa sala anexa – vejo-os porque a porta que nos separa está aberta] são muito hospitaleiros, disseram-me que podia abrir ou fechar as janelas [são duas, o que até é muito bom] e imploraram-me para que me sentisse à vontade.
Na realidade, as primeiras horas foram penosas mas agora até me estou a sentir bem…
Se calhar amanhã trago uns CD’s para ouvir aqui… É que não há sequer um rádio e faz falta uma musiquinha… Pois é, vendo bem as coisas isto é muito agradável… afinal não se está aqui tão mal como isso…

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sobre mim (para variar...)

Shame on me, há mais de 15 dias que não actualizo o meu blog… Cristo, nem me conheço, tão desleixadinha… A culpa é dos papéis que se amontoam em cima da minha secretária, do telefone que não pára, dos e-mails e das colegas que vão de férias, de baixa e para outros destinos deixando-me a mim, ‘tadinha, com o peso do mundo nos ombros.
Sim, eu sofro muito, sim, eu sou o verdadeiro Calimero.
Entretanto aconteceu tanta coisa e eu tinha, como sempre, tanto para dizer acerca de todos os assuntos mas, infelizmente, não tive tempo de despejar aqui as minhas opiniões, e Deus sabe que tenho muitas.
Sabe Deus e sabe o meu marido porque se é verdade que não tenho tido muito tempo, ainda tenho conseguido ir jantar a casa (às vezes, na realidade) e quando isso acontece é ele que me ouve, porque eu tenho, acreditem, sempre muito para dizer.
Na realidade, comentava outro dia com uns amigos que jantaram lá em casa [sim, apesar de tudo tenho tempo para ser uma anfitriã acima de qualquer suspeita] que o meu marido já desistiu de me perguntar como correu o meu dia.
A coisa acontece da seguinte forma: sentamo-nos para jantar e eu pergunto “como é que correu o teu dia”, ao que o meu marido invariavelmente responde “correu bem”. Excepção feita a dias mesmo muito maus, ou mesmo muito bons, a resposta do meu marido é esta, “correu bem”.
Ora, houve tempos em que ele perguntava “e o teu?”. Houve tempos. Desistiu. Porque se ele pergunta, eu falo durante duas horas, ininterruptamente, porque todos os meus dias são, graças a Deus, muito preenchidos. Se ele não pergunta, eu própria me adianto, dizendo qualquer coisa do género “bem, eu sei que não estás muito interessado, mas a mim hoje aconteceu-me uma que nem vais acreditar, blá, blá, blá, blá…”.
No fundo, é fácil lidar comigo. Ouçam-me. Não me contrariem. Não me ignorem. Não me interrompam. Suportem a minha música. Observem-me enquanto danço pela casa. Elogiem a minha comida. E todos os meus outros incontáveis dotes. Façam-no e têm uma amiga para a vida. :-)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Só para dizer...

... que estou extraordinariamente contra o facto de segunda-feira já ser Setembro porque isso significa que vou começar a apanhar 'bué' trânsito para chegar ao trabalho. Por causa disso, o mais provável é que tenha que começar a sair de casa mais cedo, logo, a levantar-me mais cedo ou, em alternativa, a não ter tempo para tomar o pequeno-almoço em casa, descansadinha da vida.
Podemos ficar em Agosto durante mais umas semaninhas, podemos?
Era bom.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Activismo?

