Quando o muito trabalho que antecede as férias o permite, esta tem sido a eleita dos meus dias (e das minhas noites) para dar ao pézinho.
"Last Night", Diddy feat. Keyshia Cole. É muito boa onda. :-)
[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.
I know you can hear me
I know you can feel me
I can't live without you
God please make me better
I wish I wasn't the way I am
[Keyshia:]
If I told you once, I told you twice,
You can see it in my eyes.
I'm all cried out,
With nothing to say.
You're everything I wanted to be.
If you could only see,
Your heart belongs to me.
I love you so much, I'm yearning for your touch.
Come and set me free,
Forever yours I'll be,
Baby won't you come and take this pain awayyyyy.
[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.
[Keyshia:]
I need you,
And you need me.
This is so plain to see,
And I will never let you go and,
I will always love you so.
I will...
If you could only see,
Your heart belongs to me.
I love you so much, I'm yearning for your touch.
Come and set me free,
Forever yours I'll be,
Baby won't you come and take this pain awayyyyy.
[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.
[Diddy:]
Tell me the words to say,
To make you come back,
And work me like that.
And if it matters I'll rather stay home,
With you I'm never alone.
Don't want to wait till you're gone,
Let me be, just don't leave me.
[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.
[Keyshia:]
I need you,
And you need me.
This is so plain to see,
And I will never let you go and,
I will always love you so.
I will...
If you could only see,
Your heart belongs to me.
I love you so much, I'm yearning for your touch.
Come and set me free,
Forever yours I'll be,
Baby won't you come and take my pain awayyyyy.
[Diddy:]
Last night,
I couldn't even get an answer.
Tried to call,
But my pride wouldn't let me dial.
And I'm sitting here,
With this blank expression.
And the way I feel,
I wanna curl up like a child.
[Keyshia:]
I'm so alone I'm soooo lonelyyyyy,
Why don't you pick the phone,
And dial up my number,
And call me a baby,
I'm waiting on you.
Why don't you pick the phone,
And dial up my number,
Just call me a baby,
I'm waiting on you.
[Phone dialing and ringing]
[Diddy:]
Hello
Hey waz-up
I've been tryin' to reach you all night
That shit ain't funny not picking up the mutha fucking phone
Better stop fucking playing with a nigga's feelings like that
You know how much I love you though right?
But for them couple of seconds though,
When I couldn't get in touch with you.
I'm ready to come over your house and shoot that mutha fucker up
You better fucking not be there when I get over that house
[laughing]
That's really how it goes down right?
terça-feira, 24 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
31, mas ninguém diria...

Hoje impõem-se os parabéns. À minha amiga i., que faz anos, e ao seu mais-que-tudo. o p., pelo espectacular almoço que confeccionou para um grupo de quatro loucas (mais a i.) e exigentes gourmets.
Uma salva de palmas. Para os dois.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
A melhor

Numa segunda-feira cinzenta e chuvosa, nada melhor que recordar um sábado fabuloso, sem ponta de vento, na melhor praia do Mundo [por ser aqui tão perto, porque se chega lá num instantinho, porque é bonita, mesmo, porque a areia está limpinha e a água é azul como em nenhuma outra]. Cresmina. Guincho. Que bem que se esteve…
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Cansada, mas com estilo...
Estou, basicamente e dito de forma simples, ATOLADA em trabalho.
End of story.
Mas tenho um bronze de fazer inveja.
É que tenho tido muito “serviço externo”. ;)
Muito trabalho. Mesmo.
À noite, em casa, tenho procurado abstrair-me, coisa que só consigo fazer passadas para aí duas horas depois de meter a chave à porta, porque esse é o tempo que demoram a baixar os meus níveis de adrenalina.
Quando isso acontece, refastelo-me a ver a novela.
E o que de melhor podia acontecer na minha telenovela favorita do que, finalmente, e depois de para aí cinco ou seis anos (anos ficcionais, claro) de se terem conhecido [e apaixonado], e depois de eu ter andado para aí um milhão de episódios a torcer para que se ‘enrolassem’, a ‘Isabel’ e o ‘Renato’ terem consumado o amor que os une.
Eu, pessoalmente, bati palmas.
O meu marido, um dia destes, interna-me.
End of story.
Mas tenho um bronze de fazer inveja.
É que tenho tido muito “serviço externo”. ;)
Muito trabalho. Mesmo.
À noite, em casa, tenho procurado abstrair-me, coisa que só consigo fazer passadas para aí duas horas depois de meter a chave à porta, porque esse é o tempo que demoram a baixar os meus níveis de adrenalina.
Quando isso acontece, refastelo-me a ver a novela.
E o que de melhor podia acontecer na minha telenovela favorita do que, finalmente, e depois de para aí cinco ou seis anos (anos ficcionais, claro) de se terem conhecido [e apaixonado], e depois de eu ter andado para aí um milhão de episódios a torcer para que se ‘enrolassem’, a ‘Isabel’ e o ‘Renato’ terem consumado o amor que os une.
Eu, pessoalmente, bati palmas.
O meu marido, um dia destes, interna-me.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Não é que eu pretenda…
… ser uma maria vai com as outras, mas, de facto, há qualquer coisa no novo Estatuto do Jornalista que cheira a esturro.
A mim, pelo menos, ainda não conseguiram convencer-me das virtudes do documento.
Mais em movimentoinformacaoliberdade.blogspot.com.
A mim, pelo menos, ainda não conseguiram convencer-me das virtudes do documento.
Mais em movimentoinformacaoliberdade.blogspot.com.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
The wind is calling

Cascais acolhe, por estes dias, o Campeonato do Mundo de Vela Olímpica.
O evento contribuiu para trazer muita gente e, sobretudo, muita animação à minha terra.
Já tinha dado conta do movimento fora do comum, tanto em terra como no mar. No fim-de-semana passado a baía estava repleta de velas brancas, um cenário muito, muito bonito.
Mas o que me impressionou mesmo, e me encheu de orgulho, foi o que me aconteceu ontem ao final do dia.
Depois do trabalho, passei pelo Jumbo, para me abastecer de jantar. Fiquei estarrecida com a quantidade de gente de todas as nacionalidades e etnias que se passeava pelos corredores do supermercado.
Reconhecem-se, facilmente, pelo tom de pele dourado que exibem [inveja!], pela compleição física [mais um bocadinho de inveja…] e, mais óbvio ainda, pelas t-shirts alusivas ao campeonato.
Muito giro, o ambiente em torno de uma prova desta dimensão, que me fez sentir muito orgulho de ser cascalense [não de nascimento, porque sou oeirense, com muito gosto, mas de adopção] e que me fez apaixonar um bocadinho mais pela terra lindíssima onde tenho a sorte de viver!
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Lindos!

Agora vou para casa dar guinchos em frente à televisão, OK?
[não formam o casal mais fixe de sempre? formam, não formam?]
O que é, alguma coisa contra telenovelas!?! LOL
Ele há amizades do caraças!
Este é dedicado à minha amiga i., pela música de ontem, que era mesmo a que me apetecia ouvir naquele momento.
Obrigada, amiga, pelas “Tatuagens” de Mafalda Veiga em dueto com o Jorge Palma [génio!], e sobretudo obrigada por seres quem és, por me aturares, por estares sempre por perto, por teres estado sempre, por seres a guardadora dos meus segredos e por me confiares os teus. Encontramo-nos ao pequeno-almoço. ;)
«Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar
Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão»
Obrigada, amiga, pelas “Tatuagens” de Mafalda Veiga em dueto com o Jorge Palma [génio!], e sobretudo obrigada por seres quem és, por me aturares, por estares sempre por perto, por teres estado sempre, por seres a guardadora dos meus segredos e por me confiares os teus. Encontramo-nos ao pequeno-almoço. ;)
«Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar
Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão»
terça-feira, 3 de julho de 2007
Eu, a Dra. Phil...
Acerca da complexidade dos relacionamentos. Falava-se.
Nem sempre é fácil, esta coisa de compartilhar a vida com outra pessoa. ‘A vida’, entendida na sua globalidade, e partilhá-la com alguém, com tudo o que isso acarreta.
Nada a este nível é passível de simplificação.
Poucos são os que ficam sozinhos. Mesmo os que já passaram pela experiência – e tiveram uma má experiência – voltam, em geral, a procurar os pés de outra pessoa no fundo da cama.
É assim que funciona. Porque nos faz falta a companhia, porque precisamos de ser amados, porque precisamos de amar, porque queremos tratar de alguém ou queremos alguém que trate de nós… podia continuar, por aqui fora, enunciando os motivos que nos levam a tomar a decisão.
Tomamo-la. E depois? Bem, depois…
Depois vem tudo o resto.
Eu posso falar de cátedra, pelo pouco tempo que passei ‘sozinha’. Deve ser uma espécie de síndroma do filho único. Detestei, como bem se sabe, ser filha única. Mas fui. Sou. Tendencialmente egoísta (?).
Dizia que passei pouco tempo ‘sozinha’, no sentido em que dei pouco tempo de intervalo entre uma relação e outra.
Terminada uma, pensava ‘agora, vou viver a minha solteirice à grande e à francesa’.
Qual quê!
Quando dava por ela já tinha um amigo especial a rondar-me a porta. E assim começavam mais quatro anos de namoro.
Se calhar tinha-me feito falta ter menos namoro. Ser mais biscateira. Mas nunca me deu para isso. As relações corriam-me bem. Correram-me sempre bem. Talvez por ser fácil conviver comigo. Não posso armar-me em falsa modesta. Tenho tendência para o longo prazo, já o escrevi aqui. As pessoas que entram na minha vida permanecem. E, bolas, devo ter algum mérito nisso, ou não?...
A questão, que talvez algumas pessoas ainda não tenham entendido, é que os relacionamentos que envolvem afecto entre pessoas requerem entrega, na mesma medida em que requerem disponibilidade para receber.
A minha [regra geral] boa disposição ajuda, mas também tenho os meus maus dias.
Tentei, há uns tempos, dar uns conselhos a um amigo prestes a casar. Certamente ignorou-os. Eu desculpo-o. ;)
Regra número 1: espaço. Na minha perspectiva, o sucesso da vida em comum depende, em grande medida, do respeito pelo espaço de cada um. Espaço físico e não só.
Espaço, em todas as esferas da vida de um casal.
Espaço para o que é nosso. Espaço para os nossos pensamentos. Espaço para a nossa família. Espaço para os nossos amigos. Espaço partilhado pelos dois. Espaço para o nosso trabalho. Espaço para os nossos hobbies. Espaço para as nossas fantasias. Espaço na cama. Disso não abdico, OK? Preciso de dormir bem para viver bem e a minha metade da cama é só minha, pelo menos enquanto eu lá estiver! :)
As tarefas domésticas fazem parte do meu espaço. Chamem-me antiquada, que eu aguento. Costumava dizer que não queria ter um marido que agisse como o meu querido Pai em relação à lida doméstica.
Agir como o meu Pai significa NÃO AGIR.
Mas o que é certo é que impus quase automaticamente as tarefas domésticas como sendo o meu espaço. Porque me dá prazer. Lamento, mas é assim mesmo.
O meu marido não faz o jantar e não arruma a cozinha. O meu marido não põe a roupa a lavar, não a estende e não a passa a ferro. O meu marido não aspira e não limpa a casa de banho. Porque eu não quero, OK? [feministas, mandem abater-me!]
O meu marido faz a cama, quando tem tempo, algo que eu agradeço, e faz café, depois do jantar, todas as noites. Mas se de repente ele começasse a substituir-me em todas as tarefas domésticas sei, tenho a certeza, que começaria a sentir-me inútil, dispensável.
Afinal, para ser a mulher da casa estou lá eu, ou não?
Esta é só uma pequenina parte da história.
Ligar a aparelhagem no máximo e dançar até me doerem as pernas também faz parte do meu espaço. Vibrar com os romances das telenovelas da SIC, gritar e bater palmas quando o ‘Renato’ e a ‘Isabel’ [personagens de ‘Páginas da Vida’, OK?], se beijam, faz parte do meu espaço.
Comprar mil e uma merdas absolutamente desnecessárias para decorar a casa, encher a varanda de vasos com sardinheiras, trancar-me na casa de banho durante duas horas enquanto faço a depilação e me besunto de máscaras e cremes, sair com a minha Mãe e com as minhas amigas e voltar a casa carregada de sacos de compras, fazer serão no trabalho porque gosto mesmo daquilo que faço, ter a roupa metodicamente organizada no guarda-vestidos e nas gavetas, falar sozinha, rezar à noite, antes de dormir, programar o despertador para tocar 15 minutos antes da hora a que realmente preciso de me levantar, chorar quando me apetece, tudo, tudo, tudo isto faz parte do MEU espaço.
Se é fácil, aturar-me?
Suponho que sim. Porque o meu sorriso também preenche muito espaço. E sou especialista em obter sorrisos de volta.
Nem sempre é fácil, esta coisa de compartilhar a vida com outra pessoa. ‘A vida’, entendida na sua globalidade, e partilhá-la com alguém, com tudo o que isso acarreta.
Nada a este nível é passível de simplificação.
Poucos são os que ficam sozinhos. Mesmo os que já passaram pela experiência – e tiveram uma má experiência – voltam, em geral, a procurar os pés de outra pessoa no fundo da cama.
É assim que funciona. Porque nos faz falta a companhia, porque precisamos de ser amados, porque precisamos de amar, porque queremos tratar de alguém ou queremos alguém que trate de nós… podia continuar, por aqui fora, enunciando os motivos que nos levam a tomar a decisão.
Tomamo-la. E depois? Bem, depois…
Depois vem tudo o resto.
Eu posso falar de cátedra, pelo pouco tempo que passei ‘sozinha’. Deve ser uma espécie de síndroma do filho único. Detestei, como bem se sabe, ser filha única. Mas fui. Sou. Tendencialmente egoísta (?).
Dizia que passei pouco tempo ‘sozinha’, no sentido em que dei pouco tempo de intervalo entre uma relação e outra.
Terminada uma, pensava ‘agora, vou viver a minha solteirice à grande e à francesa’.
Qual quê!
Quando dava por ela já tinha um amigo especial a rondar-me a porta. E assim começavam mais quatro anos de namoro.
Se calhar tinha-me feito falta ter menos namoro. Ser mais biscateira. Mas nunca me deu para isso. As relações corriam-me bem. Correram-me sempre bem. Talvez por ser fácil conviver comigo. Não posso armar-me em falsa modesta. Tenho tendência para o longo prazo, já o escrevi aqui. As pessoas que entram na minha vida permanecem. E, bolas, devo ter algum mérito nisso, ou não?...
A questão, que talvez algumas pessoas ainda não tenham entendido, é que os relacionamentos que envolvem afecto entre pessoas requerem entrega, na mesma medida em que requerem disponibilidade para receber.
A minha [regra geral] boa disposição ajuda, mas também tenho os meus maus dias.
Tentei, há uns tempos, dar uns conselhos a um amigo prestes a casar. Certamente ignorou-os. Eu desculpo-o. ;)
Regra número 1: espaço. Na minha perspectiva, o sucesso da vida em comum depende, em grande medida, do respeito pelo espaço de cada um. Espaço físico e não só.
Espaço, em todas as esferas da vida de um casal.
Espaço para o que é nosso. Espaço para os nossos pensamentos. Espaço para a nossa família. Espaço para os nossos amigos. Espaço partilhado pelos dois. Espaço para o nosso trabalho. Espaço para os nossos hobbies. Espaço para as nossas fantasias. Espaço na cama. Disso não abdico, OK? Preciso de dormir bem para viver bem e a minha metade da cama é só minha, pelo menos enquanto eu lá estiver! :)
As tarefas domésticas fazem parte do meu espaço. Chamem-me antiquada, que eu aguento. Costumava dizer que não queria ter um marido que agisse como o meu querido Pai em relação à lida doméstica.
Agir como o meu Pai significa NÃO AGIR.
Mas o que é certo é que impus quase automaticamente as tarefas domésticas como sendo o meu espaço. Porque me dá prazer. Lamento, mas é assim mesmo.
O meu marido não faz o jantar e não arruma a cozinha. O meu marido não põe a roupa a lavar, não a estende e não a passa a ferro. O meu marido não aspira e não limpa a casa de banho. Porque eu não quero, OK? [feministas, mandem abater-me!]
O meu marido faz a cama, quando tem tempo, algo que eu agradeço, e faz café, depois do jantar, todas as noites. Mas se de repente ele começasse a substituir-me em todas as tarefas domésticas sei, tenho a certeza, que começaria a sentir-me inútil, dispensável.
Afinal, para ser a mulher da casa estou lá eu, ou não?
Esta é só uma pequenina parte da história.
Ligar a aparelhagem no máximo e dançar até me doerem as pernas também faz parte do meu espaço. Vibrar com os romances das telenovelas da SIC, gritar e bater palmas quando o ‘Renato’ e a ‘Isabel’ [personagens de ‘Páginas da Vida’, OK?], se beijam, faz parte do meu espaço.
Comprar mil e uma merdas absolutamente desnecessárias para decorar a casa, encher a varanda de vasos com sardinheiras, trancar-me na casa de banho durante duas horas enquanto faço a depilação e me besunto de máscaras e cremes, sair com a minha Mãe e com as minhas amigas e voltar a casa carregada de sacos de compras, fazer serão no trabalho porque gosto mesmo daquilo que faço, ter a roupa metodicamente organizada no guarda-vestidos e nas gavetas, falar sozinha, rezar à noite, antes de dormir, programar o despertador para tocar 15 minutos antes da hora a que realmente preciso de me levantar, chorar quando me apetece, tudo, tudo, tudo isto faz parte do MEU espaço.
Se é fácil, aturar-me?
Suponho que sim. Porque o meu sorriso também preenche muito espaço. E sou especialista em obter sorrisos de volta.
Smile, you're being videotaped... (parte II)
Dediquei, há uns dias, um post ao ‘sorriso’, que é um tema que me interessa muito. Nem de propósito, a grande reportagem da SIC de domingo passado, intitulada “Sorriso de Moebius”, abordava o tema na perspectiva de uma doença rara denominada síndroma de Moebius.
Trata-se de uma enfermidade que afecta os músculos faciais e que, na prática, faz com que os que dela padecem sejam incapazes de esboçar um sorriso.
Impressionou-me de tal forma que fiquei colada à televisão do início ao fim da reportagem, com os olhos marejados de lágrimas.
Não foram lágrimas de pena, não, nada disso.
O que se apoderou de mim foi um sentimento de gratidão tão grande, mas tão grande, mas tão grande… Gratidão pela capacidade de sorrir que, felizmente, temos e que, tal como pretendi expressar no post de há dias atrás, por vezes nos esquecemos de utilizar.
Um dos entrevistados, um jovem espanhol afectado pelo referido síndroma, falava sobre a incapacidade de sorrir de uma forma que fez com que se me arrepiassem os pelinhos dos braços.