Estive pouco atenta aos noticiários durante as férias.
Fui comprando o ‘Expresso’, que me divertiu, sobretudo, graças às notícias que deram conta da passagem de Marques Mendes pela Madeira de Alberto João Jardim.
Surreal, o relato do episódio em que, no momento em que deixou de avistar Marques Mendes, Jardim se referiu a ele como um ‘sacana’ tão ‘pequenino’ que ‘nem se vê’.
Lindo.
Mas foram as imagens do que aconteceu em Silves no campo de milho transgénico que me chocaram mesmo.
Independentemente das motivações dos ‘activistas’, a praxis da coisa resultou, na minha opinião, muito mal, fazendo com que, aos olhos da generalidade de opinião pública, tivessem, pura e simplesmente, perdido a razão, sendo que saber se a detinham antes é, de si, discutível.
Os argumentos em detrimento da transgenia podem ser até muito válidos, mas aquele grupo de pessoas tornou-se, do meu ponto de vista, num grupo de arruaceiros, sem qualquer respeito pelas leis de um Estado de Direito como Portugal (ainda é, suponho), pela propriedade privada e pelas liberdades individuais.
Isto dito assim já é mau.
Mas as imagens, as imagens é que me fizeram arrepiar, verdadeiramente.
Ver a nossa casa ser invadida por estranhos já será mau, mas vê-los a destruir, de forma primária, como se fossem macacos presos na cadeia da evolução, aquilo que nos pertence, simplesmente porque acham que essa atitude vai, de alguma forma, chamar a atenção para uma causa que defendem, alguns, tenho a certeza absoluta disso, sem sequer saberem muito bem porquê, será certamente horrível.
O Mário Crespo, notoriamente indignado com o que se passou, conduziu de forma brilhante (como é aliás seu apanágio) entrevistas às quais tive oportunidade de assistir, no Jornal das 9, e a este propósito, ao ministro da Agricultura, ao Francisco Louçã e também ao senhor que se identifica como porta-voz do movimento Verde Eufémia.
Porta-voz político, atenção, porque ele não sujou as mãos nas maçarocas.
Diga-se de passagem que o rapaz deve ter saído do estúdio onde decorreu a entrevista a rastejar, porque o Mário Crespo não lhe deu a mínima hipótese. Foi o que se chama um ‘baile’, do início ao fim da entrevista.
O jovem, que lá deve ter as suas aspirações políticas, não estava, certamente, preparado para um ‘mano-a-mano’ com um portento como é o Mário Crespo.
Podia jurar que o ouvi a sair de cena a ganir e com o rabinho entre as pernas.
Contradisse-se de tal forma que a páginas tantas quase senti pena dele.
Mas recompus-me depressa.
Depois do que aconteceu em Silves, falei a respeito com os meus Pais e pedi-lhes que me explicassem, como se eu fosse muito burra, o que pode levar um agricultor a optar pelo cultivo de transgénicos.
Explicaram-me que a principal característica dos transgénicos é serem muitíssimo mais resistentes a pragas e que isso não é de todo novidade, parece que há muitos e muitos anos processos semelhantes são postos em prática nas videiras.
Foram os meus Pais que me explicaram e eu fiquei esclarecida.
Nesta matéria, como em tantas outras, parece que não existem certezas absolutas. Vantagens e inconvenientes do cultivo de transgénicos equilibram-se, ao que parece, nos pratos da balança.
Mas adiante. Não vou entrar por aí. Não quero conceder àquele grupo de pessoas o mérito de terem trazido a debate público a questão da transgenia.
Não quero fazer parte de uma sociedade em que valha a máxima ‘os fins justificam os meios’.
Nem de uma geração que procura fazer valer a razão dos seus argumentos de forma selvagem e violenta.
Nem de uma esquerda que patrocina actos ilegais sob a capa de um alegado simbolismo.
Se a ideia era ter lá as estações de televisão, tivessem ido nus plantar-se no meio de um campo de milho transgénico.
Rabos de activista ao léu. Camera loves it.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Memories...


Pensavas que ias regressar ao trabalho e que ia ser tudo muito cool, tudo muito devagarinho, uma semaninha de habituação, para desentorpecer o cérebro, e tal… pensavas, não pensavas?
Pois parece que te enganaste, amiga…
Primeira semana pós-férias e já estou desejosa que chegue o fim-de-semana…
Atoladinha em tarefas mesmo urgentes e em pedidos de gente que – vá-se lá saber porquê – não parece disposta a esperar muito, resta a recordação… a lembrança, por exemplo, do ESPECTACULAR livro do Mário Vargas Llosa (mais um) que li durante as férias (Os Cadernos de Dom Rigoberto), dos incontáveis almoços e jantares na praia, quase, quase, com os pezinhos dentro de água, dos milhares de mergulhos, da música dos Orishas como banda sonora, ou até deste dia, em que choveu na praia dos Três Castelos e que, apesar disso, não deixou de ser perfeito….