Dizia, ele, que num Mundo em que a grande maioria dos sorrisos que vemos são falsos, o mais importante não é sorrir por fora, é sorrir por dentro.
Sábias, as palavras de quem não pode sorrir.
Não porque não tenha motivos para o fazer.
Simplesmente porque não pode. Não é capaz.
Nós, que somos, estamos à espera de quê para sorrir mais?...
Trata-se de uma enfermidade que afecta os músculos faciais e que, na prática, faz com que os que dela padecem sejam incapazes de esboçar um sorriso.
Impressionou-me de tal forma que fiquei colada à televisão do início ao fim da reportagem, com os olhos marejados de lágrimas.
Não foram lágrimas de pena, não, nada disso.
O que se apoderou de mim foi um sentimento de gratidão tão grande, mas tão grande, mas tão grande… Gratidão pela capacidade de sorrir que, felizmente, temos e que, tal como pretendi expressar no post de há dias atrás, por vezes nos esquecemos de utilizar.
Um dos entrevistados, um jovem espanhol afectado pelo referido síndroma, falava sobre a incapacidade de sorrir de uma forma que fez com que se me arrepiassem os pelinhos dos braços.
Dizia, ele, que num Mundo em que a grande maioria dos sorrisos que vemos são falsos, o mais importante não é sorrir por fora, é sorrir por dentro.
Sábias, as palavras de quem não pode sorrir.
Não porque não tenha motivos para o fazer.
Simplesmente porque não pode. Não é capaz.
Nós, que somos, estamos à espera de quê para sorrir mais?...
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Muda o teu Mundo
Parece que está disponível no mercado uma colecção de karaoke de bandas nacionais para a PlayStation 2.
Ora isto era exactamente o que eu precisava para exercitar os meus [já de si magníficos] dotes vocais, bem conhecidos de todos os que me rodeiam e, sobretudo, do meu marido.
O meu marido, que sabe reconhecer um talento em potência quando está na presença de um, diz que eu canto bem.
Diz, quando lhe pergunto, insistentemente. Diz, quando coagido. Diz, quando chantageado. Diz, quando ameaçado de violentos ataques à sua integridade física e mesmo psicológica. Mas diz. Essa é que é essa.
Parece-me que eu seria uma pessoa um nadinha mais feliz se possuísse uma colecção destas.
Já me estou a ver em pé, no meio da sala, de microfone na mão, a receber as ovações entusiasmadas do público.
[sendo que o público será o meu marido, para que este cenário passe, algum dia, de imaginário a real, terei de o embriagar muito bem embriagado]
Enquanto não possuo esta pequena maravilha, canto, mesmo sem o suporte do karaoke, e que bem que eu canto, esta musiquinha dos Da Weasel, que é muito gira, mas muito gira mesmo.
Chama-se “Mundos mudos”. A letra é muito boa. Note-se a referência ao pretérito mais-que-perfeito, uma associação que aqui a menina também fez, aqui mesmo, no blog. Está ali ao lado, vêem, nos arquivos…
«Ligo directo para a caixa de correio
só para ouvir a tua voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora
em que o lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
pode ser que o passado fique por onde deve estar
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito
Este é um presente que eu aceito
para atingir a tranquilidade
que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
não é mais que muita...
Mas por muita força que faça
ela passa por saber que te vivi
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu.
Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem
mas acabo por nunca arranjar a coragem
Necessária
Gostava apenas de partilhar contigo o quotidiano
habitual
Nada que se compare com as correrias
doutras alturas e doutros abismos
E já que falo por eufemismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti
A casa tá diferente, parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a TV pela frente
Comprei uma máquina de café
XPTO, bem bonita, azul bebé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou
menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer
que
a verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita
Mas por muita força que faça ela passa por saber que
te vivi...
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu»
Ora isto era exactamente o que eu precisava para exercitar os meus [já de si magníficos] dotes vocais, bem conhecidos de todos os que me rodeiam e, sobretudo, do meu marido.
O meu marido, que sabe reconhecer um talento em potência quando está na presença de um, diz que eu canto bem.
Diz, quando lhe pergunto, insistentemente. Diz, quando coagido. Diz, quando chantageado. Diz, quando ameaçado de violentos ataques à sua integridade física e mesmo psicológica. Mas diz. Essa é que é essa.
Parece-me que eu seria uma pessoa um nadinha mais feliz se possuísse uma colecção destas.
Já me estou a ver em pé, no meio da sala, de microfone na mão, a receber as ovações entusiasmadas do público.
[sendo que o público será o meu marido, para que este cenário passe, algum dia, de imaginário a real, terei de o embriagar muito bem embriagado]
Enquanto não possuo esta pequena maravilha, canto, mesmo sem o suporte do karaoke, e que bem que eu canto, esta musiquinha dos Da Weasel, que é muito gira, mas muito gira mesmo.
Chama-se “Mundos mudos”. A letra é muito boa. Note-se a referência ao pretérito mais-que-perfeito, uma associação que aqui a menina também fez, aqui mesmo, no blog. Está ali ao lado, vêem, nos arquivos…
«Ligo directo para a caixa de correio
só para ouvir a tua voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora
em que o lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
pode ser que o passado fique por onde deve estar
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito
Este é um presente que eu aceito
para atingir a tranquilidade
que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
não é mais que muita...
Mas por muita força que faça
ela passa por saber que te vivi
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu.
Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem
mas acabo por nunca arranjar a coragem
Necessária
Gostava apenas de partilhar contigo o quotidiano
habitual
Nada que se compare com as correrias
doutras alturas e doutros abismos
E já que falo por eufemismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti
A casa tá diferente, parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a TV pela frente
Comprei uma máquina de café
XPTO, bem bonita, azul bebé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou
menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer
que
a verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita
Mas por muita força que faça ela passa por saber que
te vivi...
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu»
quarta-feira, 27 de junho de 2007
IPAR? EPUL? EPAL?
Tendo em conta todas as dúvidas, a minha sugestão para o Fernando Negrão é que se extinga a ele próprio desta campanha eleitoral.
De nada.
De nada.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Smile, you’re being videotaped…
Outro dia, com umas amigas, falávamos sobre a importância do sorriso no rosto de uma pessoa.
Comentávamos a postura de alguém que conhecemos, pessoa a quem raramente vislumbramos um sorriso.
Não lhe conhecemos motivos particulares para que tal suceda, é apenas uma daquelas pessoas de quem costumamos dizer que está sempre ‘de mal com a vida’.
Facilmente concluímos que a dita postura funciona como um repelente relativamente a toda e qualquer tentativa de aproximação amigável.
Li, há muitos anos, não sei onde, uma coisa que nunca mais esqueci. O esforço muscular dispendido quando fazemos ‘cara feia’ é brutalmente maior do que aquele que é necessário para esboçar um sorriso. Isto é científico, atenção. Um sorriso, sincero, equivale a descontracção dos músculos da cara. Faz o rosto mais bonito e afasta as rugas.
Motivos mais que suficientes, digo eu, para sorrirmos mais. Custa tão pouco.
Eu faço a minha parte, asseguro-vos.
Sorrio e recebo sorrisos de volta, porque esse é o efeito mágico de um sorriso. Atrai sorrisos. Um rosto sorridente emana boas vibrações e atrai boas energias.
Deve ser por isso que tenho tido a sorte de atrair tantas boas pessoas. A sério. Não é comum desiludir-me com as pessoas que se aproximam de mim. De um modo geral, boa gente.
E gente que permanece.
A efemeridade das relações humanas é uma coisa que me faz espécie. Conservo as mesmas amizades basilares desde há muitos, muitos anos e os amigos que entretanto fui fazendo permanecem na minha vida por muito tempo, graças a Deus.
Não faço de um ‘conhecido’ um ‘amigo’ do dia para a noite (ou vice-versa…) mas os que ascendem ao estatuto de meus amigos recebem a garantia de uma amizade que, se tudo correr bem, pode durar uma vida.
Isto explica também o facto de ter tido namoros longos. Nestas coisas das relações humanas, sou tudo menos oscilante. Sob a alçada da minha amizade cabe sempre mais um e neste caso será sempre bem-vindo quem vier por bem.
Mas de volta ao sorriso.
Não só é importante sorrir, julgo, como é importante fazer sorrir os outros.
Acredito que cada um de nós podia fazer disto uma espécie de cavalo de batalha. Eu já abracei a causa. Fazer sorrir alguém, pelo menos uma vez, ao longo do dia. Porque sorrisos atraem sorrisos, lá está. Esforço-me por fazer sorrir as pessoas à minha volta, todos os dias, porque sorrisos no rosto das pessoas de quem gosto são bálsamos para a alma. Verdade ou mentira?
Ontem dei o corpo ao manifesto na tentativa de fazer sorrir alguém de quem gosto muito e cujo sorriso me pareceu ensombrado por nuvens negras.
Não tenho bem a certeza se surtiu efeito, mas quero acreditar que sim. E se tiver sido o caso, ‘made my day’!
O pensamento do dia vai, por isso, para os sorrisos que todos temos obrigação de provocar nos outros. Gargalhadas allowed, once in a while!
E a propósito disto, uma música antiguinha que eu pura e simplesmente ADORO… Laugh’n’a half, dos DAD… alguém se lembra?...
«I learned politeness on my mother's knee
I learned by uprightness my number of friends
Should increase
When I think about the things I've done
I laugh out loud to no one
Yeah, to no one
'Coz it's so hard to meet the eyes that I see
When I try to open up my heart
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
But I became honest Mr. Mistaken
In spite of the curves my smile was makin'
Bumpers and kickers in one big stream
I grew up in a life size pinball machine!
Yeah! - They're mean!.
'Coz it's so hard to meet the eyes that I see
When I try to open up my heart
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
On my behalf
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
I tried to fill some silence
'Coz the silence feels so long
I knew the ice was gettin' thinner
But I kept skating on!
My mother threw me into this world as a winner
But by the light of the yellow beer
They tell the jokes I'll never get to hear!!
On my behalf
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
On my behalf
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half»
Comentávamos a postura de alguém que conhecemos, pessoa a quem raramente vislumbramos um sorriso.
Não lhe conhecemos motivos particulares para que tal suceda, é apenas uma daquelas pessoas de quem costumamos dizer que está sempre ‘de mal com a vida’.
Facilmente concluímos que a dita postura funciona como um repelente relativamente a toda e qualquer tentativa de aproximação amigável.
Li, há muitos anos, não sei onde, uma coisa que nunca mais esqueci. O esforço muscular dispendido quando fazemos ‘cara feia’ é brutalmente maior do que aquele que é necessário para esboçar um sorriso. Isto é científico, atenção. Um sorriso, sincero, equivale a descontracção dos músculos da cara. Faz o rosto mais bonito e afasta as rugas.
Motivos mais que suficientes, digo eu, para sorrirmos mais. Custa tão pouco.
Eu faço a minha parte, asseguro-vos.
Sorrio e recebo sorrisos de volta, porque esse é o efeito mágico de um sorriso. Atrai sorrisos. Um rosto sorridente emana boas vibrações e atrai boas energias.
Deve ser por isso que tenho tido a sorte de atrair tantas boas pessoas. A sério. Não é comum desiludir-me com as pessoas que se aproximam de mim. De um modo geral, boa gente.
E gente que permanece.
A efemeridade das relações humanas é uma coisa que me faz espécie. Conservo as mesmas amizades basilares desde há muitos, muitos anos e os amigos que entretanto fui fazendo permanecem na minha vida por muito tempo, graças a Deus.
Não faço de um ‘conhecido’ um ‘amigo’ do dia para a noite (ou vice-versa…) mas os que ascendem ao estatuto de meus amigos recebem a garantia de uma amizade que, se tudo correr bem, pode durar uma vida.
Isto explica também o facto de ter tido namoros longos. Nestas coisas das relações humanas, sou tudo menos oscilante. Sob a alçada da minha amizade cabe sempre mais um e neste caso será sempre bem-vindo quem vier por bem.
Mas de volta ao sorriso.
Não só é importante sorrir, julgo, como é importante fazer sorrir os outros.
Acredito que cada um de nós podia fazer disto uma espécie de cavalo de batalha. Eu já abracei a causa. Fazer sorrir alguém, pelo menos uma vez, ao longo do dia. Porque sorrisos atraem sorrisos, lá está. Esforço-me por fazer sorrir as pessoas à minha volta, todos os dias, porque sorrisos no rosto das pessoas de quem gosto são bálsamos para a alma. Verdade ou mentira?
Ontem dei o corpo ao manifesto na tentativa de fazer sorrir alguém de quem gosto muito e cujo sorriso me pareceu ensombrado por nuvens negras.
Não tenho bem a certeza se surtiu efeito, mas quero acreditar que sim. E se tiver sido o caso, ‘made my day’!
O pensamento do dia vai, por isso, para os sorrisos que todos temos obrigação de provocar nos outros. Gargalhadas allowed, once in a while!
E a propósito disto, uma música antiguinha que eu pura e simplesmente ADORO… Laugh’n’a half, dos DAD… alguém se lembra?...
«I learned politeness on my mother's knee
I learned by uprightness my number of friends
Should increase
When I think about the things I've done
I laugh out loud to no one
Yeah, to no one
'Coz it's so hard to meet the eyes that I see
When I try to open up my heart
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
But I became honest Mr. Mistaken
In spite of the curves my smile was makin'
Bumpers and kickers in one big stream
I grew up in a life size pinball machine!
Yeah! - They're mean!.
'Coz it's so hard to meet the eyes that I see
When I try to open up my heart
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
On my behalf
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
I tried to fill some silence
'Coz the silence feels so long
I knew the ice was gettin' thinner
But I kept skating on!
My mother threw me into this world as a winner
But by the light of the yellow beer
They tell the jokes I'll never get to hear!!
On my behalf
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
On my behalf
There's something inside me'n'I know it's good
But understanding, it's misunderstood
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half
At the end of a smile, there's a laugh n a half»
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Ó p'ra mim com o Eddie Vedder
[o que é?!? Vê-se bem na imagem que é ele... de microfone na mão... é certo que estávamos para aí a um quilómetro de distância... mas ele estava lá... e eu também... esse é que é essa... espectáculo...]
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Divindade

O David Fonseca [sim, esse DEUS GREGO] cantou-me isto ao ouvido hoje. Na auto-estrada.
«I guess I was trying to keep me alive
But once I was dead there's was nothing to do beside
Picking me up and lying me down
Waiting for some angel
To wake me and say to me:
"Hello. Don't be scared. I want you to know, you're not dead."
Kiss me, is this a dream?
Should I believe it?
Please promise to me that I'm not going to get hurt this time
Am I too good for you, am I just paranoid?
Should I get clinical or should I speak louder?
Maybe I should close my eyes for years
And wait for the strongest feeling
Out of all the feelings
To raise from you»
terça-feira, 12 de junho de 2007
Saudades
Ando cheia delas mas não sei ao certo relativamente a quê.
Acho que se pode dizer que ando melancólica. É uma palavra de que gosto. Soa-me a qualquer coisa.
Não sei se de qualquer coisa que tive, se de qualquer coisa que não cheguei a ter.
Não sei se do passado ou do futuro que é ainda mais improvável que o passado em si mesmo.
Não sei se de mim se de outra pessoa.
Não sei se de um sentimento ou de uma fantasia.
Não sei se de possuir, mesmo, ou daquela sensação de que se possui o que realmente não se tem.
Mas andam a morder-me qualquer coisa cá dentro.
Deve ser o coração. Dizem que temos um cá dentro e que é ele que comanda.
Tenho-as e não me parece sequer que possam ser mortas, como se diz.
Apaziguadas, talvez, mas muito, muito fortuitamente, porque sinto-as a crescer de imediato, mal penso que as eliminei, de vez.
Certo, certo, só mesmo nada.
Ando cheia delas, pronto.
E o pior é que sei que bem me posso ir curar, porque não há sinais de melhoras.
Acho que se pode dizer que ando melancólica. É uma palavra de que gosto. Soa-me a qualquer coisa.
Não sei se de qualquer coisa que tive, se de qualquer coisa que não cheguei a ter.
Não sei se do passado ou do futuro que é ainda mais improvável que o passado em si mesmo.
Não sei se de mim se de outra pessoa.
Não sei se de um sentimento ou de uma fantasia.
Não sei se de possuir, mesmo, ou daquela sensação de que se possui o que realmente não se tem.
Mas andam a morder-me qualquer coisa cá dentro.
Deve ser o coração. Dizem que temos um cá dentro e que é ele que comanda.
Tenho-as e não me parece sequer que possam ser mortas, como se diz.
Apaziguadas, talvez, mas muito, muito fortuitamente, porque sinto-as a crescer de imediato, mal penso que as eliminei, de vez.
Certo, certo, só mesmo nada.
Ando cheia delas, pronto.
E o pior é que sei que bem me posso ir curar, porque não há sinais de melhoras.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
More like me
Entretanto, passou-se uma semana completamente alucinante…
O mês de Junho é intenso, disso já sabia, mas este começou com uma intensidade fora do vulgar…
O dia 7 é um dia particularmente importante aqui para estas bandas. E para fazer jus à importância da data, estávamos aqui a trabalhar quando os ponteiros se juntaram nas doze, assinalando a hora zero do dia…
Foi um final de tarde, uma noite e uma madrugada de intenso trabalho, para que tudo corresse bem no dia seguinte.
Claro que tantas horas não foram suficientes e a labuta prolongou-se pela manhã e pela tarde seguintes.
Sobraram-me os minutos suficientes para ir a casa pôr-me janota e estar de regresso, ocupando a posição de “hostess” que me competia numa noite em que tudo podia ter corrido muito mal mas que, mais uma vez, acabou por ser um sucesso.
Ganham-se cabelos brancos aqui, mas no final tudo vale a pena.
Dei por mim, entretanto, a pensar em como tudo mudou ao longo dos últimos doze meses sendo que, apesar disso, tudo permaneceu igual.
Lembro-me bem do dia 7 de Junho do ano passado e é por isso que posso dizer que sou, hoje, uma pessoa diferente.
Bolas, as coisas que eu aprendi ao longo deste ano que passou! [será que aprendi mesmo?...]
No dia 8, tal como combinado, lá estivemos no Oeiras Alive.
Para descomprimir, nada melhor que transportar o corpo até ao ponto máximo da exaustão física…
Linkin Park e Pearl Jam. Foi, pura e simplesmente, memorável!
Dei folga ao corpinho no sábado [pelo meio ainda houve tempo para uma aula de iniciação à vela, ah pois é…] e regressei ao festival no domingo, para dançar ao som dos Da Weasel.
Foi um fim-de-semana em grande, sempre rodeada de gente divertida e bem disposta (a r., a c. e a a. marcaram presença, pois claro [MALUCAS]), mesmo, mesmo ao meu jeitinho!
Uma vez que os Da Weasel não atenderam ao meu disco pedido e não tocaram a minha música favorita, o pensamento do dia vai para uma dos Linkin Park de que gosto muito, muito.
Basicamente sobre quão extenuante pode ser viver na urgência de corresponder às expectativas que achamos que alguém criou relativamente a nós.
Daí que “all I want to do is be more like me and be less like you”.
«I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless
Lost under the surface
I don't know what you're expecting of me
Put under the pressure
Of walking in your shoes
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
I've
Become so numb
I can't feel you there
Become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
Can't you see that you're smothering me
Holding too tightly
Afraid to lose control
Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
And every second I waste is more than I can take
I've
Become so numb
I can't feel you there
Become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
And I know
I may end up failing too
But I know
You were just like me
With someone disappointed in you
I've
Become so numb
I can't feel you there
Become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
I've
Become so numb
I can’t feel you there
I'm tired of being what you want me to be
I've
Become so numb
I can’t feel you there
I'm tired of being what you want me to be»
Linkin Park, Numb
O mês de Junho é intenso, disso já sabia, mas este começou com uma intensidade fora do vulgar…
O dia 7 é um dia particularmente importante aqui para estas bandas. E para fazer jus à importância da data, estávamos aqui a trabalhar quando os ponteiros se juntaram nas doze, assinalando a hora zero do dia…
Foi um final de tarde, uma noite e uma madrugada de intenso trabalho, para que tudo corresse bem no dia seguinte.
Claro que tantas horas não foram suficientes e a labuta prolongou-se pela manhã e pela tarde seguintes.
Sobraram-me os minutos suficientes para ir a casa pôr-me janota e estar de regresso, ocupando a posição de “hostess” que me competia numa noite em que tudo podia ter corrido muito mal mas que, mais uma vez, acabou por ser um sucesso.
Ganham-se cabelos brancos aqui, mas no final tudo vale a pena.
Dei por mim, entretanto, a pensar em como tudo mudou ao longo dos últimos doze meses sendo que, apesar disso, tudo permaneceu igual.
Lembro-me bem do dia 7 de Junho do ano passado e é por isso que posso dizer que sou, hoje, uma pessoa diferente.
Bolas, as coisas que eu aprendi ao longo deste ano que passou! [será que aprendi mesmo?...]
No dia 8, tal como combinado, lá estivemos no Oeiras Alive.
Para descomprimir, nada melhor que transportar o corpo até ao ponto máximo da exaustão física…
Linkin Park e Pearl Jam. Foi, pura e simplesmente, memorável!
Dei folga ao corpinho no sábado [pelo meio ainda houve tempo para uma aula de iniciação à vela, ah pois é…] e regressei ao festival no domingo, para dançar ao som dos Da Weasel.
Foi um fim-de-semana em grande, sempre rodeada de gente divertida e bem disposta (a r., a c. e a a. marcaram presença, pois claro [MALUCAS]), mesmo, mesmo ao meu jeitinho!
Uma vez que os Da Weasel não atenderam ao meu disco pedido e não tocaram a minha música favorita, o pensamento do dia vai para uma dos Linkin Park de que gosto muito, muito.
Basicamente sobre quão extenuante pode ser viver na urgência de corresponder às expectativas que achamos que alguém criou relativamente a nós.
Daí que “all I want to do is be more like me and be less like you”.
«I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless
Lost under the surface
I don't know what you're expecting of me
Put under the pressure
Of walking in your shoes
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
I've
Become so numb
I can't feel you there
Become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
Can't you see that you're smothering me
Holding too tightly
Afraid to lose control
Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
And every second I waste is more than I can take
I've
Become so numb
I can't feel you there
Become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
And I know
I may end up failing too
But I know
You were just like me
With someone disappointed in you
I've
Become so numb
I can't feel you there
Become so tired
So much more aware
I'm becoming this
All I want to do
Is be more like me
And be less like you
I've
Become so numb
I can’t feel you there
I'm tired of being what you want me to be
I've
Become so numb
I can’t feel you there
I'm tired of being what you want me to be»
Linkin Park, Numb
terça-feira, 5 de junho de 2007
Festa, festa
Para um rápido ponto de situação é importante dizer que:
1) a a. e o seu mais que tudo g. rumaram hoje a casa, deixando para trás a maternidade do são franciso. the adventure, dear friend, starts today... ;)
2) no dia 1 de Junho o meu amigo d. foi pai, pela segunda vez. Um mano, para fazer companhia à j. Duarte, é o nome do ratinho chorão. :)
3) estou cheia de trabalho, graças a Deus!
4) dia 7 é dia de festa. E a menina vai estar janota, ai vai, vai...
5) o Oeiras Alive começa na sexta-feira e eu, se Deus quiser, vou lá estar a bombar! :)
6) a Primavera instalou-se, para gáudio de toda a malta, que assim anda muito mais bem disposta!
1) a a. e o seu mais que tudo g. rumaram hoje a casa, deixando para trás a maternidade do são franciso. the adventure, dear friend, starts today... ;)
2) no dia 1 de Junho o meu amigo d. foi pai, pela segunda vez. Um mano, para fazer companhia à j. Duarte, é o nome do ratinho chorão. :)
3) estou cheia de trabalho, graças a Deus!
4) dia 7 é dia de festa. E a menina vai estar janota, ai vai, vai...
5) o Oeiras Alive começa na sexta-feira e eu, se Deus quiser, vou lá estar a bombar! :)
6) a Primavera instalou-se, para gáudio de toda a malta, que assim anda muito mais bem disposta!
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Baby-boom

Parece que foi por volta das oito da manhã. Os pormenores são, por enquanto, poucos, mas à hora da visita lá estaremos, para dar um beijinho à mamã e para ver, finalmente, a carinha do nosso mais novo 'sobrinho'. Bem-vindo, Guilherme! :)
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Let's party!
Não é fácil, nos dias que correm, haver uma notícia do telejornal que me faça espernear de alegria.
Não é fácil porque as notícias em geral são más notícias, não porque eu não tenha facilidade em espernear de alegria.
Esta semana houve, contudo, uma que teve esse efeito em mim.
A de que a digressão mundial dos Police vai passar por Portugal.
Quero!
É em Setembro, no Jamor, e vou começar, desde já, a afinar a voz!
Para aquecer as cordas vocais, conto estar presente nos três dias de Oeiras Alive. E já só falta uma semaninha. Eheh
Claro que em Algés vou voltar a sentir-me um fóssil, à semelhança do que aconteceu, aliás, na Semana Académica, quando lá fui ver os Oioai e os Xutos… Não, pensando melhor, na Semana Académica não me senti um fóssil, senti-me um dinossáurio!
A minha esperança é que no concerto dos Police possa voltar a sentir-me uma miúda!
Mas em relação ao Alive.
Estava aqui a passar os olhos por uma coisinha que se chama Festival Guidelines e isto despertou em mim saudades de uma série de fases distintas da minha vida.
Os Pearl Jam. Os Pearl Jam remetem-me imediatamente para os tempos do liceu, da associação de estudantes, das férias de Verão que NUNCA mais acabavam, da praia, dos amigos, eu sei lá!
Só coisas boas, portanto.
Os Smashing Pumpkins. Bem, os Smashing Pumpkins foram-me apresentados pelo meu amigo a.p.n., na faculdade… Se não me falha a memória, ouvi-os pela primeira vez no anfiteatro 1 do edifício velho, saídos directamente dos phones do walkman do meu amigo. Falar em walkman também é uma coisa claramente pré-histórica, mas TUDO BEM!
Lembro-me de estarmos p’ráli sentados, entre duas aulas, uns na primeira fila logo a seguir ao corredor, e outros na fila de trás, e de o a. me ter emprestado os tais phones para ouvir um bocadinho de uma das músicas.
Ele gostava. Será que o meu amigo a.p.n. também vai estar no Alive?...
Isto aconteceu numa altura da minha vida em que eu ouvia Green Day e Bob Marley como se não houvesse amanhã… e usava penas no cabelo… ai, Cristo!
Mais coisas boas.
O cartaz ainda inclui uma série de bandas novas, que me habituei a ouvir na Antena 3, e que estou curiosa para ver ao vivo, incluindo, claro, os Da Weasel.
[só para que fique claro, gosto imenso dos ‘Dialectos da Ternura’, mas a minha favorita da ‘doninha’ é ‘Nunca me Deixes’, aquela que vai assim “nunca me deixes, preciso de ti, o amor é uma loucura e tu precisas de mim, em qualquer altura em qualquer lugar, sinto a tua presença até no meu olhar”]
Acredito, no entanto, que a coisa vai valer a pena sobretudo pela festa e pela presença garantida de muita gente amiga. Muito fixe.
E todos em coro vamos poder cantar, com os Beastie Boys, “you’ve gotta fight, for your right, to PARTY!”
Uma notinha: amigos do meu coração, eu gosto muito de vocês e adoro que comentem os meus posts todos os dias, a um ritmo de 50 comentários por dia, se possível.
Mas, por favor, mesmo que comentem como ‘anónimos’, se querem que eu vos identifique por favor assinem com uma inicialzinha ou assim…
É que eu sou, como sabem, muito fraquinha da cabeça, tenho para aí meio neurónio a funcionar como deve ser e se os amigos e amigas não facilitam, eu, pobrezinha, baralho-me toda… A não ser que a vossa intenção seja precisamente baralhar-me… seus malandros...
Não é fácil porque as notícias em geral são más notícias, não porque eu não tenha facilidade em espernear de alegria.
Esta semana houve, contudo, uma que teve esse efeito em mim.
A de que a digressão mundial dos Police vai passar por Portugal.
Quero!
É em Setembro, no Jamor, e vou começar, desde já, a afinar a voz!
Para aquecer as cordas vocais, conto estar presente nos três dias de Oeiras Alive. E já só falta uma semaninha. Eheh
Claro que em Algés vou voltar a sentir-me um fóssil, à semelhança do que aconteceu, aliás, na Semana Académica, quando lá fui ver os Oioai e os Xutos… Não, pensando melhor, na Semana Académica não me senti um fóssil, senti-me um dinossáurio!
A minha esperança é que no concerto dos Police possa voltar a sentir-me uma miúda!
Mas em relação ao Alive.
Estava aqui a passar os olhos por uma coisinha que se chama Festival Guidelines e isto despertou em mim saudades de uma série de fases distintas da minha vida.
Os Pearl Jam. Os Pearl Jam remetem-me imediatamente para os tempos do liceu, da associação de estudantes, das férias de Verão que NUNCA mais acabavam, da praia, dos amigos, eu sei lá!
Só coisas boas, portanto.
Os Smashing Pumpkins. Bem, os Smashing Pumpkins foram-me apresentados pelo meu amigo a.p.n., na faculdade… Se não me falha a memória, ouvi-os pela primeira vez no anfiteatro 1 do edifício velho, saídos directamente dos phones do walkman do meu amigo. Falar em walkman também é uma coisa claramente pré-histórica, mas TUDO BEM!
Lembro-me de estarmos p’ráli sentados, entre duas aulas, uns na primeira fila logo a seguir ao corredor, e outros na fila de trás, e de o a. me ter emprestado os tais phones para ouvir um bocadinho de uma das músicas.
Ele gostava. Será que o meu amigo a.p.n. também vai estar no Alive?...
Isto aconteceu numa altura da minha vida em que eu ouvia Green Day e Bob Marley como se não houvesse amanhã… e usava penas no cabelo… ai, Cristo!
Mais coisas boas.
O cartaz ainda inclui uma série de bandas novas, que me habituei a ouvir na Antena 3, e que estou curiosa para ver ao vivo, incluindo, claro, os Da Weasel.
[só para que fique claro, gosto imenso dos ‘Dialectos da Ternura’, mas a minha favorita da ‘doninha’ é ‘Nunca me Deixes’, aquela que vai assim “nunca me deixes, preciso de ti, o amor é uma loucura e tu precisas de mim, em qualquer altura em qualquer lugar, sinto a tua presença até no meu olhar”]
Acredito, no entanto, que a coisa vai valer a pena sobretudo pela festa e pela presença garantida de muita gente amiga. Muito fixe.
E todos em coro vamos poder cantar, com os Beastie Boys, “you’ve gotta fight, for your right, to PARTY!”
Uma notinha: amigos do meu coração, eu gosto muito de vocês e adoro que comentem os meus posts todos os dias, a um ritmo de 50 comentários por dia, se possível.
Mas, por favor, mesmo que comentem como ‘anónimos’, se querem que eu vos identifique por favor assinem com uma inicialzinha ou assim…
É que eu sou, como sabem, muito fraquinha da cabeça, tenho para aí meio neurónio a funcionar como deve ser e se os amigos e amigas não facilitam, eu, pobrezinha, baralho-me toda… A não ser que a vossa intenção seja precisamente baralhar-me… seus malandros...
terça-feira, 29 de maio de 2007
Rir (parte II)
‘Bora lá então fazer troça dos critérios da menina no que respeita a ‘homens com pinta’!!! ‘Bora, que divertido que é!
O problema dos meninos é que têm muita dificuldade em dizer que um homem é ‘giro’. Pensando bem, acho que nunca ouvi um homem dizer de outro que é ‘giro’… até podem apreciar, podem tecer comentários, mas utilizam outro tipo de expressões, enquanto nós, miúdas, nos sentimos perfeitamente à vontade para dizer que outra miúda é ‘gira’, tem ‘estilo’, tem ‘pinta’, é ‘bem feita’ ou, até, que é como um helicóptero, «gira e boa». LOL.
E depois é recorrente fazerem pouco dos homens aos quais as amigas acham piada… «ah, e tal, até eu, que sou muito macho, sei ver que esse tipo é asqueroso». Isto é tão típico, mas tão típico!
Será que falta perceber, aos meninos, que o facto de acharmos graça a outros homens não significa que não valorizemos o imenso charme dos nossos amigos ou, mesmo, dos nossos maridos?...
E porque é que os amigos homens se sentem tão à vontade para falar com as amigas sobre outras mulheres, para gabar outras mulheres, sabendo que nós temos uma opinião a dar e não nos abstemos de a partilhar, e nós, miúdas, não podemos falar com os amigos homens sobre outros homens, aqueles a quem achamos piada?
Será que não existe um homem, um só, no mundo todo, que os amigos achem que tem pinta? Ou só não o assumem, em voz alta, como nós fazemos? That’s the question…
O problema dos meninos é que têm muita dificuldade em dizer que um homem é ‘giro’. Pensando bem, acho que nunca ouvi um homem dizer de outro que é ‘giro’… até podem apreciar, podem tecer comentários, mas utilizam outro tipo de expressões, enquanto nós, miúdas, nos sentimos perfeitamente à vontade para dizer que outra miúda é ‘gira’, tem ‘estilo’, tem ‘pinta’, é ‘bem feita’ ou, até, que é como um helicóptero, «gira e boa». LOL.
E depois é recorrente fazerem pouco dos homens aos quais as amigas acham piada… «ah, e tal, até eu, que sou muito macho, sei ver que esse tipo é asqueroso». Isto é tão típico, mas tão típico!
Será que falta perceber, aos meninos, que o facto de acharmos graça a outros homens não significa que não valorizemos o imenso charme dos nossos amigos ou, mesmo, dos nossos maridos?...
E porque é que os amigos homens se sentem tão à vontade para falar com as amigas sobre outras mulheres, para gabar outras mulheres, sabendo que nós temos uma opinião a dar e não nos abstemos de a partilhar, e nós, miúdas, não podemos falar com os amigos homens sobre outros homens, aqueles a quem achamos piada?
Será que não existe um homem, um só, no mundo todo, que os amigos achem que tem pinta? Ou só não o assumem, em voz alta, como nós fazemos? That’s the question…
Rir
Eu sabia. Eu sabia que a audiência masculina do meu blog ia torcer o nariz ao meu comentário acerca do Nuno Melo. Que bem que eu conheço os meus amigos homens.
O que é que tem, hã?!?
Em relação à Joana Amaral Dias e à Ana Drago não se vos oferece dizer nada, pois não?!?
Disse, e mantenho, o Nuno Melo tem pinta. Pronto, é do CDS, mas eu estava a referir-me apenas à forma, não ao conteúdo!...
Até admito que há deputados com mais pinta… Um, pelo menos, mas é amiguinho e até me ficava mal citá-lo apenas considerando a forma. É que lhe reconheço outras qualidades (humanas) e muito conteúdo.
Um destes dias dedico um post aos jornalistas com mais pinta e então quando isso acontecer não vou ser tão imparcial…
ps – ainda em relação ao ministro, tinha-me esquecido de um pormenor. ‘JaMais’ (pronuncia-se ‘jaMè’). Está esclarecido. Não tem que agradecer. N’a pas de quoi.
O curso de engenharia do senhor ministro não incluiu a cadeira de francês técnico, pois não?...
O que é que tem, hã?!?
Em relação à Joana Amaral Dias e à Ana Drago não se vos oferece dizer nada, pois não?!?
Disse, e mantenho, o Nuno Melo tem pinta. Pronto, é do CDS, mas eu estava a referir-me apenas à forma, não ao conteúdo!...
Até admito que há deputados com mais pinta… Um, pelo menos, mas é amiguinho e até me ficava mal citá-lo apenas considerando a forma. É que lhe reconheço outras qualidades (humanas) e muito conteúdo.
Um destes dias dedico um post aos jornalistas com mais pinta e então quando isso acontecer não vou ser tão imparcial…
ps – ainda em relação ao ministro, tinha-me esquecido de um pormenor. ‘JaMais’ (pronuncia-se ‘jaMè’). Está esclarecido. Não tem que agradecer. N’a pas de quoi.
O curso de engenharia do senhor ministro não incluiu a cadeira de francês técnico, pois não?...
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Forma e conteúdo
Eu tenho-me esforçado. Tenho andado a tentar evitar deixar-me ir com a corrente. Mas já não aguento mais. Tenho mesmo de pronunciar-me sobre as declarações do ministro das Obras Públicas.
Pronto, eu gosto do primeiro-ministro. Gosto, o que é que eu posso fazer. A gente não escolhe estas coisas.
O primeiro-ministro escolhe bem as palavras. Fala pausadamente e com calma, explica-se com clareza, pensa antes de abrir a boca.
Deve ter aprendido, a agir assim. Ensinaram-no e ele aprendeu.
Agora os ministros. Isso é outra conversa, literalmente.
Alguém devia explicar-lhes, mas como se eles fossem muito burros, que não podem dizer, publicamente, e muito menos com jornalistas e câmaras de televisão presentes, todos os impropérios que lhes vêm à cabeça.
Estas declarações a propósito do aeroporto. Eu, que não sou engenheira, não faço a mínima ideia sobre se a Ota é ou não a melhor localização para construir um novo aeroporto.
Faz-me um bocado de confusão imaginar que vou demorar mais de vinte minutos a chegar ao aeroporto, tal como acontece agora (fora da hora de ponta, claro), mas a gente habitua-se e ao ritmo de uma viagem ao estrangeiro por ano, enfim, não é por aí…
Quanto ao restante, sinceramente, estou-me perfeitamente a borrifar se o aeroporto é construído na Ota ou em Rio Frio ou em Alguidares de Baixo.