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Meio gás

De regresso à vida real (hoje), é natural que esteja ainda a meio gás…
Estava longe de um computador ligado à Internet no dia 9 de Agosto mas lembrei-me, e não posso deixar de assinalar, que o meu blog já leva um ano inteiro de existência!
Parabéns para mim, portanto.
Volto para contar acerca das maravilhosas e retemperadoras férias assim que acabar de bocejar… ai que preguiça…

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vacaciones :-)


Chamem-me fútil, que eu aguento.
Descobri um protector solar que promete ‘queimar’ a celulite, ao mesmo tempo que me protege dos escaldões.
Isto é lindo!
Já comprei.
Está a um passinho de saltar para dentro da minha mala de férias.
Lá dentro, vai fazer companhia aos 382 cremes e produtos de beleza que me acompanham para onde quer que vá [já escrevi aqui uma vez que isto é um sinal claríssimo de que estou a ficar velha…], aos biquinis, que também comprei este ano, aos vestidos, aos calções, às sandálias, às havaianas, aos tops, às saias e às calças de ganga.
Já fui arranjar as mãos e os pés também.
Falta-me comprar leitura para as férias. Um levezinho, tipo Margarida Rebelo Pinto [e não o digo em tom depreciativo, atenção!] e um outro mais denso, tipo Lobo Antunes, para ver quantos dias duram.
Tenho de aproveitar as férias para me dedicar aos livros, sinto-lhes a falta. Ler de empreitada é uma coisa típica de férias. A praia é óptima para se ficar a ver quem passa, sem pensar em absolutamente nada, mas isso só é pouco.
Outra coisa que faz parte da minha lista de compras são umas cadeiras de praia, daquelas baixinhas em lona. Muito mais confortável que ler deitada, não há posição que se aguente.
Posto isto, acho que só fica mesmo a faltar-me o novo CD dos Orishas, que vai ser a banda sonora da viagem de carro até ao Algarve.
Vou mesmo de férias. Volto muito bronzeada e muito relaxada, se Deus quiser.
Esta ‘cheira’ a Verão… boa para dar ao pezinho na praia… A minha parte favorita está a bold… :-)

«There's a place I've never been
A place I long to be
Will I reach? I just don't know
Still I hope one day I'll go, hey

My wish just never seems to come, yeah
I know for certain you're the one, yeah
So close I get, still no cigar
Carrying my wounded heart, yeah

I can't stop the river from running, I can't, I can't
I can't stop the rain from falling down on me, oh no no
I know I'm not what you want
I'm hoping in time you'll see how
My soul pleads for you

Not every time you meet someone and
You both just click in a minute
Baby it's the eye contact, smile like that
Click click and you're rolling
Can't stop calling you, I don't know what to do
Baby you're making me break down all of my rules, yeah


I can't stop the river from running, (I can't stop the river from running)
I can't stop the rain from falling down on me, oh no no
I know I'm not what you want
I'm hoping in time you'll see how
My soul pleads for you, (yeah, yeah, yeah)

Now I can believe you've put a spell on me
Oh it's the way it seems, I can't keep you out my dreams
Oh I get chills baby, when I can't talk to you
I'm in pain and I hope you feel the way I do

I can't stop the river from running, (I can't stop the river from running)
I can't stop the rain from falling down on me, oh no no
I know I'm not what you want
I'm hoping in time you'll see how
My soul pleads for you, (yeah, yeah, yeah)

I know for certain you're the one baby
So close, and no cigar
I carry this, my wounded heart
So close but yet so far»