Desde que não deitem árvores a baixo, não matem animaizinhos e não tirem o sossego às pessoas, por mim, tudo bem.
Mas em relação ao que me trouxe. As intenções do ministro podem ser as melhores. Ele lá deve ter as suas razões para considerar que a margem sul do Tejo não é uma opção a considerar relativamente à localização do novo aeroporto.
Agora os argumentos que invocou esses é que, por favor… Eu não conheço a Ota, mas quem ouve o ministro falar fica com a ideia de que aquilo será uma metrópole tipo Nova Iorque… por oposição à margem sul, o tal ‘deserto’ de gente e de infra-estruturas.
E depois a metáfora do ‘problemazinho’… socorro, o que é que lhe passou pela cabeça?!? Uma enorme corrente de ar, certamente…
Já a história da inscrição na ordem dos engenheiros não lhe tinha saído muito bem, mesmo que já o tenha ouvido a explicar que se estava a dirigir ao bastonário da ordem, que estava sentado na primeira fila, e que o que ele queria dizer era que é, de facto, engenheiro de profissão, “já fiz projectos”, ouvi-o a dizer na SIC Notícias.
Gaffes todos cometemos e gaffes de políticos também não são propriamente novidade. Acho que há uma geração de políticos que já percebeu que, na comunicação hoje em dia, a forma é muitas vezes tanto ou mais importante que o conteúdo.
Se isto é mau? Talvez seja, mas é um facto.
Ainda outro dia estava a ler, numa revista, um artigo sobre o estilo CDS/PP inaugurado no recente congresso do partido. Camisa aberta, revelando um pouco do peito [estou a falar dos homens…], calças bege, sapatos vela. Um artigo dedicado a este tema, atenção. Tudo bem que o congresso não foi propriamente excitante e também já escrevi aqui uma vez sobre o maravilhoso universo dos congressos partidários, que servem mais de montra do que de palco para o debate político. Mas um artigo dedicado à indumentária de Paulo Portas y sus amigos, isto é bárbaro!
E não é a primeira vez que isto acontece. E se acontece é porque, de facto, a forma conta muito, e conta cada vez mais, nestas coisas da política.
Lembro-me de as deputadas do Bloco de Esquerda Ana Drago e Joana Amaral Dias serem muito faladas na imprensa única e exclusivamente por causa do seu aspecto físico. E a Teresa Caeiro, também é muito apontada por ser uma mulher interessante e com estilo… mais por isso do que pelas ideias que defende.
Ora, se o ministro das Obras Públicas não é propriamente uma estampa devia, pelo menos, cuidar de forma como expõe os seus argumentos [é que se ele tivesse a pinta do Nuno Melo a malta ainda podia distrair-se e dar-lhe o desconto].
Pronto, eu gosto do primeiro-ministro. Gosto, o que é que eu posso fazer. A gente não escolhe estas coisas.
O primeiro-ministro escolhe bem as palavras. Fala pausadamente e com calma, explica-se com clareza, pensa antes de abrir a boca.
Deve ter aprendido, a agir assim. Ensinaram-no e ele aprendeu.
Agora os ministros. Isso é outra conversa, literalmente.
Alguém devia explicar-lhes, mas como se eles fossem muito burros, que não podem dizer, publicamente, e muito menos com jornalistas e câmaras de televisão presentes, todos os impropérios que lhes vêm à cabeça.
Estas declarações a propósito do aeroporto. Eu, que não sou engenheira, não faço a mínima ideia sobre se a Ota é ou não a melhor localização para construir um novo aeroporto.
Faz-me um bocado de confusão imaginar que vou demorar mais de vinte minutos a chegar ao aeroporto, tal como acontece agora (fora da hora de ponta, claro), mas a gente habitua-se e ao ritmo de uma viagem ao estrangeiro por ano, enfim, não é por aí…
Quanto ao restante, sinceramente, estou-me perfeitamente a borrifar se o aeroporto é construído na Ota ou em Rio Frio ou em Alguidares de Baixo.
Desde que não deitem árvores a baixo, não matem animaizinhos e não tirem o sossego às pessoas, por mim, tudo bem.
Mas em relação ao que me trouxe. As intenções do ministro podem ser as melhores. Ele lá deve ter as suas razões para considerar que a margem sul do Tejo não é uma opção a considerar relativamente à localização do novo aeroporto.
Agora os argumentos que invocou esses é que, por favor… Eu não conheço a Ota, mas quem ouve o ministro falar fica com a ideia de que aquilo será uma metrópole tipo Nova Iorque… por oposição à margem sul, o tal ‘deserto’ de gente e de infra-estruturas.
E depois a metáfora do ‘problemazinho’… socorro, o que é que lhe passou pela cabeça?!? Uma enorme corrente de ar, certamente…
Já a história da inscrição na ordem dos engenheiros não lhe tinha saído muito bem, mesmo que já o tenha ouvido a explicar que se estava a dirigir ao bastonário da ordem, que estava sentado na primeira fila, e que o que ele queria dizer era que é, de facto, engenheiro de profissão, “já fiz projectos”, ouvi-o a dizer na SIC Notícias.
Gaffes todos cometemos e gaffes de políticos também não são propriamente novidade. Acho que há uma geração de políticos que já percebeu que, na comunicação hoje em dia, a forma é muitas vezes tanto ou mais importante que o conteúdo.
Se isto é mau? Talvez seja, mas é um facto.
Ainda outro dia estava a ler, numa revista, um artigo sobre o estilo CDS/PP inaugurado no recente congresso do partido. Camisa aberta, revelando um pouco do peito [estou a falar dos homens…], calças bege, sapatos vela. Um artigo dedicado a este tema, atenção. Tudo bem que o congresso não foi propriamente excitante e também já escrevi aqui uma vez sobre o maravilhoso universo dos congressos partidários, que servem mais de montra do que de palco para o debate político. Mas um artigo dedicado à indumentária de Paulo Portas y sus amigos, isto é bárbaro!
E não é a primeira vez que isto acontece. E se acontece é porque, de facto, a forma conta muito, e conta cada vez mais, nestas coisas da política.
Lembro-me de as deputadas do Bloco de Esquerda Ana Drago e Joana Amaral Dias serem muito faladas na imprensa única e exclusivamente por causa do seu aspecto físico. E a Teresa Caeiro, também é muito apontada por ser uma mulher interessante e com estilo… mais por isso do que pelas ideias que defende.
Ora, se o ministro das Obras Públicas não é propriamente uma estampa devia, pelo menos, cuidar de forma como expõe os seus argumentos [é que se ele tivesse a pinta do Nuno Melo a malta ainda podia distrair-se e dar-lhe o desconto].
quinta-feira, 24 de maio de 2007
... be happy...
Ainda não foi desta que o Gui veio ao Mundo. Está-se a sentir bem lá dentro e o parto terá de ser induzido. A a., ‘tadita, apresentou-se hoje de manhã no hospital, mas como não havia camas vagas, recambiaram-na para casa. Volta amanhã para, se tudo correr bem, então poder dar à luz.
Não está fácil…
Entretanto, o Tobias teve aquilo que o veterinário classificou de uma crise de reumatismo e que lhe atacou com força as patinhas traseiras. Pobrezinho, estou em cuidados. Deus queira que se recomponha rapidamente. O mal-estar do nosso cão dá cabo da boa disposição de toda a família.
Por tudo isto, mais a chuva, mais a ausência de algo que verdadeiramente me anime, o dia está a ser, digamos, chochinho…
Amanhã será um novo dia.
Não está fácil…
Entretanto, o Tobias teve aquilo que o veterinário classificou de uma crise de reumatismo e que lhe atacou com força as patinhas traseiras. Pobrezinho, estou em cuidados. Deus queira que se recomponha rapidamente. O mal-estar do nosso cão dá cabo da boa disposição de toda a família.
Por tudo isto, mais a chuva, mais a ausência de algo que verdadeiramente me anime, o dia está a ser, digamos, chochinho…
Amanhã será um novo dia.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Está quase, quase...

… e parece que foi ontem que fomos convocadas para o lanche que serviu de pretexto à revelação do primeiro segredo de a.
O Guilherme está mesmo, mesmo aí a rebentar.
Amanhã, se tudo correr como previsto, há-de vir ao Mundo mais um potencial quebra-corações, herdeiro, como prevejo, da doçura da mãe e da lábia do pai.
À espera dele tem, isso é certo, uma mãe de primeira viagem ansiosa até à medula, um pai carregadinho de teorias e uma cambada de ‘tias’ desejosas de ver a família aumentada.
O Gui tem gente à espera. Tem amor à espera. Isso é, julgo eu, o maior bem de todos. Cá estaremos para lhe dar as boas-vindas a este mundo de gente louca mas, sobretudo, a esta ‘família’ alargada e completamente alucinada!...
terça-feira, 22 de maio de 2007
Fico arreliada, pois claro que fico
Porquê chuva e frio em finais de Maio?!?
Isto é tudo para me arreliar, não é?...
['arreliar' é uma expressão bonita que uma das minhas avós usava muito, quando eu era miúda]
Isto é tudo para me arreliar, não é?...
['arreliar' é uma expressão bonita que uma das minhas avós usava muito, quando eu era miúda]
segunda-feira, 21 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Isto passa
[aviso à navegação (e aos amigos que por cá passam para saber notícias minhas): este post vai permitir perceber que, para lá do muito tempo que passo a rir ou, pelo menos, a sorrir, também há dias de choro. Porque o meu blog também serve para despejar tristeza e frustração nos dias amargos, cá vai disto...]
Suponho que podia começar este post com a expressão "querido diário".
Não vou fazê-lo, mas podia.
É um assunto sobre o qual pensei que não viria a escrever mas hoje, particularmente hoje, acho que só a escrever consigo deitar cá para fora o que vai cá por dentro.
Será por ser um assunto sobre o qual não me sinto muito à vontade para falar? Talvez seja.
Suponho, têm-me dito, que a quase todas as mulheres passa pela cabeça, num ou noutro momento, antes de serem mães, que talvez não possam, ou não consigam, ter filhos.
Passou-me, muitas vezes, a mim, ao longo dos anos, isto pela cabeça.
Disse-o, muitas vezes, a pessoas chegadas.
Disse-o porque era o que sentia, mas desejando sempre, como é óbvio, estar enganada.
Também disse, tenho dito, com frequência, que não orientei a minha vida para ter filhos. Isto é, não planeei nesse sentido, não fiz projectos.
As etapas foram-se sucedendo, naturalmente, metas definidas cada uma a seu tempo, o curso, primeiro, o emprego, depois, o casamento, mais tarde.
Paralelamente, e ainda que possa parecer contraditório, sempre fiz questão de dizer que não me limitaria a ter só um filho.
Ser filha única é uma condição à qual nunca achei piada nenhuma.
Se tivesse uma irmã, ou um irmão, provavemente estaria a falar com ela(e) sobre este assunto, em lugar de estar aqui sentada ao computador.
As minhas amigas, as minhas melhores amigas, também já o disse, gostam de mim, claro, mas ambas têm irmãos e eu sei, muito bem, que não há laço tão forte como o laço de sangue, por mais que amemos os nossos amigos.
Insisto, por isso, com todas as minhas amigas, para que não deixem os seus filhos serem filhos únicos para o resto da vida. Estão a ouvir?!?
Ora bem, para ter mais do que um filho, convém que tenha o primeiro e é aqui que as coisas começam a complicar-se.
Tenho ouvido, ao longo dos últimos doze meses, dezenas de histórias, algumas contadas na primeira pessoa, sobre como estas coisas nem sempre acontecem facilmente, sobre como tanto pode demorar um mês como um ano, sobre como o importante é não "entrar em stress", sobre como é "perfeitamente normal" esperar quatro, cinco, seis meses até que a gravidez aconteça.
Tenho ouvido com paciência.
Nos últimos tempos, porém, noto que os comentários começam a escassear, que a sacramental pergunta "então, há novidades?", é colocada com cada vez menos insistência. Julgo que acreditam magoar-me, ao repetir a mesma pergunta, uma e outra vez.
Na realidade, incomoda-me que deixem de perguntar com receio de serem incómodas. Quando chegamos a um ponto em que este assunto se torna incómodo, é altura para começar a ficar preocupada.
Para começar a pensar que se calhar não é assim tão "normal".
A despreocupação começa, por isso, a dar lugar à angústia.
No momento em que dei por mim a pensar "se calhar, nunca vou ter filhos", abateu-se sobre mim uma tristeza imensa e inexpressável.
Uma sensação de vazio pesada, desesperançosa.
Eu, que até queria três, será possível?!?
Não sei, mas começo a ter muito medo.
As mulheres que me rodeiam são, em brutal maioria, mães. Mães dedicadas, mães preocupadas, mães extremosas. E são, para lá de tudo o resto e em primeira análise, mães. Porque a sua vida gira, e isto é mesmo verdade, em torno dos seus filhos. Preenchem-nas.
Se a relação com os irmãos é o que é, imagine-se a ligação que se tem com um filho.
Será possível, será justo, que também disto eu tenha de ser privada?
Emociona-me, agora mais que nunca, ouvi-las falar sobre como é maravilhosa a condição de mãe. Observo-as, enquanto se desfazem em mimos, e como são recompensadas, com um amor que é maior do que tudo o que possa imaginar-se.
É que nem sobrinhos eu vou ter, merda!
A família que eu imagino, agora, não ficará completa sem filhos.
A triste realidade é que me falta ter alguém de quem possa dizer que é um pedaço de mim. Se calhar estou a ser egoísta, mas a falta deste alguém está a abrir um buraco enorme na minha vida. Apetece-me o toque, apetece-me o cheiro. Igual ao meu. Extraído de mim. Poder procurar os meus olhos noutra pessoa. O formato da mãos e dos pés, o desenho das sobrancelhas, o contorno dos lábios.
Para minha profunda e enorme tristeza, chego à conclusão que, de facto, ninguém é de ninguém, a não ser os filhos dos pais.
Porque os romances terminam, os casamentos acabam, as chamas apagam-se.
Mas os filhos ficam para sempre. E são mesmo "nossos", sendo que este "nossos" pode ser dito à boca cheia, e soar a verdadeiro. Muito mais verdadeiro do que "minha mulher", "minha namorada" ou "meu amigo".
Posto isto, se e quando vier a ter filhos, é provável que me transforma na mãe mais lamechas de todos os tempos.
Isso seria, sem dúvida, uma coisa boa.
Porque acho que nunca mais voltaria a sentir-me sozinha. É impossível, acredito eu, que uma mãe volte a sentir-se só. Impossível.
Será que é disso que eu tenho medo?
Ai, Cristo, estou a tornar-me depressiva, socorro!!!
...
Pronto, agora que estou suficientemente triste, posso ir enfiar a cabeça debaixo da almofada e dormir.
Não me sinto muito melhor depois deste desabafo, mas isto passa.
Suponho que podia começar este post com a expressão "querido diário".
Não vou fazê-lo, mas podia.
É um assunto sobre o qual pensei que não viria a escrever mas hoje, particularmente hoje, acho que só a escrever consigo deitar cá para fora o que vai cá por dentro.
Será por ser um assunto sobre o qual não me sinto muito à vontade para falar? Talvez seja.
Suponho, têm-me dito, que a quase todas as mulheres passa pela cabeça, num ou noutro momento, antes de serem mães, que talvez não possam, ou não consigam, ter filhos.
Passou-me, muitas vezes, a mim, ao longo dos anos, isto pela cabeça.
Disse-o, muitas vezes, a pessoas chegadas.
Disse-o porque era o que sentia, mas desejando sempre, como é óbvio, estar enganada.
Também disse, tenho dito, com frequência, que não orientei a minha vida para ter filhos. Isto é, não planeei nesse sentido, não fiz projectos.
As etapas foram-se sucedendo, naturalmente, metas definidas cada uma a seu tempo, o curso, primeiro, o emprego, depois, o casamento, mais tarde.
Paralelamente, e ainda que possa parecer contraditório, sempre fiz questão de dizer que não me limitaria a ter só um filho.
Ser filha única é uma condição à qual nunca achei piada nenhuma.
Se tivesse uma irmã, ou um irmão, provavemente estaria a falar com ela(e) sobre este assunto, em lugar de estar aqui sentada ao computador.
As minhas amigas, as minhas melhores amigas, também já o disse, gostam de mim, claro, mas ambas têm irmãos e eu sei, muito bem, que não há laço tão forte como o laço de sangue, por mais que amemos os nossos amigos.
Insisto, por isso, com todas as minhas amigas, para que não deixem os seus filhos serem filhos únicos para o resto da vida. Estão a ouvir?!?
Ora bem, para ter mais do que um filho, convém que tenha o primeiro e é aqui que as coisas começam a complicar-se.
Tenho ouvido, ao longo dos últimos doze meses, dezenas de histórias, algumas contadas na primeira pessoa, sobre como estas coisas nem sempre acontecem facilmente, sobre como tanto pode demorar um mês como um ano, sobre como o importante é não "entrar em stress", sobre como é "perfeitamente normal" esperar quatro, cinco, seis meses até que a gravidez aconteça.
Tenho ouvido com paciência.
Nos últimos tempos, porém, noto que os comentários começam a escassear, que a sacramental pergunta "então, há novidades?", é colocada com cada vez menos insistência. Julgo que acreditam magoar-me, ao repetir a mesma pergunta, uma e outra vez.
Na realidade, incomoda-me que deixem de perguntar com receio de serem incómodas. Quando chegamos a um ponto em que este assunto se torna incómodo, é altura para começar a ficar preocupada.
Para começar a pensar que se calhar não é assim tão "normal".
A despreocupação começa, por isso, a dar lugar à angústia.
No momento em que dei por mim a pensar "se calhar, nunca vou ter filhos", abateu-se sobre mim uma tristeza imensa e inexpressável.
Uma sensação de vazio pesada, desesperançosa.
Eu, que até queria três, será possível?!?
Não sei, mas começo a ter muito medo.
As mulheres que me rodeiam são, em brutal maioria, mães. Mães dedicadas, mães preocupadas, mães extremosas. E são, para lá de tudo o resto e em primeira análise, mães. Porque a sua vida gira, e isto é mesmo verdade, em torno dos seus filhos. Preenchem-nas.
Se a relação com os irmãos é o que é, imagine-se a ligação que se tem com um filho.
Será possível, será justo, que também disto eu tenha de ser privada?
Emociona-me, agora mais que nunca, ouvi-las falar sobre como é maravilhosa a condição de mãe. Observo-as, enquanto se desfazem em mimos, e como são recompensadas, com um amor que é maior do que tudo o que possa imaginar-se.
É que nem sobrinhos eu vou ter, merda!
A família que eu imagino, agora, não ficará completa sem filhos.
A triste realidade é que me falta ter alguém de quem possa dizer que é um pedaço de mim. Se calhar estou a ser egoísta, mas a falta deste alguém está a abrir um buraco enorme na minha vida. Apetece-me o toque, apetece-me o cheiro. Igual ao meu. Extraído de mim. Poder procurar os meus olhos noutra pessoa. O formato da mãos e dos pés, o desenho das sobrancelhas, o contorno dos lábios.
Para minha profunda e enorme tristeza, chego à conclusão que, de facto, ninguém é de ninguém, a não ser os filhos dos pais.
Porque os romances terminam, os casamentos acabam, as chamas apagam-se.
Mas os filhos ficam para sempre. E são mesmo "nossos", sendo que este "nossos" pode ser dito à boca cheia, e soar a verdadeiro. Muito mais verdadeiro do que "minha mulher", "minha namorada" ou "meu amigo".
Posto isto, se e quando vier a ter filhos, é provável que me transforma na mãe mais lamechas de todos os tempos.
Isso seria, sem dúvida, uma coisa boa.
Porque acho que nunca mais voltaria a sentir-me sozinha. É impossível, acredito eu, que uma mãe volte a sentir-se só. Impossível.
Será que é disso que eu tenho medo?
Ai, Cristo, estou a tornar-me depressiva, socorro!!!
...
Pronto, agora que estou suficientemente triste, posso ir enfiar a cabeça debaixo da almofada e dormir.
Não me sinto muito melhor depois deste desabafo, mas isto passa.
Quem é dono de quem?
[antes de mais nada, o facto de eu estar a escrever sobre carros pela segunda vez na mesma semana pode ser explicado pelo facto de eu estar, e isto é oficial, a perder o juízo…]
O carro até é muito bonito, mas não é exactamente sobre o automóvel que quero falar.
A realidade é que vi ontem, pela primeira vez, na televisão o spot do novo Seat Leon e fiquei estarrecida.
Escalou repentinamente até ao topo da minha tabela de anúncios favoritos porque está mesmo, mas mesmo, bem conseguido.
A locução assenta na ideia de que quando compramos um carro compramos uma data de preocupações e stress… mas compramos na mesma, tal como diz o anúncio.
O spot termina (magistralmente, na minha opinião), com a frase “porque as melhores coisas não são as que nos pertencem mas as que são donas de nós”.
Isto não é publicidade, isto é poesia.
Muito bom mesmo, também por causa da assinatura final, “quem é dono de quem”.
“As melhores coisas não são as que nos pertencem mas as que são donas de nós”.
This could be something to think about…
quinta-feira, 17 de maio de 2007
É do calor...
Dei-me conta de que andava aqui a faltar uma música para dar ao pezinho… Com o calor e tal, vem mesmo a propósito uma que me tem andado o dia todo na cabeça.
Justin Timberlake (what else?). E não, não estou obcecada, a questão é que a música é mesmo gira.
Chama-se Summer Love e fez-me lembrar de uma coisa que se passou há muitos, muitos, muitos anos… mesmo…
De forma abreviada, a história centra-se em dois personagens principais, sendo que um deles era eu, a própria, e o outro o j.b., filho de uns amigos dos meus pais.
Eu tinha, ora deixa cá ver… 12, sim, 12 anos, quando nos conhecemos. Seria o Verão de 88, portanto [Cristo!...]. Passámos férias juntos, com pais e irmãos incluídos, e nasceu ali um encantamento que haveria de durar anos.
Lembro-me perfeitamente que estava no auge das mudanças físicas típicas da adolescência e que, por causa disso, foi um Verão atribulado, o primeiro em que ir à praia em determinadas alturas do mês era um verdadeiro quebra-cabeças.
Para grande felicidade minha, o j. tinha uma irmã mais velha (a s. tinha 16, salvo erro), que me ajudou imenso e de quem acabei por ficar muito amiga.
Fomo-nos encontrando, a espaços, depois desse Verão, mas só voltámos a passar férias juntos dois anos mais tarde.
E as mudanças que acontecem em dois anos!
Em 90 reencontrámo-nos, então, em Vilamoura, onde passámos umas férias inesquecíveis. Tínhamos 14 anos, ambos, e a s. teria então 18.
O grupo de pândegos ficava completo com mais dois rapazes, mais ou menos da mesma idade, filhos do primeiro casamento do padrasto do j. e da s.
Passei para aí um mês no Algarve, primeiro em casa deles e depois numa casa alugada pelos meus pais, que chegaram mais tarde.
A paixoneta reacendeu-se mal nos vimos, de modo que as férias foram passadas completamente ‘in love’, com o beneplácito dos pais, embevecidos com aquele cenário de amor adolescente.
Os dias eram passados na piscina e as noites na borga, graças à s. que, assumindo o papel de mana mais velha, nos permitia sair sempre que queríamos, até às tantas.
Quando ficávamos em casa, lembro-me que nos juntávamos todos na sala, a jogar às cartas, a tocar viola e a cantar. Foram umas das melhores férias de sempre.
As discotecas mais badaladas do Algarve, corremo-las todas, muitas vezes com os pais, arrastados por nós e por aquela onda de descontracção.
A Trigonometria era a nossa favorita, porque aí os pais ficavam no Clube T (porta ao lado) e nós podíamos mesmo fingir que já éramos crescidos.
Tudo isto me ocorreu ao lembrar-me que foi, precisamente neste Verão, que ouvi pela primeira vez a expressão “amores de Verão ficam enterrados na areia”.
Já se vê que a coisa não acabou bem…
O fim das férias marcou também o fim daquela paixoneta.
Eu regressava a Cascais, o j. a Lisboa e a ‘separação’ era inevitável.
Chorei que me desunhei durante dias, voltei a casa destroçada.
E aquela frase, “amores de Verão ficam enterrados na areia”, nunca mais me esqueci dela.
Claro que nem todos os amores de Verão estão condenados à partida.
Mas o calor do Verão tem, de facto, a capacidade de atear as chamas mais improváveis.
Deve ser a pensar em tudo isto que o Justin Timberlake garante que “this just can’t be summer love”…
Riding in the drop top with the top down
Saw you switching lanes girl
Pull up to the red light looking right
Come on let me get your name girl
Tell me where you’re from,
What you do,
What you like
Let me pick your brain girl
And tell me how they got that pretty little face
On that pretty little frame girl
But let me show you round,
Let me take you out
Betcha we can have some fun girl
‘Cause we can it do fast fast slow
Which ever way you wanna run girl
But let me buy you drinks better yet rings
Do it how you want it done girl
And who woulda thought that you could be the one 'cause I
I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, you’ll see
Come on and let me show you round, let me take you out
Betcha we can have some fun girl
'cause you could dress it up, you could dress it down
Any way you want it done girl,
Or we can stay home talking on the phone
Rapping till we see the sun girl
Do what I gotta do, just gotta show you
That I'm the one girl
Well I'm a freak ya right each and every night
I know how to do it insane girl
'cause I can make ya hot make ya stop
Make ya wanna say my name girl
Come on baby please 'cause I'm on my knees
Can't get you off my brain girl
But who woulda thought that you could be the one 'cause I
I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, LOVE
'cause I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, LOVE
Summer's over for the both of us {summer's over}
But that doesn't mean we should give up on us {don't give up}
Your the one that I've been thinking of {your the one}
And I knew the day I met you you'd be the one
I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, LOVE {oh}
'cause I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, love
Justin Timberlake (what else?). E não, não estou obcecada, a questão é que a música é mesmo gira.
Chama-se Summer Love e fez-me lembrar de uma coisa que se passou há muitos, muitos, muitos anos… mesmo…
De forma abreviada, a história centra-se em dois personagens principais, sendo que um deles era eu, a própria, e o outro o j.b., filho de uns amigos dos meus pais.
Eu tinha, ora deixa cá ver… 12, sim, 12 anos, quando nos conhecemos. Seria o Verão de 88, portanto [Cristo!...]. Passámos férias juntos, com pais e irmãos incluídos, e nasceu ali um encantamento que haveria de durar anos.
Lembro-me perfeitamente que estava no auge das mudanças físicas típicas da adolescência e que, por causa disso, foi um Verão atribulado, o primeiro em que ir à praia em determinadas alturas do mês era um verdadeiro quebra-cabeças.
Para grande felicidade minha, o j. tinha uma irmã mais velha (a s. tinha 16, salvo erro), que me ajudou imenso e de quem acabei por ficar muito amiga.
Fomo-nos encontrando, a espaços, depois desse Verão, mas só voltámos a passar férias juntos dois anos mais tarde.
E as mudanças que acontecem em dois anos!
Em 90 reencontrámo-nos, então, em Vilamoura, onde passámos umas férias inesquecíveis. Tínhamos 14 anos, ambos, e a s. teria então 18.
O grupo de pândegos ficava completo com mais dois rapazes, mais ou menos da mesma idade, filhos do primeiro casamento do padrasto do j. e da s.
Passei para aí um mês no Algarve, primeiro em casa deles e depois numa casa alugada pelos meus pais, que chegaram mais tarde.
A paixoneta reacendeu-se mal nos vimos, de modo que as férias foram passadas completamente ‘in love’, com o beneplácito dos pais, embevecidos com aquele cenário de amor adolescente.
Os dias eram passados na piscina e as noites na borga, graças à s. que, assumindo o papel de mana mais velha, nos permitia sair sempre que queríamos, até às tantas.
Quando ficávamos em casa, lembro-me que nos juntávamos todos na sala, a jogar às cartas, a tocar viola e a cantar. Foram umas das melhores férias de sempre.
As discotecas mais badaladas do Algarve, corremo-las todas, muitas vezes com os pais, arrastados por nós e por aquela onda de descontracção.
A Trigonometria era a nossa favorita, porque aí os pais ficavam no Clube T (porta ao lado) e nós podíamos mesmo fingir que já éramos crescidos.
Tudo isto me ocorreu ao lembrar-me que foi, precisamente neste Verão, que ouvi pela primeira vez a expressão “amores de Verão ficam enterrados na areia”.
Já se vê que a coisa não acabou bem…
O fim das férias marcou também o fim daquela paixoneta.
Eu regressava a Cascais, o j. a Lisboa e a ‘separação’ era inevitável.
Chorei que me desunhei durante dias, voltei a casa destroçada.
E aquela frase, “amores de Verão ficam enterrados na areia”, nunca mais me esqueci dela.
Claro que nem todos os amores de Verão estão condenados à partida.
Mas o calor do Verão tem, de facto, a capacidade de atear as chamas mais improváveis.
Deve ser a pensar em tudo isto que o Justin Timberlake garante que “this just can’t be summer love”…
Riding in the drop top with the top down
Saw you switching lanes girl
Pull up to the red light looking right
Come on let me get your name girl
Tell me where you’re from,
What you do,
What you like
Let me pick your brain girl
And tell me how they got that pretty little face
On that pretty little frame girl
But let me show you round,
Let me take you out
Betcha we can have some fun girl
‘Cause we can it do fast fast slow
Which ever way you wanna run girl
But let me buy you drinks better yet rings
Do it how you want it done girl
And who woulda thought that you could be the one 'cause I
I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, you’ll see
Come on and let me show you round, let me take you out
Betcha we can have some fun girl
'cause you could dress it up, you could dress it down
Any way you want it done girl,
Or we can stay home talking on the phone
Rapping till we see the sun girl
Do what I gotta do, just gotta show you
That I'm the one girl
Well I'm a freak ya right each and every night
I know how to do it insane girl
'cause I can make ya hot make ya stop
Make ya wanna say my name girl
Come on baby please 'cause I'm on my knees
Can't get you off my brain girl
But who woulda thought that you could be the one 'cause I
I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, LOVE
'cause I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, LOVE
Summer's over for the both of us {summer's over}
But that doesn't mean we should give up on us {don't give up}
Your the one that I've been thinking of {your the one}
And I knew the day I met you you'd be the one
I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, LOVE {oh}
'cause I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love you'll see
This just can't be summer love, love
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Breath taking

Eu, que até nem sou muito destas coisas, e que estou plenamente satisfeita com a minha maravilhosa Polo, dei por mim a desejá-lo…
Alguém de quem gostei muito costumava dizer que “não é o carro que faz o homem, é o homem que faz o carro”.
Concordo.
Mas, ainda assim, este, que já de si tem muita pinta, teria ainda mais estilo comigo ao volante…
BMW, série 1, três portas, fáchavor.
domingo, 13 de maio de 2007
Pastorinho
O fim-de-semana encerra com chuva, que é uma coisa que me dá um ânimo brutal para encarar a semana. Agora queria sol e calor, se pudesse ser. É que Junho vai ser um mês tramado em termos de trabalho e gostava de dar uma côrzinha às pernas e à cara até lá...
Foi um dos fins-de-semana mais caseiros dos últimos meses. Ainda não pus a leitura em dia, nem nada que se pareça, mas já tenho mais dois filmes no papo.
Dois filmes de domingo, mesmo.
The Holiday (O amor não tira férias) é a história de duas mulheres, uma inglesa e uma americana, que trocam de casas durante quinze dias de férias. O filme é 100% lamechas, de maneiras que acabei rodeada de lenços de papel húmidos e com os olhos encarnados de tanto chorar. Eu sou mesmo isso, nothing to worry about...
É uma comédia romântica, pirosa, dirão alguns, mas eu, tal como a Kate Winslet no filme, gosto de coisas pirosas. E de histórias de amor improváveis, e de fantasiar com elas, e de acreditar em príncipes encantados e em finais felizes. E do Jude Law, também. LINDO!!! Aqueles olhos não existem, pois não?!?...
Depois, Devil wears Prada (O Diabo veste Prada). Eu avisei que eram filmes de domingo...
Entretanto, é 13 de Maio e faz anos um dos pastorinhos. O amigo p.m. [mind if I call you friend?...], com o qual estive a falar, para chegarmos à conclusão que desperdiçámos dois anos de curso (e de amizade), uma vez que só no terceiro nos começámos a entender.
Isto porque, tal como lhe expliquei, durante os dois primeiros me tratava como se eu fosse desprovida de cérebro. Justificou-se dizendo-me que eu tinha 17 anos (na realidade começou por dizer 15...) e que ninguém com 17 anos pode ser levado a sério. Pois sim, p.m.
Tu já tens 32 e eu ainda não sei quando devo levar-te a sério... :)
Foi um dos fins-de-semana mais caseiros dos últimos meses. Ainda não pus a leitura em dia, nem nada que se pareça, mas já tenho mais dois filmes no papo.
Dois filmes de domingo, mesmo.
The Holiday (O amor não tira férias) é a história de duas mulheres, uma inglesa e uma americana, que trocam de casas durante quinze dias de férias. O filme é 100% lamechas, de maneiras que acabei rodeada de lenços de papel húmidos e com os olhos encarnados de tanto chorar. Eu sou mesmo isso, nothing to worry about...
É uma comédia romântica, pirosa, dirão alguns, mas eu, tal como a Kate Winslet no filme, gosto de coisas pirosas. E de histórias de amor improváveis, e de fantasiar com elas, e de acreditar em príncipes encantados e em finais felizes. E do Jude Law, também. LINDO!!! Aqueles olhos não existem, pois não?!?...
Depois, Devil wears Prada (O Diabo veste Prada). Eu avisei que eram filmes de domingo...
Entretanto, é 13 de Maio e faz anos um dos pastorinhos. O amigo p.m. [mind if I call you friend?...], com o qual estive a falar, para chegarmos à conclusão que desperdiçámos dois anos de curso (e de amizade), uma vez que só no terceiro nos começámos a entender.
Isto porque, tal como lhe expliquei, durante os dois primeiros me tratava como se eu fosse desprovida de cérebro. Justificou-se dizendo-me que eu tinha 17 anos (na realidade começou por dizer 15...) e que ninguém com 17 anos pode ser levado a sério. Pois sim, p.m.
Tu já tens 32 e eu ainda não sei quando devo levar-te a sério... :)
sábado, 12 de maio de 2007
Bem passado
Venho com um dia de atraso para falar sobre o dia de ontem. Talvez porque fosse necessário digiri-lo. E isso leva tempo. Foi, isso sem dúvida, inesquecível. Mais um extraordinário capítulo de uma história onde 1+1 não é, de todo, igual a 2.
Emoções fortes da manhã à noite valeram-me uma monumental dor de costas e uma teimosa dor de cabeça, das quais ainda não consegui ver-me totalmente livre.
Mania de que sou uma míuda e posso simplesmente "ir". Claro que fui, no final de um dia intenso que rematava uma semana intensa, ver e sobretudo ouvir os Xutos e Pontapés ao vivo em Algés. Diz que a semana académica de Lisboa se mudou para lá.
Claro que os Xutos só subiram ao palco à 1 da manhã, porque a malta é jovem. Improvável cenário, rodeada de colegas de trabalho (sim, temos lá a nossa mãozinha), na madrugada de uma sexta-feira, a dançar ao som dos Xutos. Weird things happen...
Naturalmente, com os meus 30 anos a dizerem "estamos aqui, estamos aqui", hoje passei a tarde deitada no sofá, em transe.
O que acabou por ser excelente, porque me permitiu ver dois filmes que me estavam atravessados. Little Miss Sunshine (Uma família à beira de um ataque de nervos) e Me and You and Everyone We Know (Eu, Tu e Todos os Que Conhecemos).
O primeiro é, simplesmente, delicioso. Inteligente, divertido, dramático, comovente, como todos deviam ser. Terminou comigo a chorar e a rir em simultâneo, sendo que, em mim, nenhuma das coisas é muito difícil acontecer. Tem as emoçõezinhas à flor da pele, a menina, tem, tem...
Muito bom, muito bonito.
Quanto ao segundo, posso dizer que é o segundo filme mais surreal que já vi, porque não consegue destronar o Being John Malkovich (Queres ser John Malkovich?) que é, pura e simplesmente, um hino ao surrealismo.
Mas bom. Não consegui deixar de o ver até ao fim e não me apeteceu, nem por um segundo, desligar o DVD. Estranho, mas bom.
Entretanto, parece que as dores estão a querer ir-se embora. Boa.
Assim sendo, talvez ainda consiga dar mais um pézinho de dança...
São duas das minhas favoritas dos Xutos, por uma série de razões que vêm sobretudo espelhadas nas letras.
Circo de Feras é uma daquelas que toda a gente canta e sabe de cor. Gosto dela pelo que evoca, pelo que me traz à memória.
Se me amas... gosto porque num instantinho diz uma série de verdades acerca do amor. Que se quer bem passado é só uma delas.
Se me amas
Se me amas
Se me queres
Não procures aquilo que
Não há em mim
Se me amas
Se me queres
Não me prendas
Sempre ao pé de ti
Se me amas
Se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos
Já te disse toma cuidado
Que o amor quer-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas
Se me amas
Se me queres
Não me faças nunca
Dizer que não
Se me amas se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos...
Já te disse toma cuidado
Que o amor quer-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas.
Circo de feras
A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se à espreita
Nunca dei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto
De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto
Emoções fortes da manhã à noite valeram-me uma monumental dor de costas e uma teimosa dor de cabeça, das quais ainda não consegui ver-me totalmente livre.