“My soul pleads for you”, Simon Webbe

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Já não sou quem era

Duas coisas:
1) A deixa “vai ter comigo ao camarim, tenho um jacuzzi só para mim” é a minha preferida de todas as músicas deste Verão. Como se costuma dizer, dá-me graça, o que hei-de eu fazer. É parvo? Sim, é parvo, mas não consigo evitar sorrir sempre que a ouço, dita pelo Boss AC, na música em que faz parelha com o Akon.
É que além de ser uma belíssima deixa de engate, passível de ser utilizada por qualquer artista (ou não…), é dita num tom imperativo, não como um convite, mas como uma ordem. Isto dá-me graça.
Depois, pode ser facilmente adaptada. Tipo “vai ter comigo a minha casa, tenho um jacuzzi que é uma brasa”. Parvo?... Então e “vai ter comigo ao meu lar, tenho um jacuzzi de encantar”… Muito parvo?... “vai ter comigo ao meu apartamento, tenho um jacuzzi que é um tormento”… Também não?...
2) Permito-me dizer todas estas idiotices porque estou mesmo esgotada e a precisar de descanso. É compreensível, quando faltam poucos dias para as férias.
Por outro lado, tenho andado melancólica e ansiosa, ao ponto de ontem me ter ocorrido [isto para que se perceba o quanto eu merecia ser internada num hospício] que às vezes me revejo toda nas palavras do genial Variações…

«Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou»

terça-feira, 24 de julho de 2007

Pré-férias

Quando o muito trabalho que antecede as férias o permite, esta tem sido a eleita dos meus dias (e das minhas noites) para dar ao pézinho.
"Last Night", Diddy feat. Keyshia Cole. É muito boa onda. :-)

[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.

I know you can hear me
I know you can feel me
I can't live without you
God please make me better
I wish I wasn't the way I am

[Keyshia:]
If I told you once, I told you twice,
You can see it in my eyes.
I'm all cried out,
With nothing to say.
You're everything I wanted to be.
If you could only see,
Your heart belongs to me.
I love you so much, I'm yearning for your touch.
Come and set me free,
Forever yours I'll be,
Baby won't you come and take this pain awayyyyy.

[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.

[Keyshia:]
I need you,
And you need me.
This is so plain to see,
And I will never let you go and,
I will always love you so.
I will...
If you could only see,
Your heart belongs to me.
I love you so much, I'm yearning for your touch.
Come and set me free,
Forever yours I'll be,
Baby won't you come and take this pain awayyyyy.

[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.

[Diddy:]
Tell me the words to say,
To make you come back,
And work me like that.
And if it matters I'll rather stay home,
With you I'm never alone.
Don't want to wait till you're gone,
Let me be, just don't leave me.

[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.

[Keyshia:]
I need you,
And you need me.
This is so plain to see,
And I will never let you go and,
I will always love you so.
I will...
If you could only see,
Your heart belongs to me.
I love you so much, I'm yearning for your touch.
Come and set me free,
Forever yours I'll be,
Baby won't you come and take my pain awayyyyy.

[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.

[Keyshia:]
I'm so alone I'm soooo lonelyyyyy,

Why don't you pick the phone,
And dial up my number,
And call me a baby,
I'm waiting on you.

Why don't you pick the phone,
And dial up my number,
Just call me a baby,
I'm waiting on you.

[Phone dialing and ringing]
[Diddy:]
Hello
Hey waz-up
I've been tryin' to reach you all night
That shit ain't funny not picking up the mutha fucking phone
Better stop fucking playing with a nigga's feelings like that
You know how much I love you though right?
But for them couple of seconds though,
When I couldn't get in touch with you.
I'm ready to come over your house and shoot that mutha fucker up
You better fucking not be there when I get over that house
[laughing]
That's really how it goes down right?

terça-feira, 17 de julho de 2007

31, mas ninguém diria...


Hoje impõem-se os parabéns. À minha amiga i., que faz anos, e ao seu mais-que-tudo. o p., pelo espectacular almoço que confeccionou para um grupo de quatro loucas (mais a i.) e exigentes gourmets.
Uma salva de palmas. Para os dois.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

A melhor


Numa segunda-feira cinzenta e chuvosa, nada melhor que recordar um sábado fabuloso, sem ponta de vento, na melhor praia do Mundo [por ser aqui tão perto, porque se chega lá num instantinho, porque é bonita, mesmo, porque a areia está limpinha e a água é azul como em nenhuma outra]. Cresmina. Guincho. Que bem que se esteve…

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Cansada, mas com estilo...