Mania de que sou uma míuda e posso simplesmente "ir". Claro que fui, no final de um dia intenso que rematava uma semana intensa, ver e sobretudo ouvir os Xutos e Pontapés ao vivo em Algés. Diz que a semana académica de Lisboa se mudou para lá.
Claro que os Xutos só subiram ao palco à 1 da manhã, porque a malta é jovem. Improvável cenário, rodeada de colegas de trabalho (sim, temos lá a nossa mãozinha), na madrugada de uma sexta-feira, a dançar ao som dos Xutos. Weird things happen...
Naturalmente, com os meus 30 anos a dizerem "estamos aqui, estamos aqui", hoje passei a tarde deitada no sofá, em transe.
O que acabou por ser excelente, porque me permitiu ver dois filmes que me estavam atravessados. Little Miss Sunshine (Uma família à beira de um ataque de nervos) e Me and You and Everyone We Know (Eu, Tu e Todos os Que Conhecemos).
O primeiro é, simplesmente, delicioso. Inteligente, divertido, dramático, comovente, como todos deviam ser. Terminou comigo a chorar e a rir em simultâneo, sendo que, em mim, nenhuma das coisas é muito difícil acontecer. Tem as emoçõezinhas à flor da pele, a menina, tem, tem...
Muito bom, muito bonito.
Quanto ao segundo, posso dizer que é o segundo filme mais surreal que já vi, porque não consegue destronar o Being John Malkovich (Queres ser John Malkovich?) que é, pura e simplesmente, um hino ao surrealismo.
Mas bom. Não consegui deixar de o ver até ao fim e não me apeteceu, nem por um segundo, desligar o DVD. Estranho, mas bom.
Entretanto, parece que as dores estão a querer ir-se embora. Boa.
Assim sendo, talvez ainda consiga dar mais um pézinho de dança...
São duas das minhas favoritas dos Xutos, por uma série de razões que vêm sobretudo espelhadas nas letras.
Circo de Feras é uma daquelas que toda a gente canta e sabe de cor. Gosto dela pelo que evoca, pelo que me traz à memória.
Se me amas... gosto porque num instantinho diz uma série de verdades acerca do amor. Que se quer bem passado é só uma delas.
Se me amas
Se me amas
Se me queres
Não procures aquilo que
Não há em mim
Se me amas
Se me queres
Não me prendas
Sempre ao pé de ti
Se me amas
Se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos
Já te disse toma cuidado
Que o amor quer-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas
Se me amas
Se me queres
Não me faças nunca
Dizer que não
Se me amas se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos...
Já te disse toma cuidado
Que o amor quer-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas.
Circo de feras
A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se à espreita
Nunca dei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto
De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Dialectos
“Diz que o meu amor lhe dá um certo calor na barriga”
O dia de hoje também me está a dar calor na barriga.
O dia de hoje também me está a dar calor na barriga.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Sofre bela para seres formosa
Ouvir dizer, ou li, não sei a quem, não me recordo onde, que um dos primeiros sinais de que estamos a ficar, como dizer, ‘crescidas’, é o aumento do número de embalagens de produtos de beleza em cima da bancada da casa de banho.
No meu caso, isto é bem verdade.
Há dez ou quinze anos usava, quanto muito, dois cremes no Verão – o protector solar e o hidratante, depois do banho, no regresso da praia, e só para que não me caísse tão depressa a pele.
De há cinco anos para cá multiplicam-se, em cestinhos, caixinhas e gavetinhas, as embalagens de cremes para os mais diversos fins, na justa medida em que ‘cresce’ a factura de gastos em para-farmácias, perfumarias, cabeleireiros e afins.
Dou por mim a ter necessidades que há poucos anos não julgava possíveis. Tipo “ter de ir arranjar as mãos”. “Ter de ir”?!? Se há dez anos me dissessem que eu diria, um dia, esta frase, “tenho de ir arranjar as mãos”, rebolava-me no chão a rir!
But things change…
E neste aspecto a vida de um homem é tão mais fácil…
O meu marido, por exemplo. Faz-lhe imensa confusão que eu passe, todas as manhãs, uma hora na casa de banho. Acho que deve interrogar-se sobre que raio faço eu durante 60 minutos enfiada dentro de uma divisão minúscula, cheia de vapor, onde está um calor insuportável e porque me irrito tanto quando se atreve a interromper-me.
É um amor, mas passam-lhe completamente ao lado as dezenas de rituais que ‘gaja que é gaja’ tem de cumprir, diariamente, antes de sequer pôr o nariz fora da janela para saber como está o tempo. :)
O banho é o básico e é só o começo. Depois há o creme para a celulite, o creme para a cara, o creme para o corpo, a base, o pó, o blush, o lápis, a máscara, a espuma, a escova, o secador e o perfume, para já não falar dos acessórios, onde se incluem os brincos, as pulseiras e os anéis.
E isto só para citar o que fazemos em casa, por nós próprias.
Porque depois ainda há aquelas ‘tarefas’ para as quais não prescindimos da ajuda de profissionais especializadas, como a depilação, a manicura, a pedicura, o cabeleireiro…
E o dinheiro que tudo isto consome… Uma renda, é o que é…
Ainda outro dia vi uma reportagem na televisão sobre o facto de as mulheres portuguesas recorrerem cada vez mais a esteticistas e a tratamentos de beleza.
O cabeleireiro que frequento está sempre cheio. É incrível. E ainda mais incríveis são as coisas que por lá vejo.
Ainda no domingo lá estive, lá está, fui ‘arranjar as mãos’… tinha mesmo de ser… para variar, estive imenso tempo à espera e quando isso acontece entretenho-me a observar o que se passa à minha volta.
Fico sempre surpreendida com a quantidade de torturas a que nos submetemos para ficar bonitas. E com as figuras que fazemos, até conseguirmos (quando conseguimos, claro…).
Uma mulher com pratas na cabeça [fazer madeixas implica] não é uma visão bonita. Uma mulher coberta de uma espessa pasta cor-de-rosa [cera quente] não é uma visão bonita. A dor que o arrancar dos pelos provoca não é, isso posso garantir, uma coisa bonita.
Mas a gente submete-se. E, falo por mim, com gosto.
A minha mais recente aquisição foi um produto para atacar a celulite [já experimentei vários, posso dar consultoria…], muito publicitado (sim, sou altamente influenciável pela publicidade, já tinha confessado isto), cuja embalagem tem, numa das extremidades, um mecanismo que “amassa” a pele. Sim, eles dizem que “amassa” e prepara a pele para a penetração do produto.
Mas a verdade é que ESMAGA, ARREPANHA, TORTURA. É, pura e simplesmente, SOBERBO. Sim, é maravilhoso. Aquilo dói que se farta mas eu posso jurar que oiço a celulite a ganir e a fugir assustada pela porta fora…
No meu caso, isto é bem verdade.
Há dez ou quinze anos usava, quanto muito, dois cremes no Verão – o protector solar e o hidratante, depois do banho, no regresso da praia, e só para que não me caísse tão depressa a pele.
De há cinco anos para cá multiplicam-se, em cestinhos, caixinhas e gavetinhas, as embalagens de cremes para os mais diversos fins, na justa medida em que ‘cresce’ a factura de gastos em para-farmácias, perfumarias, cabeleireiros e afins.
Dou por mim a ter necessidades que há poucos anos não julgava possíveis. Tipo “ter de ir arranjar as mãos”. “Ter de ir”?!? Se há dez anos me dissessem que eu diria, um dia, esta frase, “tenho de ir arranjar as mãos”, rebolava-me no chão a rir!
But things change…
E neste aspecto a vida de um homem é tão mais fácil…
O meu marido, por exemplo. Faz-lhe imensa confusão que eu passe, todas as manhãs, uma hora na casa de banho. Acho que deve interrogar-se sobre que raio faço eu durante 60 minutos enfiada dentro de uma divisão minúscula, cheia de vapor, onde está um calor insuportável e porque me irrito tanto quando se atreve a interromper-me.
É um amor, mas passam-lhe completamente ao lado as dezenas de rituais que ‘gaja que é gaja’ tem de cumprir, diariamente, antes de sequer pôr o nariz fora da janela para saber como está o tempo. :)
O banho é o básico e é só o começo. Depois há o creme para a celulite, o creme para a cara, o creme para o corpo, a base, o pó, o blush, o lápis, a máscara, a espuma, a escova, o secador e o perfume, para já não falar dos acessórios, onde se incluem os brincos, as pulseiras e os anéis.
E isto só para citar o que fazemos em casa, por nós próprias.
Porque depois ainda há aquelas ‘tarefas’ para as quais não prescindimos da ajuda de profissionais especializadas, como a depilação, a manicura, a pedicura, o cabeleireiro…
E o dinheiro que tudo isto consome… Uma renda, é o que é…
Ainda outro dia vi uma reportagem na televisão sobre o facto de as mulheres portuguesas recorrerem cada vez mais a esteticistas e a tratamentos de beleza.
O cabeleireiro que frequento está sempre cheio. É incrível. E ainda mais incríveis são as coisas que por lá vejo.
Ainda no domingo lá estive, lá está, fui ‘arranjar as mãos’… tinha mesmo de ser… para variar, estive imenso tempo à espera e quando isso acontece entretenho-me a observar o que se passa à minha volta.
Fico sempre surpreendida com a quantidade de torturas a que nos submetemos para ficar bonitas. E com as figuras que fazemos, até conseguirmos (quando conseguimos, claro…).
Uma mulher com pratas na cabeça [fazer madeixas implica] não é uma visão bonita. Uma mulher coberta de uma espessa pasta cor-de-rosa [cera quente] não é uma visão bonita. A dor que o arrancar dos pelos provoca não é, isso posso garantir, uma coisa bonita.
Mas a gente submete-se. E, falo por mim, com gosto.
A minha mais recente aquisição foi um produto para atacar a celulite [já experimentei vários, posso dar consultoria…], muito publicitado (sim, sou altamente influenciável pela publicidade, já tinha confessado isto), cuja embalagem tem, numa das extremidades, um mecanismo que “amassa” a pele. Sim, eles dizem que “amassa” e prepara a pele para a penetração do produto.
Mas a verdade é que ESMAGA, ARREPANHA, TORTURA. É, pura e simplesmente, SOBERBO. Sim, é maravilhoso. Aquilo dói que se farta mas eu posso jurar que oiço a celulite a ganir e a fugir assustada pela porta fora…
domingo, 6 de maio de 2007
It's a dirty job, but someone's gotta do it...
Em dias como o de hoje, em que a vida é quase perfeita, só há uma coisa que me descompensa o nervo, tal como ao Bruno Nogueira...
O meu trabalho é, por natureza, um trabalho de discrição. Quando se trabalha para promover a (boa) imagem de uma instituição, acontece as nossas convicções pessoais serem remetidas para segunda plano.
Quando, como no meu caso, se acredita no trabalho que se desenvolve, dia após dia, acontece anularmo-nos, em prol dos interesses da entidade que é [forçoso] fazer parecer bem, independentemente de partilharmos, ou não, dos ideais da pessoa, ou pessoas, que estão ao leme.
Talvez seja complicado entender, é-me até difícil explicar, mas nunca encarei a missão com cinismo ou hipocrisia.
É, como digo, fácil, é até natural, quando realmente se acredita no trabalho que se desenvolve.
Pode soar a frase feita, mas a mim é-me, pessoalmente, difícil assumir um cargo, uma responsabilidade, sem vestir a camisola. Este foi, desde que comecei a minha vida profissional, sempre o meu posicionamento. É a minha forma de estar e de fazer as coisas.
Tudo isto se torna mais fácil ainda quando os méritos do trabalho desenvolvido por toda a equipa são reconhecidos, de forma quase unânime.
Existem falhas, naturalmente, mas de uma forma geral, e honestamente, é simples fazer passar uma boa imagem de uma instituição que dá provas, concretas.
E tudo isto porquê?
Tudo isto porque hoje, sem perder a noção da discrição que, como comecei por dizer, deve sempre pautar o exercício do meu trabalho, e sem tirar, por um momento os pés do chão, senti por um bocadinho o formigueiro no estômago que o protagonismo provoca.
Não que seja meu, o protagonismo, nem isso me traria provavelmente exultante.
O reconhecimento do meu trabalho, independentemente dos motivos, para lá do aproveitamento que disso possa ser feito, é que me adoça a boca.
Sentir, de vez em quando, que o que fazemos capta a atenção de alguém, se torna motivo de conversa ou mesmo de notícia num jornal nacional diário, espicaça-nos.
E a mim dá-me ainda mais alento para saltar amanhã da cama cheia de energia e boa disposição, dando graças a Deus pelo trabalho que adoro fazer e me dá tanto prazer!
O meu trabalho é, por natureza, um trabalho de discrição. Quando se trabalha para promover a (boa) imagem de uma instituição, acontece as nossas convicções pessoais serem remetidas para segunda plano.
Quando, como no meu caso, se acredita no trabalho que se desenvolve, dia após dia, acontece anularmo-nos, em prol dos interesses da entidade que é [forçoso] fazer parecer bem, independentemente de partilharmos, ou não, dos ideais da pessoa, ou pessoas, que estão ao leme.
Talvez seja complicado entender, é-me até difícil explicar, mas nunca encarei a missão com cinismo ou hipocrisia.
É, como digo, fácil, é até natural, quando realmente se acredita no trabalho que se desenvolve.
Pode soar a frase feita, mas a mim é-me, pessoalmente, difícil assumir um cargo, uma responsabilidade, sem vestir a camisola. Este foi, desde que comecei a minha vida profissional, sempre o meu posicionamento. É a minha forma de estar e de fazer as coisas.
Tudo isto se torna mais fácil ainda quando os méritos do trabalho desenvolvido por toda a equipa são reconhecidos, de forma quase unânime.
Existem falhas, naturalmente, mas de uma forma geral, e honestamente, é simples fazer passar uma boa imagem de uma instituição que dá provas, concretas.
E tudo isto porquê?
Tudo isto porque hoje, sem perder a noção da discrição que, como comecei por dizer, deve sempre pautar o exercício do meu trabalho, e sem tirar, por um momento os pés do chão, senti por um bocadinho o formigueiro no estômago que o protagonismo provoca.
Não que seja meu, o protagonismo, nem isso me traria provavelmente exultante.
O reconhecimento do meu trabalho, independentemente dos motivos, para lá do aproveitamento que disso possa ser feito, é que me adoça a boca.
Sentir, de vez em quando, que o que fazemos capta a atenção de alguém, se torna motivo de conversa ou mesmo de notícia num jornal nacional diário, espicaça-nos.
E a mim dá-me ainda mais alento para saltar amanhã da cama cheia de energia e boa disposição, dando graças a Deus pelo trabalho que adoro fazer e me dá tanto prazer!
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Uma salva de palmas
… e o prémio de momento mais hilariante da noite de ontem vai para… aquele em que o líder do psd garantia, em directo na rtp, que todos os vereadores compreendiam a necessidade de renunciar aos mandatos na câmara de Lisboa, seguido da afirmação da Judite de Sousa, dizendo “acaba de me chegar informação que dá conta de que o vereador Pedro Feist pretende manter-se em funções”.
Ah.
Pronto.
Por agora é só.
Ah.
Pronto.
Por agora é só.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Parvoíce
Em primeiro lugar, que merda de tempo é este?!?
Pronto.
Agora em relação à lei do tabaco. Baseando-me naquilo que leio nos jornais e vejo na televisão, esta lei consubstancia, pelo menos em alguns aspectos, clara parvoíce.
O café onde costumamos tomar o pequeno-almoço não tem 100 metros quadrados. O dono, o sr. j., é fumador e já várias vezes me disse que 90% dos seus clientes são fumadores.
Hoje de manhã dizia-me “se tenho de descriminar os fumadores, vou afixar um papel ali à porta a dizer «proibida a entrada a negros»”.
Claro que era uma força de expressão. O sr. j. não pretende vedar a entrada a alguém baseando-se apenas na sua raça ou credo.
Mas faz sentido a indignação.
Tenho ouvido os representantes dos empresários de restauração defender uma solução semelhante à espanhola.
Esta foi, aliás, a que sempre preconizei.
Em Espanha é simples, tão simples, e tão fácil de imitar.
São os proprietários dos estabelecimentos quem opta.
Das duas uma, ou “se puede” ou “no se puede”.
Os fumadores, ou aqueles que não se incomodam com o fumo dos outros, frequentam os estabelecimentos onde é permitido fumar. Os outros, os estabelecimentos nos quais não se permite.
A permissão, ou a proibição, está afixada nas portas ou nas montras, de forma bem visível, de modo que não há que enganar.
Ainda ontem dava a uma colega minha o exemplo do Starbuck’s, que tinha imensa curiosidade em conhecer.
Como em Portugal ainda não existe nenhum, pensei provar um dos afamados cafés com sabor [a tudo e mais alguma coisa] em Barcelona, onde há um Starbuck’s em cada esquina.
Acontece que no Starbuck’s “no se puede”. Ou não fossem eles americanos. E por isso não nos apeteceu entrar.
Foi da maneira que poupei uma pipa de massa, que é o que eles pedem por um vaso de café…
Cá estarei em Janeiro para ver como vai ser, na prática.
Os jornalistas ontem andaram todos à caça dos deputados fumadores, para fazer a perguntinha da praxe. A sério que estava doida para ouvir alguém responder “vou continuar a fumar dentro do meu gabinete e onde me apetecer, desde que ninguém me chateie, porque me estou a borrifar para a lei”.
É impressão minha ou já há muitos anos que é proibido fumar nos edifícios públicos?
Aqui na minha sala não se fuma. Foi uma imposição dos não-fumadores, que caiu muito mal nos fumadores.
Mas agora já passou.
Fuma-se na rua, fuma-se no pátio [sim, temos um pátio, à antiga portuguesa], fuma-se no café… por enquanto…
Fuma-se menos.
Se há coisa com a qual eu sou esquisitinha é com os cheiros. O cheiro a tabaco impregnado na roupa e no cabelo tira-me do sério. Tal como o cheiro a fritos. Não há coisa pior que sair de um restaurante a cheirar a fritos.
Por isso proponho que passe a ser proibido fritar nos restaurantes.
Tenho dito.
Pronto.
Agora em relação à lei do tabaco. Baseando-me naquilo que leio nos jornais e vejo na televisão, esta lei consubstancia, pelo menos em alguns aspectos, clara parvoíce.
O café onde costumamos tomar o pequeno-almoço não tem 100 metros quadrados. O dono, o sr. j., é fumador e já várias vezes me disse que 90% dos seus clientes são fumadores.
Hoje de manhã dizia-me “se tenho de descriminar os fumadores, vou afixar um papel ali à porta a dizer «proibida a entrada a negros»”.
Claro que era uma força de expressão. O sr. j. não pretende vedar a entrada a alguém baseando-se apenas na sua raça ou credo.
Mas faz sentido a indignação.
Tenho ouvido os representantes dos empresários de restauração defender uma solução semelhante à espanhola.
Esta foi, aliás, a que sempre preconizei.
Em Espanha é simples, tão simples, e tão fácil de imitar.
São os proprietários dos estabelecimentos quem opta.
Das duas uma, ou “se puede” ou “no se puede”.
Os fumadores, ou aqueles que não se incomodam com o fumo dos outros, frequentam os estabelecimentos onde é permitido fumar. Os outros, os estabelecimentos nos quais não se permite.
A permissão, ou a proibição, está afixada nas portas ou nas montras, de forma bem visível, de modo que não há que enganar.
Ainda ontem dava a uma colega minha o exemplo do Starbuck’s, que tinha imensa curiosidade em conhecer.
Como em Portugal ainda não existe nenhum, pensei provar um dos afamados cafés com sabor [a tudo e mais alguma coisa] em Barcelona, onde há um Starbuck’s em cada esquina.
Acontece que no Starbuck’s “no se puede”. Ou não fossem eles americanos. E por isso não nos apeteceu entrar.
Foi da maneira que poupei uma pipa de massa, que é o que eles pedem por um vaso de café…
Cá estarei em Janeiro para ver como vai ser, na prática.
Os jornalistas ontem andaram todos à caça dos deputados fumadores, para fazer a perguntinha da praxe. A sério que estava doida para ouvir alguém responder “vou continuar a fumar dentro do meu gabinete e onde me apetecer, desde que ninguém me chateie, porque me estou a borrifar para a lei”.
É impressão minha ou já há muitos anos que é proibido fumar nos edifícios públicos?
Aqui na minha sala não se fuma. Foi uma imposição dos não-fumadores, que caiu muito mal nos fumadores.
Mas agora já passou.
Fuma-se na rua, fuma-se no pátio [sim, temos um pátio, à antiga portuguesa], fuma-se no café… por enquanto…
Fuma-se menos.
Se há coisa com a qual eu sou esquisitinha é com os cheiros. O cheiro a tabaco impregnado na roupa e no cabelo tira-me do sério. Tal como o cheiro a fritos. Não há coisa pior que sair de um restaurante a cheirar a fritos.
Por isso proponho que passe a ser proibido fritar nos restaurantes.
Tenho dito.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Vacaciones
Faz hoje uma semana que comecei as minhas mini-férias e estava um dia lindo, com calor e tudo. Em Viana do Castelo, imagine-se. Hoje, já em casa, preparando-me para o regresso ao trabalho, sou confrontada com a maior ventanosga de que há memória e um frio de fazer bater o dente. É impressão minha ou o tempo devia estar um bocadinho melhor, dado que estamos praticamente em Maio?!?...
Whatever...
O roteiro de férias incluiu Viana do Castelo. Confirma-se como uma das minhas cidades portuguesas predilectas. A região de Portugal de que mais gosto é sem dúvida o Alentejo. Não tenho qualquer ligação familiar ao Alentejo, apenas emocional. Gosto da paisagem em tons de terra.
Porém, e mesmo que isto possa parecer contraditório, a minha cidade alentejana de eleição é Alcácer. Porque é Alentejo com água.
Apesar disso, não fico indiferente ao encanto minhoto. Ainda para mais com água, água salgada, como sucede em Viana. A Praia do Norte é um sítio lindíssimo, onde espero voltar outras vezes.
E depois há as pessoas e a pronúncia, que me deixa com pele de galinha. Gosto de os ouvir falar só por ouvir, porque a pronúncia do Norte põe calor nas palavras. Aqui em baixo somos demasiado frios e circunspectos.
Rumámos depois à Galiza, mais precisamente à Ilha da Toxa, em Pontevedra, com o tempo já a fazer caretas. As meninas da meteorologia galega [a TV Galicia é uma das piores coisinhas deste mundo, registe-se] passaram os dias a anunciar chuva e descida de temperatura, de maneiras que não tardou muito para que decidissemos que em Portugal se estaria provavelmente melhor.
Fizemos a viagem sempre pela costa, que é lindíssima, e aproveitámos a travessia de ferry até Caminha. Belo passeio.
Antes do Porto ainda houve tempo para (re)visitar Braga, cidade da qual tinha memórias já muito distantes. É ainda mais encantadora do que me lembrava. Cheia de gente, de animação e de vida. Gosto de cidades assim, onde ainda há comércio de rua, e tem clientes, onde as pessoas se juntam nos cafés, onde se vêem crianças e jovens nos jardins.
Tenho pena que Cascais seja cada vez menos isto. Cada vez mais deserta à noite. Cada vez mais descaracterizada. É uma pena, de facto.
De todo o modo, é a minha terra, e já lhe sentia a falta.
No regresso, o tempo foi escasso para preparar o jantar rotativo, que no passado sábado aconteceu cá em casa. Doze à mesa, mais o g., que não tarda nada está cá fora. A avaliar pelo tamanho da barriga que a a. carrega, não há-de tardar mesmo nada...
Aqui entre nós que ninguém nos ouve, dá trabalho e é cansativo, mas não me importava nada de ser a anfitriã de um destes jantares pelo menos uma vez por mês. Gosto da casa cheia.
O projecto de ter pelo menos três filhos ancora neste desejo de ter uma casa cheia de gente, a família, os amigos, as crianças mais os amigos das crianças. Tipo chegar aos cinquenta, meter a chave à porta, e ter a casa cheia de adolescentes. Para de seguida ter um fanico, desatar aos gritos, ordenar que arrumem a roupa, que façam as camas, que ponham a loiça na máquina, que desliguem A PORCARIA DA APARELHAGEM... pronto, já passou...
Veremos, o que o futuro me reserva...
Whatever...
O roteiro de férias incluiu Viana do Castelo. Confirma-se como uma das minhas cidades portuguesas predilectas. A região de Portugal de que mais gosto é sem dúvida o Alentejo. Não tenho qualquer ligação familiar ao Alentejo, apenas emocional. Gosto da paisagem em tons de terra.
Porém, e mesmo que isto possa parecer contraditório, a minha cidade alentejana de eleição é Alcácer. Porque é Alentejo com água.
Apesar disso, não fico indiferente ao encanto minhoto. Ainda para mais com água, água salgada, como sucede em Viana. A Praia do Norte é um sítio lindíssimo, onde espero voltar outras vezes.
E depois há as pessoas e a pronúncia, que me deixa com pele de galinha. Gosto de os ouvir falar só por ouvir, porque a pronúncia do Norte põe calor nas palavras. Aqui em baixo somos demasiado frios e circunspectos.
Rumámos depois à Galiza, mais precisamente à Ilha da Toxa, em Pontevedra, com o tempo já a fazer caretas. As meninas da meteorologia galega [a TV Galicia é uma das piores coisinhas deste mundo, registe-se] passaram os dias a anunciar chuva e descida de temperatura, de maneiras que não tardou muito para que decidissemos que em Portugal se estaria provavelmente melhor.
Fizemos a viagem sempre pela costa, que é lindíssima, e aproveitámos a travessia de ferry até Caminha. Belo passeio.
Antes do Porto ainda houve tempo para (re)visitar Braga, cidade da qual tinha memórias já muito distantes. É ainda mais encantadora do que me lembrava. Cheia de gente, de animação e de vida. Gosto de cidades assim, onde ainda há comércio de rua, e tem clientes, onde as pessoas se juntam nos cafés, onde se vêem crianças e jovens nos jardins.
Tenho pena que Cascais seja cada vez menos isto. Cada vez mais deserta à noite. Cada vez mais descaracterizada. É uma pena, de facto.
De todo o modo, é a minha terra, e já lhe sentia a falta.
No regresso, o tempo foi escasso para preparar o jantar rotativo, que no passado sábado aconteceu cá em casa. Doze à mesa, mais o g., que não tarda nada está cá fora. A avaliar pelo tamanho da barriga que a a. carrega, não há-de tardar mesmo nada...
Aqui entre nós que ninguém nos ouve, dá trabalho e é cansativo, mas não me importava nada de ser a anfitriã de um destes jantares pelo menos uma vez por mês. Gosto da casa cheia.
O projecto de ter pelo menos três filhos ancora neste desejo de ter uma casa cheia de gente, a família, os amigos, as crianças mais os amigos das crianças. Tipo chegar aos cinquenta, meter a chave à porta, e ter a casa cheia de adolescentes. Para de seguida ter um fanico, desatar aos gritos, ordenar que arrumem a roupa, que façam as camas, que ponham a loiça na máquina, que desliguem A PORCARIA DA APARELHAGEM... pronto, já passou...
Veremos, o que o futuro me reserva...
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Era uma vez...

A coisa não se deu propriamente à primeira.
Não foi fulminante. Não me atingiu como um dardo, certeiro, ‘in the bull’s eye’.
Foi-se fazendo. O sentimento. De toda a maneira, não estava para aí virada [como se isso em ti fosse impedimento para alguma coisa, miúda].
A braços com um relacionamento que ia andando mas na realidade não ia a lado nenhum, não abri uma brecha sequer para o deixar entrar.
Mas esgueirou-se. Fez-se da espessura de uma folha de papel e esgueirou-se.
Quando dei por isso, já lá estava. Instalado. Pegou no auscultador do outro lado do vidro à prova de bala e sussurrou-me “e agora que fazes? Já aqui estou…”.
E estava.
Apesar de tudo.
Não conseguia tocar-lhe, senti-lo, por estar para lá do tal vidro, mas via-o claramente instalado.
Quando quis saber se era verdade, se seria possível, disseram-me que só eu ainda não tinha percebido, que de fora se via bem.
O que é que se faz quando se percebe que um amigo nos demonstra que ser amigo já não chega.
Foge-se.
Ou não.
Acho que não fiz nem uma nem outra.
Andei ali ao sabor do vento, a enganar-me, a enganá-lo também, por consequência.
E passaram-se anos.
Diria que nunca até então me tinha sentido tão amada. Mas talvez não seja correcto dizê-lo, porque na realidade o amor não chegou nunca a ser consumado.
Foi ardendo, ateado todos os dias por pequenos nadas.
Talvez seja mais verdadeira se disser que nunca me senti objecto de tanta dedicação. Sim, dedicação, é essa a palavra.
Dedicava-se-me.
Chegou uma altura em que se tornou difícil a convivência. Ardia na garganta, picava nos olhos, comichava na pele. Apetecia coçar até fazer ferida. Apetecia que passasse mas apetecia que continuasse.
Nunca quis verdadeiramente que parasse de gostar de mim.
Mas sabia quão injusto é usufruir do amor de alguém a quem não dedicamos amor de volta.
Talvez não tenha feito as melhores escolhas.
Fiz as que me pareceram acertadas no momento.
É melhor pensar que tinha mesmo de ser assim.
Dizer a alguém “gosto de ti” durante anos sem nunca ouvir realmente “gosto de ti” de volta custa. Deve custar.
Mas eu gostava. Gostei. Muito. Faltou-me o suficiente para mandar à fava os argumentos. Os quilómetros. A distância. As diferenças. Que afinal era possível compatibilizar.
A vida também vale pelas histórias que vivermos sem termos vivido. Pelos abraços. Pelos beijos. Pelas palavras. Pelos passeios. Pelos dias. Pelas noites. Não dados. Não recebidos. Não trocadas. Não feitos. Não gozados. Não dormidas.
Casa-se hoje.
Há dez anos, acho que passou pela cabeça dos dois que podíamos vir a casar no mesmo dia. Um com o outro.
Não foi. Já não arde. Já não pica. Já não comicha.
Sabe a doce. Sabe a lembrança. Hoje, sabe a bolo de noiva.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Green-eyed monster
O tema da conversa era o ciúme.
Esse “monstro de olhos verdes”.
Diz-se que não há amor sem ciúme.
Entendido enquanto manifestação do receio que se sente relativamente à perda de alguém que se ama, o ciúme até pode ser compreensível.
Mas tenho, sinceramente, muita dificuldade em entender os ciumentos obsessivos e, mais ainda, em desculpar as atitudes motivadas pelo ciúme.
Claro que já senti ciúmes. Senti ciúmes dos homens com quem me relacionei, senti ciúmes de amigos e de amigas, senti ciúmes dos meus pais, em miúda.
Mas muito poucas vezes me deixei dominar pelo ciúme.
Lembro-me de, há muitos anos, ter tido uma crise de ciúmes. No nosso grupo de amigos existiam vários casais de namorados e houve um tempo em que o meu insistia em elogiar a namorada de um dos amigos, comparando-me com ela.
Quando tinha ataques de mau feitio ele, para piorar, punha-se com conversas do género “a não-sei-quantas é tão porreira, tão divertida, sempre tão bem-disposta… devias pôr os olhos nela”.
Ora isto era claramente estupidez da parte dele.
Chama-se 'cutucar a onça com vara curta'.
Ninguém gosta de ser comparado, muito menos quando a comparação nos é desfavorável e menos ainda quando é o nosso namorado a fazer a comparação, com a namorada de um amigo dele!
Irritava-me tanto com aquela conversa que comecei a embirrar solenemente com a rapariga que, coitada, não tinha culpa nenhuma da idiotice do meu namorado.
Tornámo-nos, depois, até muito amigas.
Mas não foi fácil, para mim, lidar com aquilo. Passei a olhá-la com desconfiança e cheguei a não suportar vê-los (a ela e ao meu namorado) a conversar e a rir, coisa que era perfeitamente normal que acontecesse, dado que éramos todos amigos.
Julgo que a coisa só amenizou depois de um dia o meu namorado me ter jurado a pés juntos que era a mim, e só a mim, que queria, mesmo que às vezes eu fosse insuportável.
Ora era precisamente aqui que eu queria chegar.
Na base do ciúme só pode estar, na minha opinião, uma grande insegurança e/ou grande falta de auto-estima.
Felizmente, os anos foram-me reforçando ambas, a segurança e a auto-estima…
Ataques de ciúmes, crises de ciúmes, cenas de ciúmes, redundam em quê?
Em discussão, em agressão, em problemas.
Achar que a galinha da vizinha é melhor que a nossa ou que a relva é mais verde no jardim do vizinho é perfeitamente normal.
Que atire a primeira pedra quem, seja ao fim de um mês ou de dez anos de casamento, não se sentiu atraído por outra pessoa que não o seu ‘legítimo/a’.
Quando alguém me provar que as pessoas ciumentas são menos enganadas que as não-ciumentas, 'I rest my case'.
Mas todos sabemos que isso não é verdade.
As pessoas ciumentas têm tantas probabilidades de ser enganadas como as não-ciumentas, sendo que, como bem apontava uma amiga minha há pouco, são normalmente este tipo de atitudes que motivam a mentira.
Afinal, entre contar a verdade e dar azo a uma discussão e ‘omitir’ e passar incólume, mais vale ‘omitir’, ou não?...
Julgo que na nossa geração já muito poucas pessoas mantêm um casamento só por manter ou para salvaguardar aparências.
Fica casado quem quer e porque quer.
Longe de mim imaginar que o meu marido permanecia casado comigo por algum outro motivo que não fosse o facto de querer, e muito.
É por isso que me custa entender o ciúme. Acho que é uma forma muito básica de demonstrar amor. Muito simplista. Muito infantil.
Sobretudo quando vem acompanhada de revistas passadas às mensagens recebidas e enviadas pelo telemóvel da outra pessoa, as chamadas feitas, os e-mails enviados e recebidos.
Vamos lá a esclarecer que um casal é um casal, duas pessoas portanto, e que isso de nos tornarmos um só é muito bonito mas é na poesia.
Vou tendo cada vez mais dificuldade em abdicar da minha liberdade e acho que neste aspecto me tornei ‘pior’ depois de casada.
Na realidade, acho que me tornei muito mais independente e senhora do meu nariz depois do casamento.
Afinal, para dar justificações de tudo a toda a hora já bastaram os 28 anos em que vivi com os meus Pais, a quem, a esses sim, e por direito, dava conhecimento de todos os passos.
O meu marido às vezes mete-se comigo, diz que eu tenho a “mania que sou muito independente”.
É isso.
Preciso de mimo, tanto quanto toda a gente (às vezes mais...), preciso de ser confortada, tenho uma imensa necessidade de aprovação, de ser elogiada, de ser cortejada.
Acho isto normal.
Porque, para mim, a melhor forma de demonstrar amor é amando.
“Adoro-te”, “és linda”, “és maravilhosa”, “és doce” [:)], são bonitas manifestações do ‘gostar’.
Muito melhores do que ‘onde é que andaste? com quem?’.
Esse “monstro de olhos verdes”.
Diz-se que não há amor sem ciúme.
Entendido enquanto manifestação do receio que se sente relativamente à perda de alguém que se ama, o ciúme até pode ser compreensível.
Mas tenho, sinceramente, muita dificuldade em entender os ciumentos obsessivos e, mais ainda, em desculpar as atitudes motivadas pelo ciúme.
Claro que já senti ciúmes. Senti ciúmes dos homens com quem me relacionei, senti ciúmes de amigos e de amigas, senti ciúmes dos meus pais, em miúda.
Mas muito poucas vezes me deixei dominar pelo ciúme.
Lembro-me de, há muitos anos, ter tido uma crise de ciúmes. No nosso grupo de amigos existiam vários casais de namorados e houve um tempo em que o meu insistia em elogiar a namorada de um dos amigos, comparando-me com ela.
Quando tinha ataques de mau feitio ele, para piorar, punha-se com conversas do género “a não-sei-quantas é tão porreira, tão divertida, sempre tão bem-disposta… devias pôr os olhos nela”.
Ora isto era claramente estupidez da parte dele.
Chama-se 'cutucar a onça com vara curta'.
Ninguém gosta de ser comparado, muito menos quando a comparação nos é desfavorável e menos ainda quando é o nosso namorado a fazer a comparação, com a namorada de um amigo dele!
Irritava-me tanto com aquela conversa que comecei a embirrar solenemente com a rapariga que, coitada, não tinha culpa nenhuma da idiotice do meu namorado.
Tornámo-nos, depois, até muito amigas.
Mas não foi fácil, para mim, lidar com aquilo. Passei a olhá-la com desconfiança e cheguei a não suportar vê-los (a ela e ao meu namorado) a conversar e a rir, coisa que era perfeitamente normal que acontecesse, dado que éramos todos amigos.
Julgo que a coisa só amenizou depois de um dia o meu namorado me ter jurado a pés juntos que era a mim, e só a mim, que queria, mesmo que às vezes eu fosse insuportável.
Ora era precisamente aqui que eu queria chegar.
Na base do ciúme só pode estar, na minha opinião, uma grande insegurança e/ou grande falta de auto-estima.
Felizmente, os anos foram-me reforçando ambas, a segurança e a auto-estima…
Ataques de ciúmes, crises de ciúmes, cenas de ciúmes, redundam em quê?
Em discussão, em agressão, em problemas.
Achar que a galinha da vizinha é melhor que a nossa ou que a relva é mais verde no jardim do vizinho é perfeitamente normal.
Que atire a primeira pedra quem, seja ao fim de um mês ou de dez anos de casamento, não se sentiu atraído por outra pessoa que não o seu ‘legítimo/a’.