Estou, basicamente e dito de forma simples, ATOLADA em trabalho.
End of story.
Mas tenho um bronze de fazer inveja.
É que tenho tido muito “serviço externo”. ;)
Muito trabalho. Mesmo.
À noite, em casa, tenho procurado abstrair-me, coisa que só consigo fazer passadas para aí duas horas depois de meter a chave à porta, porque esse é o tempo que demoram a baixar os meus níveis de adrenalina.
Quando isso acontece, refastelo-me a ver a novela.
E o que de melhor podia acontecer na minha telenovela favorita do que, finalmente, e depois de para aí cinco ou seis anos (anos ficcionais, claro) de se terem conhecido [e apaixonado], e depois de eu ter andado para aí um milhão de episódios a torcer para que se ‘enrolassem’, a ‘Isabel’ e o ‘Renato’ terem consumado o amor que os une.
Eu, pessoalmente, bati palmas.
O meu marido, um dia destes, interna-me.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Não é que eu pretenda…

… ser uma maria vai com as outras, mas, de facto, há qualquer coisa no novo Estatuto do Jornalista que cheira a esturro.
A mim, pelo menos, ainda não conseguiram convencer-me das virtudes do documento.
Mais em movimentoinformacaoliberdade.blogspot.com.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

The wind is calling


Cascais acolhe, por estes dias, o Campeonato do Mundo de Vela Olímpica.
O evento contribuiu para trazer muita gente e, sobretudo, muita animação à minha terra.
Já tinha dado conta do movimento fora do comum, tanto em terra como no mar. No fim-de-semana passado a baía estava repleta de velas brancas, um cenário muito, muito bonito.
Mas o que me impressionou mesmo, e me encheu de orgulho, foi o que me aconteceu ontem ao final do dia.
Depois do trabalho, passei pelo Jumbo, para me abastecer de jantar. Fiquei estarrecida com a quantidade de gente de todas as nacionalidades e etnias que se passeava pelos corredores do supermercado.
Reconhecem-se, facilmente, pelo tom de pele dourado que exibem [inveja!], pela compleição física [mais um bocadinho de inveja…] e, mais óbvio ainda, pelas t-shirts alusivas ao campeonato.
Muito giro, o ambiente em torno de uma prova desta dimensão, que me fez sentir muito orgulho de ser cascalense [não de nascimento, porque sou oeirense, com muito gosto, mas de adopção] e que me fez apaixonar um bocadinho mais pela terra lindíssima onde tenho a sorte de viver!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Lindos!


Agora vou para casa dar guinchos em frente à televisão, OK?
[não formam o casal mais fixe de sempre? formam, não formam?]
O que é, alguma coisa contra telenovelas!?! LOL

Ele há amizades do caraças!

Este é dedicado à minha amiga i., pela música de ontem, que era mesmo a que me apetecia ouvir naquele momento.
Obrigada, amiga, pelas “Tatuagens” de Mafalda Veiga em dueto com o Jorge Palma [génio!], e sobretudo obrigada por seres quem és, por me aturares, por estares sempre por perto, por teres estado sempre, por seres a guardadora dos meus segredos e por me confiares os teus. Encontramo-nos ao pequeno-almoço. ;)

«Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar

Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão

Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti

Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar

Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim

Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão»

terça-feira, 3 de julho de 2007

Eu, a Dra. Phil...

Acerca da complexidade dos relacionamentos. Falava-se.
Nem sempre é fácil, esta coisa de compartilhar a vida com outra pessoa. ‘A vida’, entendida na sua globalidade, e partilhá-la com alguém, com tudo o que isso acarreta.
Nada a este nível é passível de simplificação.
Poucos são os que ficam sozinhos. Mesmo os que já passaram pela experiência – e tiveram uma má experiência – voltam, em geral, a procurar os pés de outra pessoa no fundo da cama.
É assim que funciona. Porque nos faz falta a companhia, porque precisamos de ser amados, porque precisamos de amar, porque queremos tratar de alguém ou queremos alguém que trate de nós… podia continuar, por aqui fora, enunciando os motivos que nos levam a tomar a decisão.
Tomamo-la. E depois? Bem, depois…
Depois vem tudo o resto.
Eu posso falar de cátedra, pelo pouco tempo que passei ‘sozinha’. Deve ser uma espécie de síndroma do filho único. Detestei, como bem se sabe, ser filha única. Mas fui. Sou. Tendencialmente egoísta (?).
Dizia que passei pouco tempo ‘sozinha’, no sentido em que dei pouco tempo de intervalo entre uma relação e outra.
Terminada uma, pensava ‘agora, vou viver a minha solteirice à grande e à francesa’.
Qual quê!
Quando dava por ela já tinha um amigo especial a rondar-me a porta. E assim começavam mais quatro anos de namoro.
Se calhar tinha-me feito falta ter menos namoro. Ser mais biscateira. Mas nunca me deu para isso. As relações corriam-me bem. Correram-me sempre bem. Talvez por ser fácil conviver comigo. Não posso armar-me em falsa modesta. Tenho tendência para o longo prazo, já o escrevi aqui. As pessoas que entram na minha vida permanecem. E, bolas, devo ter algum mérito nisso, ou não?...
A questão, que talvez algumas pessoas ainda não tenham entendido, é que os relacionamentos que envolvem afecto entre pessoas requerem entrega, na mesma medida em que requerem disponibilidade para receber.
A minha [regra geral] boa disposição ajuda, mas também tenho os meus maus dias.
Tentei, há uns tempos, dar uns conselhos a um amigo prestes a casar. Certamente ignorou-os. Eu desculpo-o. ;)
Regra número 1: espaço. Na minha perspectiva, o sucesso da vida em comum depende, em grande medida, do respeito pelo espaço de cada um. Espaço físico e não só.
Espaço, em todas as esferas da vida de um casal.
Espaço para o que é nosso. Espaço para os nossos pensamentos. Espaço para a nossa família. Espaço para os nossos amigos. Espaço partilhado pelos dois. Espaço para o nosso trabalho. Espaço para os nossos hobbies. Espaço para as nossas fantasias. Espaço na cama. Disso não abdico, OK? Preciso de dormir bem para viver bem e a minha metade da cama é só minha, pelo menos enquanto eu lá estiver! :)
As tarefas domésticas fazem parte do meu espaço. Chamem-me antiquada, que eu aguento. Costumava dizer que não queria ter um marido que agisse como o meu querido Pai em relação à lida doméstica.
Agir como o meu Pai significa NÃO AGIR.
Mas o que é certo é que impus quase automaticamente as tarefas domésticas como sendo o meu espaço. Porque me dá prazer. Lamento, mas é assim mesmo.
O meu marido não faz o jantar e não arruma a cozinha. O meu marido não põe a roupa a lavar, não a estende e não a passa a ferro. O meu marido não aspira e não limpa a casa de banho. Porque eu não quero, OK? [feministas, mandem abater-me!]
O meu marido faz a cama, quando tem tempo, algo que eu agradeço, e faz café, depois do jantar, todas as noites. Mas se de repente ele começasse a substituir-me em todas as tarefas domésticas sei, tenho a certeza, que começaria a sentir-me inútil, dispensável.
Afinal, para ser a mulher da casa estou lá eu, ou não?
Esta é só uma pequenina parte da história.
Ligar a aparelhagem no máximo e dançar até me doerem as pernas também faz parte do meu espaço. Vibrar com os romances das telenovelas da SIC, gritar e bater palmas quando o ‘Renato’ e a ‘Isabel’ [personagens de ‘Páginas da Vida’, OK?], se beijam, faz parte do meu espaço.
Comprar mil e uma merdas absolutamente desnecessárias para decorar a casa, encher a varanda de vasos com sardinheiras, trancar-me na casa de banho durante duas horas enquanto faço a depilação e me besunto de máscaras e cremes, sair com a minha Mãe e com as minhas amigas e voltar a casa carregada de sacos de compras, fazer serão no trabalho porque gosto mesmo daquilo que faço, ter a roupa metodicamente organizada no guarda-vestidos e nas gavetas, falar sozinha, rezar à noite, antes de dormir, programar o despertador para tocar 15 minutos antes da hora a que realmente preciso de me levantar, chorar quando me apetece, tudo, tudo, tudo isto faz parte do MEU espaço.
Se é fácil, aturar-me?
Suponho que sim. Porque o meu sorriso também preenche muito espaço. E sou especialista em obter sorrisos de volta.