Quando alguém me provar que as pessoas ciumentas são menos enganadas que as não-ciumentas, 'I rest my case'.
Mas todos sabemos que isso não é verdade.
As pessoas ciumentas têm tantas probabilidades de ser enganadas como as não-ciumentas, sendo que, como bem apontava uma amiga minha há pouco, são normalmente este tipo de atitudes que motivam a mentira.
Afinal, entre contar a verdade e dar azo a uma discussão e ‘omitir’ e passar incólume, mais vale ‘omitir’, ou não?...
Julgo que na nossa geração já muito poucas pessoas mantêm um casamento só por manter ou para salvaguardar aparências.
Fica casado quem quer e porque quer.
Longe de mim imaginar que o meu marido permanecia casado comigo por algum outro motivo que não fosse o facto de querer, e muito.
É por isso que me custa entender o ciúme. Acho que é uma forma muito básica de demonstrar amor. Muito simplista. Muito infantil.
Sobretudo quando vem acompanhada de revistas passadas às mensagens recebidas e enviadas pelo telemóvel da outra pessoa, as chamadas feitas, os e-mails enviados e recebidos.
Vamos lá a esclarecer que um casal é um casal, duas pessoas portanto, e que isso de nos tornarmos um só é muito bonito mas é na poesia.
Vou tendo cada vez mais dificuldade em abdicar da minha liberdade e acho que neste aspecto me tornei ‘pior’ depois de casada.
Na realidade, acho que me tornei muito mais independente e senhora do meu nariz depois do casamento.
Afinal, para dar justificações de tudo a toda a hora já bastaram os 28 anos em que vivi com os meus Pais, a quem, a esses sim, e por direito, dava conhecimento de todos os passos.
O meu marido às vezes mete-se comigo, diz que eu tenho a “mania que sou muito independente”.
É isso.
Preciso de mimo, tanto quanto toda a gente (às vezes mais...), preciso de ser confortada, tenho uma imensa necessidade de aprovação, de ser elogiada, de ser cortejada.
Acho isto normal.
Porque, para mim, a melhor forma de demonstrar amor é amando.
“Adoro-te”, “és linda”, “és maravilhosa”, “és doce” [:)], são bonitas manifestações do ‘gostar’.
Muito melhores do que ‘onde é que andaste? com quem?’.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Bem-vinda!


A semana passada estive a ver, com toda a atenção, o programa “Portugal, um retrato social”. Excelente, mesmo.
Impressiona, sobretudo, ver como e quanto mudou o País ao longo das últimas três, quatro décadas.
Só assim nos apercebemos, tal como a dada altura refere o António Barreto, que apesar de estarmos ainda, como se costuma dizer, ‘muito atrasados’, quando comparados com a chamada ‘Europa desenvolvida’, estamos já a anos-luz daquilo que éramos há trinta ou quarenta anos.
O caso da Fonte da Telha, a aldeia na praia, foi dos que mais me chocou. Incrível, aquele Portugal tão presente e ao mesmo tempo já tão passado.
Isto para não falar dos gigantescos bairros de lata às portas de Lisboa, meu Deus, de facto, caminhou-se muito!
A tentação de nos deixarmos deprimir ao ver aquelas imagens (é impossível não pensar ‘fogo, isto era mesmo mau’) não apaga o imenso orgulho que sinto em ser portuguesa.
Somos, de facto, um povo muito… como dizer… peculiar… mas no bom sentido…
A minha mania de achar que os países nórdicos são o máximo tem a ver com o meu lado metódico e arrumadinho. A desordem faz-me cócegas, e isso aplica-se tanto à minha casa, como ao meu guarda-fatos e às minhas gavetas (neste particular sou maníaca), como à minha secretária e ao País.
Gosto de tudo feito a régua e esquadro, de preferência com ângulos rectos e poucos desvios.
Depois o meu lado tresloucado revê-se muito na forma de encarar a vida dos espanhóis, sobretudo no que respeita a ‘cañas’, a tapas e a esplanadas.
É por isso que gosto tanto dos holandeses. A conjugação perfeita entre a organização e o civismo característicos do Norte da Europa e um espírito descontraído, o pensamento livre e a quase ausência de preconceitos. Muito próximos da perfeição, portanto.
Outra coisa que me prendeu à televisão a semana passada foi uma série da qual, confesso, sabia muito pouco mas da qual fiquei fã. ‘Os Amigos de Brian’, ‘What about Brian?’ no original. Muito bom. Dá às quintas, na RTP2.
O ‘Brian’ não está mal mas eu gostei mesmo foi do ‘Adam’… :)
Refreshing…
‘Not refreshing at all’ o dia de hoje.
Acho que é oficial, chegou a Primavera, iupi, iupi!
Está o chamado calor do caraças, o que a mim, particularmente, me transmite ‘good vibes’…
Porque o fim-de-semana já cheirava a Primavera, celebrei com o meu primeiro passeio a pé pela ciclovia do Guincho, na companhia da minha amiga e sempre excelente companheira m.m.
Para estragar tudo, refastelámo-nos depois na Casa da Guia e deliciámo-nos com uma tosta mista que só provada (com direito a tomate e orégão, ah pois é…), e estivemos a pôr a escrita em dia.
A Primavera também já chegou à minha varanda, de maneiras que ontem passei duas horas com as mãos na terra (as mãos, os pés, o nariz, enfim…) e plantei os primeiros ‘pelargoniums’ e as primeiras petunias deste ano.
Sô Dona Primavera seja, pois, muito bem vinda!
Impressiona, sobretudo, ver como e quanto mudou o País ao longo das últimas três, quatro décadas.
Só assim nos apercebemos, tal como a dada altura refere o António Barreto, que apesar de estarmos ainda, como se costuma dizer, ‘muito atrasados’, quando comparados com a chamada ‘Europa desenvolvida’, estamos já a anos-luz daquilo que éramos há trinta ou quarenta anos.
O caso da Fonte da Telha, a aldeia na praia, foi dos que mais me chocou. Incrível, aquele Portugal tão presente e ao mesmo tempo já tão passado.
Isto para não falar dos gigantescos bairros de lata às portas de Lisboa, meu Deus, de facto, caminhou-se muito!
A tentação de nos deixarmos deprimir ao ver aquelas imagens (é impossível não pensar ‘fogo, isto era mesmo mau’) não apaga o imenso orgulho que sinto em ser portuguesa.
Somos, de facto, um povo muito… como dizer… peculiar… mas no bom sentido…
A minha mania de achar que os países nórdicos são o máximo tem a ver com o meu lado metódico e arrumadinho. A desordem faz-me cócegas, e isso aplica-se tanto à minha casa, como ao meu guarda-fatos e às minhas gavetas (neste particular sou maníaca), como à minha secretária e ao País.
Gosto de tudo feito a régua e esquadro, de preferência com ângulos rectos e poucos desvios.
Depois o meu lado tresloucado revê-se muito na forma de encarar a vida dos espanhóis, sobretudo no que respeita a ‘cañas’, a tapas e a esplanadas.
É por isso que gosto tanto dos holandeses. A conjugação perfeita entre a organização e o civismo característicos do Norte da Europa e um espírito descontraído, o pensamento livre e a quase ausência de preconceitos. Muito próximos da perfeição, portanto.
Outra coisa que me prendeu à televisão a semana passada foi uma série da qual, confesso, sabia muito pouco mas da qual fiquei fã. ‘Os Amigos de Brian’, ‘What about Brian?’ no original. Muito bom. Dá às quintas, na RTP2.
O ‘Brian’ não está mal mas eu gostei mesmo foi do ‘Adam’… :)
Refreshing…
‘Not refreshing at all’ o dia de hoje.
Acho que é oficial, chegou a Primavera, iupi, iupi!
Está o chamado calor do caraças, o que a mim, particularmente, me transmite ‘good vibes’…
Porque o fim-de-semana já cheirava a Primavera, celebrei com o meu primeiro passeio a pé pela ciclovia do Guincho, na companhia da minha amiga e sempre excelente companheira m.m.
Para estragar tudo, refastelámo-nos depois na Casa da Guia e deliciámo-nos com uma tosta mista que só provada (com direito a tomate e orégão, ah pois é…), e estivemos a pôr a escrita em dia.
A Primavera também já chegou à minha varanda, de maneiras que ontem passei duas horas com as mãos na terra (as mãos, os pés, o nariz, enfim…) e plantei os primeiros ‘pelargoniums’ e as primeiras petunias deste ano.
Sô Dona Primavera seja, pois, muito bem vinda!
quarta-feira, 11 de abril de 2007
No sugar, please
Passada a Páscoa, instalou-se o stress.
Souberam-me pela vida, os quatro dias de ‘férias’. Gosto, sobretudo, de ficar em casa (ou devo dizer de não vir trabalhar…) em dias de semana, quando todas as outras pessoas estão a trabalhar.
Acho que esses dias rendem sempre mais do que os sábados e os domingos.
A quinta-feira (santa), chegou e sobrou para fazer imensas coisas, algumas das quais andava a adiar, como fazer uma visita à j. e à a. e, de caminho, entregar-lhes em mãos a papelada do meu (nosso) IRS.
Soube-me bem porque almoçámos as três descansadinhas (os quatro, se contarmos com o gui, na barriga da a.), ficámos que tempos à conversa, coisa que é difícil fazermos quando nos encontramos ao fim-de-semana, porque as crianças são demasiado absorventes e acabamos por ter dificuldade em começar e terminar uma conversa de jeito.
Como a única criança presente era o g., apesar dos pontapés na barriga da mãe, deu para pôr a escrita em dia.
E, atenção, isto não significa que eu não ADORE as minhas ‘sobrinhas’, que são as coisas mai’lindas deste Mundo!
O que acontece é que depois de terem filhos (no caso, filhas), as minhas amigas passaram a ser, antes de mais nada, mães e isso, claro, muda tudo.
De maneiras que foi bem bom ficarmos ali esquecidas do tempo, a deitar conversa fora.
Depois disto, ainda tive tempo para ir encher um bocadinho mais o mealheiro do sr. eng. Belmiro de Azevedo.
Fiz as compras calmamente, regressei a casa e mais tarde foi decretado, oficialmente, o início de um alucinante fim-de-semana tipicamente familiar.
Isto incluiu diversas refeições em casa dos meus sogros, na companhia dos meus queridíssimos tios e prima (como a minha família cresceu, desde há dois anos para cá…), uma visita aos tios de Sacavém (sim, estes também são novas aquisições), e o descansadíssimo almoço de domingo de Páscoa em casa dos meus Pais.
Só ao final da tarde de domingo começaram a soar os alarmes dentro da minha cabeça. Primeiro, a consciência de que segunda-feira era (e foi) dia de trabalho. Depois, a sensação de que se continuasse a comer ao ritmo do fim-de-semana, rapidamente o meu marido teria de rasgar paredes lá em casa para que eu conseguisse passar.
Decretei, por isso, o início de um rigoroso regime alimentar, até porque dentro de duas semanas vou de férias e, se eu bem me conheço, vou voltar a cometer muito mais excessos do que aqueles que o tamanho da minha roupa permite.
O meu marido, que não tem culpa nenhuma disto, foi, por isso, arrastado para dentro de uma dieta que, sendo eu muito determinada, vai acabar por levá-lo à loucura… :)
Descobri, graças a tudo isto, as potencialidades do café sem açúcar adicionado.
Foi um novo mundo que se abriu perante mim. Café sem açúcar é, de facto, outra coisa. É ‘a coisa’. No seu estado puro.
Avisaram-me de que seria uma questão de hábito e de que, uma vez habituada, jamais voltaria a querer bebê-lo com açúcar.
Parece que tinha razão, quem falou assim.
Entretanto, estou de regresso ao trabalho e a dar ‘fogo à peça’, porque quero ir de férias descansada e com aquela fabulosa sensação de ‘dever cumprido’. :)
Souberam-me pela vida, os quatro dias de ‘férias’. Gosto, sobretudo, de ficar em casa (ou devo dizer de não vir trabalhar…) em dias de semana, quando todas as outras pessoas estão a trabalhar.
Acho que esses dias rendem sempre mais do que os sábados e os domingos.
A quinta-feira (santa), chegou e sobrou para fazer imensas coisas, algumas das quais andava a adiar, como fazer uma visita à j. e à a. e, de caminho, entregar-lhes em mãos a papelada do meu (nosso) IRS.
Soube-me bem porque almoçámos as três descansadinhas (os quatro, se contarmos com o gui, na barriga da a.), ficámos que tempos à conversa, coisa que é difícil fazermos quando nos encontramos ao fim-de-semana, porque as crianças são demasiado absorventes e acabamos por ter dificuldade em começar e terminar uma conversa de jeito.
Como a única criança presente era o g., apesar dos pontapés na barriga da mãe, deu para pôr a escrita em dia.
E, atenção, isto não significa que eu não ADORE as minhas ‘sobrinhas’, que são as coisas mai’lindas deste Mundo!
O que acontece é que depois de terem filhos (no caso, filhas), as minhas amigas passaram a ser, antes de mais nada, mães e isso, claro, muda tudo.
De maneiras que foi bem bom ficarmos ali esquecidas do tempo, a deitar conversa fora.
Depois disto, ainda tive tempo para ir encher um bocadinho mais o mealheiro do sr. eng. Belmiro de Azevedo.
Fiz as compras calmamente, regressei a casa e mais tarde foi decretado, oficialmente, o início de um alucinante fim-de-semana tipicamente familiar.
Isto incluiu diversas refeições em casa dos meus sogros, na companhia dos meus queridíssimos tios e prima (como a minha família cresceu, desde há dois anos para cá…), uma visita aos tios de Sacavém (sim, estes também são novas aquisições), e o descansadíssimo almoço de domingo de Páscoa em casa dos meus Pais.
Só ao final da tarde de domingo começaram a soar os alarmes dentro da minha cabeça. Primeiro, a consciência de que segunda-feira era (e foi) dia de trabalho. Depois, a sensação de que se continuasse a comer ao ritmo do fim-de-semana, rapidamente o meu marido teria de rasgar paredes lá em casa para que eu conseguisse passar.
Decretei, por isso, o início de um rigoroso regime alimentar, até porque dentro de duas semanas vou de férias e, se eu bem me conheço, vou voltar a cometer muito mais excessos do que aqueles que o tamanho da minha roupa permite.
O meu marido, que não tem culpa nenhuma disto, foi, por isso, arrastado para dentro de uma dieta que, sendo eu muito determinada, vai acabar por levá-lo à loucura… :)
Descobri, graças a tudo isto, as potencialidades do café sem açúcar adicionado.
Foi um novo mundo que se abriu perante mim. Café sem açúcar é, de facto, outra coisa. É ‘a coisa’. No seu estado puro.
Avisaram-me de que seria uma questão de hábito e de que, uma vez habituada, jamais voltaria a querer bebê-lo com açúcar.
Parece que tinha razão, quem falou assim.
Entretanto, estou de regresso ao trabalho e a dar ‘fogo à peça’, porque quero ir de férias descansada e com aquela fabulosa sensação de ‘dever cumprido’. :)
quarta-feira, 4 de abril de 2007
I like the way you move...
Graças à generosidade de alguém, e se tudo correr como previsto, saio daqui hoje e só regresso, para trabalhar, na segunda-feira de manhãzinha. Dispenso comentários relativos à minha alegada condição de “funcionária pública”… :)
Em homenagem a este fim-de-semana ultra-prolongado, o(s) pensamento(s) do dia vai(ão) para estas duas músicas.
Já há algum tempo que andava para falar delas, porque são duas daquelas que me dão mesmo pica. A pica que convém ter armazenada para um fim-de-semana de quatro dias! ‘Bora lá cantar, então, a plenos pulmões…
«I know,
You gonna want me
Baby,
A song for any season,
I got so many reasons,
You're gonna wanna make it some day
Some say, boy you're always teasing
I think you best be leaving,
Why you've gotta drive me crazy (x2)
I know,
You gonna want me,
But when you want me,
It might be a different story (x2)
Baby,
A song for any season,
I got so many reasons,
You're gonna wanna make it some day
Some say, boy you're always teasing
I think you best be leaving,
Why you've gotta drive me crazy (x2)
I know,
You gonna want me,
But when you want me,
It might be a different story (x6)
I know,
I know,
I know...»
You gonna want me, Tiga
«There's so many things I like about you, I…
I just don't know where to begin,
I like the way you look at me with those beautiful eyes,
I like the way you act all surprised,
I like the way you sing along,
I like the way you always get it wrong,
I like the way you clap your hands,
I like the way you love to dance,
I like the way you put your hands up in the air,
I like the way you shake your hair,
I like the way you like to touch,
I like the way you stare so much,
But most of all...
Yeah
Most of all...
I like the way you move
I like the way you move
I like the way you put your hands up in the air,
I like the way you shake your hair,
I like the way you like to touch,
I like the way you stare so much,
But most of all...
Yeah
Most of all...
I like the way you move
I like the way you move
I like the way you put your hands up in the air,
I like the way you shake your hair,
I like the way you like to touch,
I like the way you stare so much,
But most of all…
Yeah
Most of all…
I like the way you move!»
I like the way, Bodyrockers
Em homenagem a este fim-de-semana ultra-prolongado, o(s) pensamento(s) do dia vai(ão) para estas duas músicas.
Já há algum tempo que andava para falar delas, porque são duas daquelas que me dão mesmo pica. A pica que convém ter armazenada para um fim-de-semana de quatro dias! ‘Bora lá cantar, então, a plenos pulmões…
«I know,
You gonna want me
Baby,
A song for any season,
I got so many reasons,
You're gonna wanna make it some day
Some say, boy you're always teasing
I think you best be leaving,
Why you've gotta drive me crazy (x2)
I know,
You gonna want me,
But when you want me,
It might be a different story (x2)
Baby,
A song for any season,
I got so many reasons,
You're gonna wanna make it some day
Some say, boy you're always teasing
I think you best be leaving,
Why you've gotta drive me crazy (x2)
I know,
You gonna want me,
But when you want me,
It might be a different story (x6)
I know,
I know,
I know...»
You gonna want me, Tiga
«There's so many things I like about you, I…
I just don't know where to begin,
I like the way you look at me with those beautiful eyes,
I like the way you act all surprised,
I like the way you sing along,
I like the way you always get it wrong,
I like the way you clap your hands,
I like the way you love to dance,
I like the way you put your hands up in the air,
I like the way you shake your hair,
I like the way you like to touch,
I like the way you stare so much,
But most of all...
Yeah
Most of all...
I like the way you move
I like the way you move
I like the way you put your hands up in the air,
I like the way you shake your hair,
I like the way you like to touch,
I like the way you stare so much,
But most of all...
Yeah
Most of all...
I like the way you move
I like the way you move
I like the way you put your hands up in the air,
I like the way you shake your hair,
I like the way you like to touch,
I like the way you stare so much,
But most of all…
Yeah
Most of all…
I like the way you move!»
I like the way, Bodyrockers
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