Smile, you're being videotaped... (parte II)

Dediquei, há uns dias, um post ao ‘sorriso’, que é um tema que me interessa muito. Nem de propósito, a grande reportagem da SIC de domingo passado, intitulada “Sorriso de Moebius”, abordava o tema na perspectiva de uma doença rara denominada síndroma de Moebius.
Trata-se de uma enfermidade que afecta os músculos faciais e que, na prática, faz com que os que dela padecem sejam incapazes de esboçar um sorriso.
Impressionou-me de tal forma que fiquei colada à televisão do início ao fim da reportagem, com os olhos marejados de lágrimas.
Não foram lágrimas de pena, não, nada disso.
O que se apoderou de mim foi um sentimento de gratidão tão grande, mas tão grande, mas tão grande… Gratidão pela capacidade de sorrir que, felizmente, temos e que, tal como pretendi expressar no post de há dias atrás, por vezes nos esquecemos de utilizar.
Um dos entrevistados, um jovem espanhol afectado pelo referido síndroma, falava sobre a incapacidade de sorrir de uma forma que fez com que se me arrepiassem os pelinhos dos braços.
Dizia, ele, que num Mundo em que a grande maioria dos sorrisos que vemos são falsos, o mais importante não é sorrir por fora, é sorrir por dentro.
Sábias, as palavras de quem não pode sorrir.
Não porque não tenha motivos para o fazer.
Simplesmente porque não pode. Não é capaz.
Nós, que somos, estamos à espera de quê para sorrir mais?...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Muda o teu Mundo

Parece que está disponível no mercado uma colecção de karaoke de bandas nacionais para a PlayStation 2.
Ora isto era exactamente o que eu precisava para exercitar os meus [já de si magníficos] dotes vocais, bem conhecidos de todos os que me rodeiam e, sobretudo, do meu marido.
O meu marido, que sabe reconhecer um talento em potência quando está na presença de um, diz que eu canto bem.
Diz, quando lhe pergunto, insistentemente. Diz, quando coagido. Diz, quando chantageado. Diz, quando ameaçado de violentos ataques à sua integridade física e mesmo psicológica. Mas diz. Essa é que é essa.
Parece-me que eu seria uma pessoa um nadinha mais feliz se possuísse uma colecção destas.
Já me estou a ver em pé, no meio da sala, de microfone na mão, a receber as ovações entusiasmadas do público.
[sendo que o público será o meu marido, para que este cenário passe, algum dia, de imaginário a real, terei de o embriagar muito bem embriagado]
Enquanto não possuo esta pequena maravilha, canto, mesmo sem o suporte do karaoke, e que bem que eu canto, esta musiquinha dos Da Weasel, que é muito gira, mas muito gira mesmo.
Chama-se “Mundos mudos”. A letra é muito boa. Note-se a referência ao pretérito mais-que-perfeito, uma associação que aqui a menina também fez, aqui mesmo, no blog. Está ali ao lado, vêem, nos arquivos…

«Ligo directo para a caixa de correio
só para ouvir a tua voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora
em que o lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
pode ser que o passado fique por onde deve estar
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito
Este é um presente que eu aceito
para atingir a tranquilidade
que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
não é mais que muita...
Mas por muita força que faça
ela passa por saber que te vivi
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,

Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu.

Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem
mas acabo por nunca arranjar a coragem
Necessária
Gostava apenas de partilhar contigo o quotidiano
habitual
Nada que se compare com as correrias
doutras alturas e doutros abismos
E já que falo por eufemismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti
A casa tá diferente, parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a TV pela frente
Comprei uma máquina de café
XPTO, bem bonita, azul bebé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou
menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer
que
a verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita
Mas por muita força que faça ela passa por saber que
te vivi...
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,

Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu»
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